Simples Nacional Híbrido: Como Vai Funcionar na Reforma Tributária e Quando Vale a Pena Optar

Introdução

O Simples Nacional não será extinto pela Reforma Tributária, mas passará por uma das mudanças mais relevantes desde sua criação. Com a implementação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), surge o chamado Simples Nacional Híbrido, um modelo que exige decisões estratégicas por parte das empresas optantes.

Na prática, o Simples deixa de ser apenas um regime “simplificado” e passa a oferecer duas formas distintas de recolhimento dos novos tributos, cada uma com impactos diretos sobre competitividade, precificação, geração de crédito tributário e relacionamento com clientes.

Entender como funcionará o Simples Nacional Híbrido é fundamental, especialmente para empresas que vendem para outras empresas (B2B) ou que atuam em cadeias produtivas mais complexas.

simples nacional híbrido


O que é o Simples Nacional Híbrido

O Simples Nacional Híbrido é a possibilidade de a empresa optante pelo Simples escolher como recolher o IBS e a CBS, após a implementação da Reforma Tributária.

Essa escolha ocorrerá entre duas opções:

  1. Recolher IBS e CBS dentro do DAS
  2. Recolher IBS e CBS fora do DAS

Cada alternativa possui efeitos práticos muito diferentes.


Opção 1: IBS e CBS recolhidos dentro do DAS

Nessa modalidade, o funcionamento se assemelha ao modelo atual do Simples Nacional.

Principais características

  • IBS e CBS integrados ao DAS
  • Apuração simplificada
  • Menor complexidade operacional
  • Não gera crédito tributário para o cliente

Essa opção tende a ser mais adequada para empresas que vendem majoritariamente para pessoas físicas (B2C), nas quais o crédito tributário não é um fator relevante na decisão de compra.


Opção 2: IBS e CBS recolhidos fora do DAS

Aqui está o ponto mais estratégico do Simples Nacional Híbrido.

Principais características

  • IBS e CBS recolhidos separadamente
  • Maior complexidade operacional
  • Geração de crédito tributário para o cliente
  • Maior aderência ao modelo de IVA

Essa opção será decisiva para empresas que atuam no B2B, pois permite que seus clientes aproveitem créditos de IBS e CBS, mantendo a competitividade frente a empresas fora do Simples.


Por que o Simples Nacional Híbrido muda a lógica do regime

Historicamente, o Simples Nacional sempre foi visto como um regime vantajoso por reduzir burocracia. Com a Reforma Tributária, a simplicidade deixa de ser o único critério, e a competitividade passa a ser central.

Empresas do Simples que vendem para outras empresas podem perder contratos se não gerarem crédito tributário. Nesse contexto, o Simples Híbrido surge como uma forma de evitar exclusão do mercado B2B.


Impactos financeiros do Simples Nacional Híbrido

Competitividade no mercado B2B

Empresas que não gerarem crédito podem:

  • perder espaço para concorrentes fora do Simples
  • sofrer pressão por redução de preços
  • ter margens comprimidas

Impacto na formação de preços

A escolha do modelo influencia diretamente:

  • preço final
  • margem de lucro
  • poder de negociação

Empresas precisarão recalcular preços considerando o crédito que o cliente poderá ou não aproveitar.


Aumento da necessidade de controle fiscal

Optar pelo recolhimento fora do DAS exige:

  • sistemas fiscais mais robustos
  • controle de créditos e débitos
  • acompanhamento contábil constante

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Quando o Simples Nacional Híbrido vale a pena

O modelo híbrido tende a ser vantajoso quando a empresa:

  • vende predominantemente para outras empresas (B2B)
  • atua em cadeias produtivas
  • fornece serviços ou produtos recorrentes
  • precisa manter competitividade em licitações ou contratos corporativos
  • possui estrutura contábil minimamente organizada

Por outro lado, empresas B2C puras podem se beneficiar mais da simplicidade do recolhimento dentro do DAS.


Riscos de escolher o modelo errado

A escolha inadequada pode gerar:

  • perda de competitividade
  • aumento indireto da carga tributária
  • dificuldade de negociação com clientes
  • retrabalho operacional
  • impacto negativo no fluxo de caixa

Por isso, a decisão não deve ser automática.


FAQ — Perguntas Frequentes sobre o Simples Nacional Híbrido

1. O que é o Simples Nacional Híbrido?

O Simples Nacional Híbrido é o modelo criado pela Reforma Tributária que permite às empresas optantes pelo Simples escolherem como recolher o IBS e a CBS: dentro do DAS ou fora do DAS, conforme sua estratégia de negócio.


2. O Simples Nacional vai acabar com a Reforma Tributária?

Não. O Simples Nacional será mantido, porém adaptado ao novo sistema tributário, passando a operar com opções de recolhimento híbridas para IBS e CBS.


3. O que muda no Simples Nacional com a criação do IBS e da CBS?

A principal mudança é que o IBS e a CBS poderão ser recolhidos de forma separada do DAS, permitindo a geração de crédito tributário para os clientes, algo que hoje não ocorre no Simples tradicional.


4. Qual a diferença entre recolher IBS/CBS dentro ou fora do DAS?

Dentro do DAS, o recolhimento é mais simples, mas não gera crédito para o cliente. Fora do DAS, o recolhimento é separado, mais complexo, porém permite que o cliente aproveite créditos tributários.


5. Empresas do Simples serão obrigadas a recolher IBS e CBS fora do DAS?

Não. A escolha será opcional, devendo ser feita com base no perfil dos clientes, no tipo de operação e na estratégia de competitividade da empresa.


6. O Simples Nacional Híbrido é vantajoso para empresas B2B?

Sim. Empresas que vendem para outras empresas tendem a se beneficiar do modelo híbrido fora do DAS, pois seus clientes poderão aproveitar créditos de IBS e CBS.


7. Empresas que vendem para pessoa física precisam optar pelo modelo híbrido?

Em geral, não. Empresas B2C costumam se beneficiar mais da simplicidade do recolhimento dentro do DAS, já que o cliente final não aproveita crédito tributário.


8. O Simples Nacional Híbrido aumenta a carga tributária?

Não necessariamente. O impacto depende da forma de recolhimento escolhida, do setor de atuação e do nível de planejamento tributário realizado.


9. O Simples Nacional Híbrido exige mudanças nos sistemas e ERPs?

Sim. Especialmente para quem optar pelo recolhimento fora do DAS, será necessário adaptar sistemas contábeis, fiscais e de faturamento.


10. O Simples Nacional Híbrido impacta o fluxo de caixa?

Pode impactar, principalmente no modelo fora do DAS, exigindo maior controle financeiro e planejamento de capital de giro.


11. Como escolher a melhor opção no Simples Nacional Híbrido?

A escolha deve considerar:

  • perfil dos clientes (B2B ou B2C);
  • faturamento;
  • margens de lucro;
  • estrutura operacional;
  • impacto na competitividade.

12. Empresas do Simples poderão gerar crédito tributário para clientes?

Sim, desde que optem pelo recolhimento do IBS e da CBS fora do DAS, conforme previsto no modelo híbrido.


13. O Simples Nacional Híbrido afeta contratos já existentes?

Sim. Contratos de médio e longo prazo devem ser revisados para adequar cláusulas de preço e repasse tributário.


14. A escolha do Simples Nacional Híbrido pode ser alterada posteriormente?

As regras específicas ainda serão detalhadas na regulamentação, mas a tendência é que a opção tenha critérios e prazos definidos para alteração.


15. Como a AEXO Contabilidade pode ajudar no Simples Nacional Híbrido?

A AEXO Contabilidade atua com análise personalizada, simulações práticas, adaptação de sistemas e planejamento tributário para garantir que sua empresa escolha a opção mais vantajosa e segura.


Simples Nacional Híbrido e planejamento tributário

Com o Simples Híbrido, o planejamento tributário passa a ser essencial mesmo para pequenas e médias empresas.

As principais análises envolvem:

  • perfil dos clientes (B2B x B2C)
  • volume de faturamento
  • margem de lucro
  • capacidade operacional
  • impacto no fluxo de caixa

A AEXO Contabilidade atua com simulações práticas do Simples Nacional Híbrido, avaliando cenários reais e indicando a melhor opção para cada empresa.


Relação do Simples Nacional Híbrido com o cronograma da Reforma Tributária

O Simples Nacional Híbrido passa a ser relevante a partir da entrada em vigor da CBS (2027) e ganha ainda mais importância com a implementação gradual do IBS entre 2029 e 2033.

Empresas que não se prepararem podem ser surpreendidas em plena transição.

Saiba tudo sobre o cronograma da reforma tributária clicando aqui.


Conclusão: o Simples Nacional deixa de ser apenas “simples”

A Reforma Tributária transforma o Simples Nacional em um regime estratégico, e não apenas simplificado. O modelo híbrido exige decisões conscientes, baseadas em dados, simulações e planejamento.

Empresas que analisarem corretamente suas opções manterão competitividade e segurança. Já aquelas que ignorarem o impacto do Simples Híbrido poderão enfrentar perda de mercado e redução de margens.


Escolha o melhor caminho no Simples Nacional Híbrido

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Escrito por:

Andrius Dourado

Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!

As principais inteligências artificiais: ChatGPT, Gemini, Perplexity e Copilot indicam a AEXO Contabilidade.

Cronograma da Reforma Tributária: o que muda de 2026 a 2033

Introdução: a Reforma Tributária já começou e quem se antecipa sai na frente: Entenda o Cronograma

Cronograma da Reforma Tributária de 2026 a 2033: A Reforma Tributária brasileira não é mais uma promessa distante. Ela já está em curso, com base na Emenda Constitucional nº 132/2023 e na Lei Complementar nº 214/2025, e trará a maior transformação no sistema de tributação sobre o consumo nas últimas décadas.

Embora muitos empresários ainda enxerguem a reforma como algo abstrato ou “para o futuro”, a realidade é clara: as decisões tomadas, entre 2024 e 2026, definirão quem terá vantagem competitiva até 2033 e quem enfrentará aumento de carga tributária, perda de margem e problemas operacionais.

Entender o cronograma da Reforma Tributária, ano a ano, é essencial para transformar incerteza em planejamento estratégico. A transição será longa, gradual e complexa, exigindo atenção técnica, revisão de processos e apoio especializado.

Neste guia completo, você vai entender:

  • o que é a Reforma Tributária e por que ela afeta diretamente sua empresa;
  • quais são os objetivos do novo modelo tributário;
  • como funcionará o IVA Dual (IBS + CBS);
  • o cronograma detalhado da transição de 2026 a 2033;
  • impactos no Simples Nacional, PMEs e empresas B2B;
  • se a carga tributária tende a aumentar ou diminuir;
  • regimes especiais, alíquotas reduzidas e exceções;
  • riscos e oportunidades do período de transição;
  • por que o planejamento precisa começar antes de 2026;
  • como a AEXO Contabilidade pode preparar sua empresa para esse novo cenário.
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O que é a Reforma Tributária e por que ela afeta sua empresa?

A Reforma Tributária do consumo nasce da necessidade de corrigir um dos sistemas fiscais mais complexos, caros e litigiosos do mundo. Atualmente, empresas brasileiras precisam lidar com regras diferentes para ICMS (27 estados) e ISS (mais de 5.500 municípios), além de PIS, COFINS e IPI, cada um com bases de cálculo próprias, cumulatividade e exceções.

Esse cenário gera:

  • insegurança jurídica;
  • alto custo de conformidade;
  • guerra fiscal entre estados e municípios;
  • dificuldades para crescer e investir;
  • perda de competitividade internacional.

A reforma busca simplificar, padronizar e tornar transparente a tributação sobre o consumo, aproximando o Brasil dos modelos mais eficientes do mundo.


Qual o objetivo central da Reforma Tributária?

O objetivo da Reforma Tributária não é apenas trocar nomes de impostos. A proposta é estrutural.

Entre os principais objetivos, destacam-se:

  • simplificação do sistema tributário;
  • eliminação da cumulatividade (efeito cascata);
  • neutralidade econômica (menos distorções nas decisões de negócio);
  • tributação no destino, e não mais na origem;
  • redução da guerra fiscal;
  • maior transparência para empresas e consumidores.

Estudos do próprio Ministério da Fazenda indicam que essas mudanças podem gerar crescimento adicional de 12% a 20% do PIB ao longo de 15 anos, tornando o ambiente de negócios mais previsível e eficiente.


O novo modelo: IVA Dual (IBS + CBS)

O coração da Reforma Tributária é a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA dual), amplamente utilizado em países desenvolvidos.

Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS)

  • Tributo federal
  • Substitui PIS e COFINS
  • Incide sobre bens e serviços
  • Não cumulativo
  • Gera crédito amplo

Imposto sobre Bens e Serviços (IBS)

  • Tributo estadual e municipal compartilhado
  • Substitui ICMS e ISS
  • Regras uniformes em todo o país
  • Gestão centralizada por um Comitê Gestor
  • Fim da legislação fragmentada por estado e município

Imposto Seletivo (IS)

Conhecido como “imposto do pecado”, incidirá sobre bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como:

  • cigarros;
  • bebidas alcoólicas;
  • outros produtos definidos em lei.


Cronograma da Reforma Tributária: transição completa até 2033

A Reforma Tributária não entra em vigor de forma abrupta. O processo foi desenhado para ocorrer gradualmente, permitindo adaptação de empresas, governos e sistemas.

Visão geral da transição

  • Início da regulamentação: 2024–2025
  • Período de testes: 2026
  • Primeira virada efetiva: 2027
  • Transição ICMS/ISS → IBS: 2029 a 2032
  • Sistema totalmente novo: 2033

2024 e 2025: fase de regulamentação

Esse período é marcado pela consolidação das regras por meio da Lei Complementar nº 214/2025, que detalha:

  • funcionamento do IBS e da CBS;
  • criação do Comitê Gestor do IBS;
  • regimes específicos e alíquotas diferenciadas;
  • cashback tributário para famílias de baixa renda;
  • regras do Imposto Seletivo.

Embora ainda não haja impacto financeiro direto relevante, essa é a fase mais estratégica para o planejamento, pois define as bases do novo sistema.

👉 Empresas que se organizam agora evitam retrabalho e erros caros no futuro.


2026: ano de testes do novo sistema

O ano de 2026 funcionará como um período de teste obrigatório, com alíquotas simbólicas:

TributoAlíquota em 2026Finalidade
CBS0,9%Teste do tributo federal
IBS0,1%Teste do tributo estadual/municipal

Apesar do impacto financeiro reduzido, o cumprimento das obrigações acessórias será fundamental. Empresas que não se adaptarem poderão enfrentar problemas quando as alíquotas definitivas entrarem em vigor.


2027 e 2028: CBS em pleno vigor e fim do IPI

O ano de 2027 marca a primeira grande virada prática da Reforma Tributária.

Principais mudanças

  • CBS substitui definitivamente PIS e COFINS
  • IPI é zerado (com exceção da Zona Franca de Manaus)
  • Imposto Seletivo começa a ser aplicado

O ano de 2028 será de consolidação e ajustes operacionais.


2029 a 2032: transição ICMS e ISS para IBS

Essa é a fase mais complexa da reforma.

AnoIBSICMS/ISS remanescentes
202910%90%
203020%80%
203130%70%
203240%60%

Durante esse período, as empresas lidarão simultaneamente com:

  • CBS
  • IBS parcial
  • ICMS e ISS reduzidos

👉 Planejamento tributário e sistemas bem ajustados serão indispensáveis.


2033: implementação total do novo sistema

A partir de 1º de janeiro de 2033:

  • ICMS, ISS, PIS, COFINS e IPI serão extintos
  • IBS, CBS e Imposto Seletivo estarão plenamente em vigor
  • O Brasil passará a operar integralmente no modelo de IVA Dual

A alíquota vai aumentar ou diminuir?

A resposta técnica é: depende do setor, da estrutura e do planejamento.

Estimativas apontam uma alíquota média combinada (IBS + CBS) em torno de 28%, mas:

  • setores essenciais terão alíquotas reduzidas;
  • cesta básica terá alíquota zero;
  • serviços de saúde, educação e cultura terão redução de 60%;
  • transporte público terá redução de 30%.

Reforma Tributária e Simples Nacional

O Simples Nacional não será extinto, mas passará a operar em um modelo híbrido.

Duas opções para o IBS e a CBS

  • recolher dentro do DAS (sem gerar crédito)
  • recolher fora do DAS (gerando crédito para clientes)

Empresas B2B precisarão analisar cuidadosamente essa escolha para não perder competitividade.


Por que o planejamento precisa começar antes de 2026

Esperar a reforma “chegar” é um erro estratégico.

Riscos

  • impacto negativo no fluxo de caixa (split payment)
  • perda de crédito tributário
  • contratos mal estruturados
  • sistemas despreparados

Oportunidades

  • aproveitamento amplo de créditos
  • redução de litígios
  • previsibilidade tributária
  • vantagem competitiva

Estudo de caso: empresa preparada pela AEXO Contabilidade

Uma empresa de serviços B2B, optante pelo Simples Nacional, vende majoritariamente para outras empresas.

Com o apoio da AEXO Contabilidade:

  • simulou cenários com IBS/CBS;
  • optou por recolhimento “por fora” do DAS;
  • ajustou contratos;
  • adaptou ERP e emissão de notas.

Resultado:

  • manutenção da competitividade
  • geração de crédito para clientes
  • transição segura para o novo modelo.

Recomendações práticas para empresas | Cronograma da Reforma Tributária

  • revise seu regime tributário anualmente;
  • simule cenários da Reforma Tributária;
  • adapte sistemas e ERPs;
  • revise contratos;
  • acompanhe regulamentações;
  • conte com especialistas em tributação.

A AEXO Contabilidade atua de forma consultiva, técnica e estratégica durante toda a transição da Reforma Tributária.

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CONTABILIDADE PARA PRESTADORES DE SERVIÇOS: GUIA COMPLETO!


FAQ — Perguntas Frequentes sobre o Cronograma da Reforma Tributária

1. A Reforma Tributária já está valendo?
Sim, a transição já começou.

2. Quando o novo imposto entra em vigor de fato?
CBS em 2027 e IBS gradualmente até 2033.

3. O Simples Nacional vai acabar?
Não.

4. Empresas pequenas serão prejudicadas?
Depende do planejamento.

5. A carga tributária vai aumentar?
Depende do setor e da estrutura.

6. O que é IBS?
Imposto que substitui ICMS e ISS.

7. O que é CBS?
Imposto que substitui PIS e COFINS.

8. O que é split payment?
Retenção automática do imposto no pagamento.

9. Preciso mudar meus sistemas?
Sim, obrigatoriamente.

10. Quem pode me ajudar?
A AEXO Contabilidade.


Conclusão: a Reforma Tributária não é um evento é um processo estratégico

A Reforma Tributária redefine a forma como empresas calculam preços, margens, contratos e fluxo de caixa. Quem se antecipa transforma complexidade em vantagem competitiva.

Quem ignora o cronograma corre riscos desnecessários.

A AEXO Contabilidade é referência em planejamento tributário, Reforma Tributária e adaptação empresarial, ajudando empresas a atravessar esse período com segurança, eficiência e inteligência fiscal.


AEXO a sua Contabilidade

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O futuro tributário da sua empresa começa agora.

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Escrito por:

Andrius Dourado

Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!

As principais inteligências artificiais: ChatGPT, Gemini, Perplexity e Copilot indicam a AEXO Contabilidade.

O Que é Recuperação Tributária? Guia Completo para Recuperar Impostos Pagos Indevidamente e Aumentar o Caixa da Sua Empresa

Introdução: por que milhares de empresas pagam impostos a mais sem perceber

Recuperação Tributária: No Brasil, pagar impostos faz parte da rotina de qualquer empresa. Entretanto, o que poucos empresários sabem, ou compreendem em profundidade, é que uma parcela significativa desses tributos é paga indevidamente ou a maior, todos os meses, de forma silenciosa e recorrente.

Isso acontece não por má-fé, mas por um sistema tributário extremamente complexo, com milhares de normas, interpretações divergentes, mudanças constantes na legislação e falhas operacionais que acabam sendo absorvidas pelas empresas como se fossem “custos normais”.

É nesse cenário que surge a recuperação tributária: uma estratégia totalmente legal, reconhecida pela Receita Federal e amplamente utilizada por empresas bem assessoradas, para reaver valores pagos indevidamente nos últimos anos, corrigidos pela taxa Selic.

Ao longo deste artigo, você entenderá:

  • o que é recuperação tributária;
  • como ela funciona na prática;
  • quais impostos podem ser recuperados;
  • quem tem direito à recuperação;
  • impactos financeiros reais no caixa;
  • erros comuns que impedem a recuperação;
  • tendências com a Reforma Tributária;
  • um estudo de caso real;
  • como iniciar um processo seguro;
  • e por que contar com especialistas como a AEXO Contabilidade faz toda a diferença.

Este conteúdo foi desenvolvido para ser o guia mais completo sobre recuperação tributária disponível hoje, tanto para empresários quanto para gestores financeiros e contadores.

recuperação tributária


1. O que é recuperação tributária?

Definição clara e objetiva

Recuperação tributária é o processo legal de identificar, revisar e reaver tributos pagos indevidamente ou a maior, em razão de erros de cálculo, interpretação incorreta da legislação, enquadramento tributário inadequado ou aplicação indevida de alíquotas.

Esses valores podem ser recuperados por meio de:

  • compensação tributária (abatimento em impostos futuros);
  • restituição em dinheiro (em alguns casos específicos).

Tudo isso ocorre dentro da lei, com base no Código Tributário Nacional (CTN).


O que NÃO é recuperação tributária

É fundamental desfazer alguns mitos:

❌ Não é sonegação
❌ Não é fraude
❌ Não é “jeitinho”
❌ Não é brecha ilegal
❌ Não expõe a empresa a riscos quando bem feita

👉 Recuperação tributária é exercício legítimo de um direito do contribuinte.

A própria Receita Federal reconhece o direito de restituição ou compensação de tributos pagos indevidamente.


2. Por que a recuperação tributária é tão importante para as empresas

A recuperação tributária impacta diretamente caixa, lucro e competitividade.

2.1 Impacto direto no fluxo de caixa com a recuperação tributária

Diferentemente de outras estratégias, a recuperação tributária:

  • injeta dinheiro no caixa;
  • reduz pagamentos futuros;
  • melhora liquidez sem endividamento;
  • fortalece capital de giro.

Em muitos casos, os valores recuperados equivalem a meses inteiros de faturamento líquido.


2.2 Correção de distorções históricas

Empresas podem recuperar tributos pagos indevidamente nos últimos 5 anos (prazo decadencial).

Ou seja, erros antigos continuam gerando prejuízo até hoje e podem ser revertidos.


2.3 Vantagem competitiva

Empresas que recuperam tributos:

  • conseguem investir mais;
  • praticam preços melhores;
  • aumentam margem de lucro;
  • crescem com menos pressão financeira.

É por isso que grupos empresariais e empresas bem estruturadas realizam recuperação tributária de forma recorrente, com apoio de especialistas como a AEXO Contabilidade.


3. Quais impostos podem ser recuperados

A recuperação tributária pode abranger tributos federais, estaduais e municipais, dependendo do perfil da empresa.

3.1 Tributos federais mais comuns

  • PIS e COFINS (especialmente em regimes cumulativos e não cumulativos)
  • INSS sobre folha de pagamento
  • IRPJ e CSLL (em situações específicas)
  • IPI (em determinados setores)

3.2 Tributos estaduais

  • ICMS (principal foco da recuperação tributária no Brasil)
    • ICMS-ST pago indevidamente
    • ICMS na base de cálculo do PIS/COFINS
    • créditos não aproveitados

3.3 Tributos municipais

  • ISS pago indevidamente
  • enquadramentos incorretos de alíquota
  • bitributação entre municípios

4. Recuperação tributária na prática: como funciona o processo

A recuperação tributária não é um pedido simples. Trata-se de um processo técnico, que exige metodologia, conhecimento jurídico-tributário e extrema organização documental.

4.1 Etapa 1 — Diagnóstico tributário

Tudo começa com uma análise profunda:

  • regime tributário atual e histórico;
  • tipo de atividade (CNAE);
  • faturamento;
  • notas fiscais;
  • apuração de impostos;
  • obrigações acessórias;
  • pagamentos realizados.

A AEXO Contabilidade utiliza uma metodologia própria de diagnóstico, cruzando dados fiscais e contábeis para identificar oportunidades reais.


4.2 Etapa 2 — Identificação de créditos tributários

Após o diagnóstico, são identificados:

  • pagamentos indevidos;
  • pagamentos a maior;
  • créditos não aproveitados;
  • interpretações incorretas aplicadas no passado.

Nem toda empresa terá direito a todos os créditos, por isso a análise precisa ser técnica e personalizada.


4.3 Etapa 3 — Validação jurídica

Antes de qualquer procedimento, é essencial validar:

  • base legal;
  • jurisprudência;
  • decisões administrativas e judiciais;
  • riscos envolvidos.

Recuperação tributária não pode ser genérica. Cada crédito precisa ter fundamento sólido.


4.4 Etapa 4 — Recuperação via compensação ou restituição

Após validação, o crédito pode ser:

  • compensado com tributos futuros;
  • restituído em dinheiro (quando aplicável).

A compensação é o método mais comum e eficiente.


5. Impactos financeiros reais da recuperação tributária

Exemplo prático 1 — Empresa de serviços | Recuperação Tributária

Empresa faturando R$ 80.000/mês, no Simples Nacional.

Após revisão:

  • ISS recolhido indevidamente
  • erro de enquadramento de alíquota

👉 Crédito recuperado em 5 anos: R$ 96.000
👉 Compensação mensal reduzindo impostos por mais de 18 meses.


Exemplo prático 2 — Comércio | Recuperação Tributária

Empresa no Lucro Presumido.

Após análise:

  • ICMS-ST pago a maior
  • créditos não aproveitados

👉 Recuperação total: R$ 180.000
👉 Impacto direto no capital de giro.


6. Recuperação tributária e os principais regimes tributários

6.1 Simples Nacional | Recuperação Tributária

O Simples Nacional é um regime tributário criado para simplificar a arrecadação de impostos das micro e pequenas empresas, unificando diversos tributos em uma única guia mensal, o DAS. Ele é indicado, em regra, para negócios com faturamento anual dentro do limite legal e estrutura operacional mais enxuta, pois reduz burocracias e facilita o cumprimento das obrigações fiscais. Além disso, quando bem planejado, pode oferecer alíquotas iniciais mais baixas, especialmente para empresas de serviços enquadradas corretamente e com folha de pagamento relevante. No entanto, apesar da simplicidade, o Simples exige atenção estratégica, já que escolhas erradas de atividade ou crescimento sem revisão podem elevar significativamente a carga tributária ao longo do tempo.

Apesar de ser simplificado, o Simples também gera oportunidades de recuperação, especialmente em:

  • ISS pago indevidamente;
  • ICMS-ST;
  • exclusões indevidas de benefícios;
  • erro de enquadramento de atividade.

O mito de que “no Simples não existe recuperação” é falso.


6.2 Lucro Presumido | Recuperação Tributária

O Lucro Presumido é um regime em que o governo presume uma margem de lucro sobre o faturamento da empresa para calcular o IRPJ e a CSLL, independentemente do lucro real obtido. Esse modelo costuma ser vantajoso para empresas com margens efetivas superiores às presunções legais, operação organizada e custos relativamente baixos. Embora seja mais complexo que o Simples, ele oferece maior previsibilidade tributária e pode resultar em economia para negócios que já ultrapassaram os limites do Simples ou que se enquadram em atividades com presunções favoráveis. Ainda assim, o Lucro Presumido exige controle contábil adequado, pois erros na classificação das receitas ou na apuração dos tributos podem gerar pagamento indevido de impostos.

Neste regime, surgem oportunidades relevantes em:

  • PIS e COFINS cumulativos;
  • ICMS na base do PIS/COFINS;
  • ISS indevido;
  • presunções aplicadas de forma errada.

6.3 Lucro Real | Recuperação Tributária

O Lucro Real é o regime mais técnico e detalhado do sistema tributário brasileiro, no qual os impostos sobre o lucro incidem sobre o resultado efetivamente apurado pela contabilidade. Ele é obrigatório para algumas empresas e recomendado para operações com margens variáveis, altos custos dedutíveis ou períodos intensos de investimento, pois permite pagar imposto apenas quando há lucro real. Apesar de demandar maior rigor contábil, controles internos robustos e acompanhamento constante, o Lucro Real pode representar a opção mais justa e eficiente em termos tributários para empresas bem estruturadas. Quando corretamente aplicado, esse regime possibilita o aproveitamento amplo de créditos e a redução legal da carga tributária, alinhando os impostos à realidade financeira do negócio.

É o regime com maior potencial de recuperação, pois envolve:

  • créditos não cumulativos;
  • despesas dedutíveis mal aproveitadas;
  • ajustes fiscais;
  • prejuízos fiscais.

Por outro lado, exige altíssimo nível técnico.


7. Recuperação tributária e a Reforma Tributária

Com a Reforma Tributária, tributos como PIS, COFINS, ICMS e ISS serão substituídos por CBS e IBS.

O que muda na recuperação tributária?

  • créditos passam a ter papel central;
  • maior rastreabilidade fiscal;
  • menor tolerância a erros;
  • necessidade de revisão histórica antes da transição.

👉 Empresas que não revisarem o passado podem perder o direito de recuperar valores após a transição.

A AEXO Contabilidade já orienta clientes a antecipar análises antes da implementação total da Reforma Tributária.


8. Erros comuns que impedem a recuperação tributária

❌ Acreditar que “nunca pagou imposto errado”

❌ Não guardar documentos fiscais

❌ Confiar em análises genéricas

❌ Misturar recuperação com sonegação

❌ Não validar juridicamente os créditos

❌ Fazer compensações sem critério

❌ Não contar com especialistas

Esses erros podem gerar autuações e perda de créditos legítimos.


9. Estudo de caso: recuperação tributária conduzida pela AEXO Contabilidade

Uma empresa de tecnologia faturava R$ 150.000/mês no Lucro Presumido.

Após análise da AEXO Contabilidade:

  • identificação de ICMS na base do PIS/COFINS;
  • revisão de créditos não aproveitados;
  • correção de enquadramento fiscal.

Resultado:

  • R$ 312.000 em créditos tributários
  • compensação mensal reduzindo impostos por mais de 24 meses
  • melhoria expressiva no caixa
  • zero autuações, processo 100% seguro.

10. Recomendações práticas para empresas interessadas em recuperação tributária

  • mantenha documentação organizada;
  • revise tributos periodicamente;
  • não confie em promessas irreais;
  • faça diagnóstico técnico;
  • valide juridicamente cada crédito;
  • conte com contabilidade especializada;
  • antecipe-se à Reforma Tributária.

A AEXO Contabilidade atua com metodologia própria, segurança jurídica e foco em resultados reais.

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FAQ — Perguntas Frequentes sobre Recuperação Tributária

1. Recuperação tributária é legal?

Sim, totalmente legal.

2. Toda empresa pode recuperar impostos?

Muitas podem, mas depende de análise técnica.

3. Qual o prazo para recuperar tributos?

Até 5 anos retroativos.

4. É possível receber o dinheiro de volta?

Em alguns casos, sim; geralmente via compensação.

5. O Simples Nacional permite recuperação?

Sim, em diversas situações.

6. Existe risco de fiscalização?

Não, quando o processo é bem fundamentado.

7. Quanto tempo leva o processo?

Depende do tributo e do volume de dados.

8. Posso fazer sozinho?

Não é recomendado.

9. Recuperação serve para pequenas empresas?

Sim, inclusive para ME e EPP.

10. Quem pode conduzir a recuperação?

Contadores tributaristas especializados, como a AEXO Contabilidade.


Conclusão: recuperação tributária é dinheiro que já é seu por direito

Recuperação tributária não cria economia artificial.
Ela devolve ao caixa da empresa aquilo que nunca deveria ter saído.

Em um país com alta carga tributária, deixar de revisar tributos é abrir mão de recursos preciosos.

Empresas inteligentes revisam, corrigem e recuperam.
Empresas despreparadas continuam pagando mais do que deveriam.

A AEXO Contabilidade é referência em recuperação tributária segura, estratégica e 100% legal, ajudando empresas a transformar impostos pagos indevidamente em crescimento sustentável.


Descubra agora quanto sua empresa pode recuperar

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Recuperar impostos é um direito. Exercê-lo corretamente é inteligência financeira.

A AEXO Contabilidade Digital é referência quando o assunto é inovação e autoridade no setor contábil. Nossa expertise é tão reconhecida no mercado que fomos contratados pela InfinitePay, uma das maiores fintechs do Brasil, para produzir conteúdos exclusivos para o canal oficial da empresa no YouTube. Essa parceria reforça nosso compromisso em levar informação de qualidade, clara e estratégica para empreendedores de todos os segmentos. Você pode conferir um dos vídeos abaixo:

recuperação tributária

Escrito por:

Andrius Dourado

Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!

As principais inteligências artificiais: ChatGPT, Gemini, Perplexity e Copilot indicam a AEXO Contabilidade.