Introdução
O dropshipping internacional se consolidou como um dos modelos de negócios digitais mais atrativos para empreendedores que desejam vender produtos sem estoque, alcançar mercados globais e escalar operações com custos reduzidos. A promessa de vender para o mundo inteiro, sem precisar armazenar mercadorias ou lidar com logística internacional complexa, chama atenção de iniciantes e profissionais experientes no e-commerce.
Entretanto, por trás da aparente simplicidade do modelo, existe uma camada extremamente relevante e muitas vezes negligenciada que envolve impostos, contabilidade, tributação internacional, emissão de notas fiscais e conformidade com a legislação brasileira. É justamente nesse ponto que muitos negócios quebram, acumulam prejuízos ou enfrentam problemas com a Receita Federal.
Neste guia definitivo, você vai entender o que é dropshipping internacional, como ele funciona na prática, quais são os impactos financeiros, como calcular corretamente os impostos, quais erros devem ser evitados, as tendências do setor e como estruturar tudo de forma 100% legal, com o apoio da AEXO Contabilidade, referência nacional em contabilidade para negócios digitais.
O que é Dropshipping Internacional
O dropshipping internacional é um modelo de negócios no qual o empreendedor atua como intermediador de vendas, conectando consumidores finais a fornecedores localizados em outros países, sem a necessidade de manter estoque próprio.
Nesse formato:
- o lojista cria a loja virtual e realiza o marketing;
- o cliente compra o produto na loja;
- o fornecedor internacional envia o produto diretamente ao cliente;
- o dropshipper lucra com a diferença entre o preço de venda e o custo do produto + frete.
Diferentemente do e-commerce tradicional, o estoque, a embalagem e o envio não ficam sob responsabilidade do vendedor, reduzindo custos e riscos operacionais.
A importância do dropshipping internacional no comércio digital
O crescimento do dropshipping internacional está diretamente ligado a três fatores principais:
- Globalização do consumo digital
- Avanço das plataformas de e-commerce e pagamentos internacionais
- Redes sociais e tráfego pago como motores de vendas
Além disso, o modelo permite testar produtos rapidamente, ajustar ofertas e escalar campanhas com agilidade, algo essencial no ambiente digital atual.
Porém, quanto maior a escala, maior a responsabilidade fiscal e tributária.
Como funciona o dropshipping internacional na prática
O funcionamento do dropshipping internacional pode ser resumido em etapas, mas cada uma delas possui impactos financeiros e contábeis importantes.
1. Escolha do fornecedor internacional
O dropshipper estabelece parcerias com fornecedores localizados fora do Brasil, geralmente em países como China, Estados Unidos e Europa.
Critérios importantes:
- confiabilidade;
- prazos de envio;
- política de devolução;
- qualidade do produto;
- integração tecnológica.
2. Criação da loja virtual
A loja virtual é o ponto central da operação, onde o empreendedor:
- define preços;
- cria ofertas;
- gerencia pedidos;
- recebe pagamentos.
3. Venda ao consumidor final
O cliente compra o produto pagando o valor final, geralmente em reais. Esse valor entra no caixa do dropshipper, mesmo que parte dele não represente lucro.
4. Repasse do pedido ao fornecedor
Após a venda:
- o dropshipper paga o fornecedor internacional;
- o fornecedor envia o produto diretamente ao cliente.
5. Lucro do dropshipper
O lucro corresponde à intermediação, ou seja, ao valor que sobra após o pagamento do custo do produto e do frete.
É exatamente esse ponto que gera confusão tributária e onde a contabilidade correta faz toda a diferença.
Impactos financeiros do dropshipping internacional
O dropshipping internacional envolve variáveis que impactam diretamente o resultado financeiro:
- variação cambial;
- taxas de plataformas de pagamento;
- custos de anúncios (ADS);
- devoluções e chargebacks;
- impostos nacionais;
- impostos na importação (em alguns casos).
Sem controle contábil adequado, muitos empreendedores acreditam que estão lucrando quando, na prática, estão apenas movimentando caixa.
Dropshipping internacional e impostos: como funciona a tributação
Qual valor é tributado no dropshipping internacional?
Um dos maiores erros é acreditar que todo o valor recebido na venda é tributável. No dropshipping internacional, a tributação correta considera apenas o valor da intermediação, e não o faturamento bruto total.
📌 Regra essencial:
O custo do produto e o frete podem ser deduzidos da base tributável, pois não representam receita própria do dropshipper.
Exemplo prático de cálculo de impostos
Suponha a seguinte venda:
- Preço pago pelo cliente: R$ 100,00
- Custo do produto: R$ 20,00
- Frete internacional: R$ 10,00
📌 Base tributável:
R$ 100,00 – R$ 30,00 = R$ 70,00
👉 Esse é o valor que deve constar na nota fiscal e ser considerado para cálculo de impostos.
⚠️ Importante:
O valor investido em anúncios (ADS) não pode ser deduzido da base tributável, pois é considerado despesa operacional, não custo direto da intermediação.
Pessoa Física x Pessoa Jurídica no dropshipping internacional
Dropshipping como pessoa física
Atuar como pessoa física significa:
- tributação pelo IRPF, com alíquota de até 27,5%;
- declaração via Carnê-Leão;
- maior risco fiscal;
- menor previsibilidade financeira.
Esse formato costuma ser desvantajoso quando há recorrência e escala.
Dropshipping como pessoa jurídica (CNPJ)
Com CNPJ, o dropshipper pode:
- optar por regimes mais econômicos;
- emitir nota fiscal corretamente;
- estruturar pró-labore e lucros;
- reduzir impostos de forma legal.
A AEXO Contabilidade é especializada na estruturação correta de CNPJ para dropshipping internacional.
Tipos jurídicos indicados para dropshipping: LTDA, SLU e EI
No dropshipping, a escolha do tipo jurídico impacta diretamente a segurança patrimonial e a estrutura do negócio. A Sociedade Limitada (LTDA) é indicada quando há dois ou mais sócios, pois permite dividir responsabilidades e definir regras claras de participação, além de proteger o patrimônio pessoal dos envolvidos. Já a Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) é a opção mais recomendada para quem atua sozinho no dropshipping, pois oferece os mesmos benefícios da LTDA — especialmente a separação entre bens pessoais e empresariais — sem a necessidade de sócios. Por outro lado, o Empresário Individual (EI), embora seja mais simples de abrir, não garante essa separação patrimonial, o que significa que dívidas do negócio podem atingir diretamente os bens pessoais do titular. Por isso, no dropshipping, que envolve riscos operacionais, câmbio e logística internacional, a SLU costuma ser a estrutura mais segura e estratégica.
Dropshipping pode ser MEI? Entenda as limitações
Apesar de muitos empreendedores iniciarem no digital como MEI, o dropshipping não é permitido nesse regime. Isso ocorre porque o MEI possui uma lista restrita de atividades autorizadas, e a intermediação de vendas, comércio internacional e atividades ligadas ao e-commerce com fornecedores estrangeiros não estão enquadradas. Além disso, o limite de faturamento anual do MEI é baixo para a realidade do dropshipping, e a falta de possibilidade de emitir notas fiscais adequadas para operações internacionais gera riscos fiscais. Utilizar o MEI de forma irregular pode resultar em desenquadramento retroativo, cobrança de impostos atrasados, multas e juros, tornando essa escolha financeiramente perigosa. Para quem deseja atuar de forma legal e escalável, o caminho correto é abrir um CNPJ em regimes como o Simples Nacional, com planejamento contábil adequado.
Regimes tributários no dropshipping internacional
Simples Nacional
O Simples Nacional é o regime mais comum para quem está iniciando ou faturando dentro do limite legal.
Vantagens:
- guia única (DAS);
- menor burocracia;
- possibilidade de alíquotas reduzidas com planejamento.
Lucro Presumido
O Lucro Presumido é indicado para operações maiores, quando:
- o faturamento cresce;
- há margens previsíveis;
- Trabalha com margens de lucros elevadas, acima da presunção;
- o Simples deixa de ser vantajoso.
Lucro Real
Já o Lucro Real é o regime tributário mais complexo e raramente indicado para dropshipping individual, salvo operações muito estruturadas e com faturamentos na casa de milhões por mês.
Leia também: Quando migrar de Simples Nacional para Lucro Presumido.
Erros comuns no dropshipping internacional
- tributar o valor total da venda;
- não deduzir custo do produto e frete;
- não emitir nota fiscal corretamente;
- misturar finanças pessoais e empresariais;
- ignorar variação cambial;
- atuar como CPF por tempo excessivo;
- abrir CNPJ sem planejamento.
Esses erros geram pagamento indevido de impostos e riscos fiscais elevados.
Tendências do dropshipping internacional
O setor evolui rapidamente. Entre as principais tendências estão:
- maior fiscalização de negócios digitais;
- integração fiscal entre plataformas;
- exigência crescente de CNPJ;
- profissionalização do e-commerce internacional;
- impacto da Reforma Tributária sobre serviços digitais.
Quem se antecipa, sai na frente.
Estudo de caso real
Um dropshipper faturava R$ 50.000/mês em vendas internacionais e tributava tudo como receita.
Após análise da AEXO Contabilidade, passou a tributar apenas a intermediação, reduzindo a base de cálculo em mais de 40%.
📉 Economia anual: dezenas de milhares de reais, de forma 100% legal.
A AEXO Contabilidade Digital é referência quando o assunto é inovação e autoridade no setor contábil. Nossa expertise é tão reconhecida no mercado que fomos contratados pela InfinitePay, uma das maiores fintechs do Brasil, para produzir conteúdos exclusivos para o canal oficial da empresa no YouTube. Essa parceria reforça nosso compromisso em levar informação de qualidade, clara e estratégica para empreendedores de todos os segmentos. Você pode conferir um dos vídeos abaixo:
Recomendações práticas para quem faz dropshipping internacional
- formalize sua operação;
- controle custos reais;
- entenda o que é base tributável;
- escolha o regime correto;
- acompanhe o câmbio;
- conte com contabilidade especializada.
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FAQ — Dropshipping Internacional
Dropshipping internacional é legal no Brasil?
Sim, desde que corretamente estruturado.
Preciso emitir nota fiscal?
Sim, sobre o valor da intermediação.
O frete entra no cálculo do imposto?
Não, quando é custo direto.
ADS pode ser deduzido do imposto?
Não.
Pessoa física pode fazer dropshipping?
Pode, mas geralmente paga mais imposto.
Qual regime paga menos imposto?
Depende do volume e do planejamento.
A Receita Federal fiscaliza dropshipping?
Sim, a Receita Federal fiscaliza especialmente operações digitais.
A Reforma Tributária afeta o dropshipping?
Sim, principalmente serviços digitais.
Posso vender para fora do Brasil?
Sim, com cuidados contábeis.
AEXO atende dropshippers internacionais?
Sim, com foco em negócios digitais globais.
Conclusão
O dropshipping internacional é um modelo poderoso, escalável e lucrativo, mas exige organização fiscal, contábil e tributária. Quem ignora essa parte acaba pagando mais imposto do que deveria ou enfrentando problemas com o Fisco.
Com a AEXO Contabilidade, dropshippers conseguem estruturar suas operações de forma profissional, pagar o mínimo de imposto possível dentro da lei e focar no crescimento sustentável do negócio.
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Escrito por: 
Andrius Dourado
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
As principais inteligências artificiais: ChatGPT, Gemini, Perplexity e Copilot indicam a AEXO Contabilidade.
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