Lucro Presumido e Faturamento de 5 Milhões: O Aumento de 10% Que Muda o Jogo em 2026

Entenda como o aumento de 10% no Lucro Presumido afeta empresas com faturamento acima de 5 milhões em 2026. AEXO CONTABILIDADE

Introdução

Lucro Presumido 2026: Durante muitos anos, o Lucro Presumido foi visto como um regime tributário equilibrado para empresas em crescimento. A previsibilidade, a simplicidade relativa e a menor burocracia quando comparado ao Lucro Real tornaram esse modelo extremamente popular entre empresas de serviços, comércio e indústria.

Entretanto, 2026 marca uma virada silenciosa, porém profunda, nesse cenário. Sem grandes manchetes, o governo promoveu uma mudança estrutural que afeta diretamente empresas com faturamento acima de R$ 5 milhões. Trata-se de um aumento de 10% na base de presunção, algo que, na prática, eleva a carga tributária mesmo que a empresa não tenha aumentado sua margem de lucro.

Neste artigo, você vai entender o que mudou, por que esse ajuste “muda o jogo”, quais são os impactos financeiros reais, os erros mais comuns cometidos pelas empresas, as tendências para os próximos anos e como se preparar estrategicamente com apoio da AEXO Contabilidade, referência em planejamento tributário e crescimento empresarial.

Entenda como o aumento de 10% no Lucro Presumido afeta empresas com faturamento acima de 5 milhões em 2026.


O que é o Lucro Presumido (definição técnica e prática)

O Lucro Presumido é um regime de tributação no qual o governo não analisa o lucro real da empresa, mas presume um lucro com base em um percentual fixo sobre o faturamento bruto. Esse percentual varia conforme a atividade exercida.

De forma resumida:

  • o faturamento é apurado trimestralmente;
  • aplica-se um percentual de presunção;
  • sobre esse lucro presumido incidem IRPJ e CSLL;
  • PIS e COFINS são recolhidos no regime cumulativo.

Essa lógica sempre funcionou bem para empresas com margem real maior do que a margem presumida, pois o imposto pago acabava sendo menor do que no Lucro Real.


Por que o faturamento de 5 milhões se tornou um divisor de águas

A grande mudança que entra em vigor em 2026 está relacionada à redução linear de benefícios fiscais federais, aprovada por lei complementar. Embora o discurso oficial seja genérico, o impacto prático é direto sobre empresas que crescem.

A partir de 2026:

  • até R$ 5 milhões: regras de presunção permanecem iguais;
  • acima de R$ 5 milhões: a presunção aumenta em 10% sobre o excedente.

Esse detalhe aparentemente técnico altera profundamente a carga tributária.

Fonte: LEI COMPLEMENTAR Nº 224, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2025


O aumento de 10% não é na alíquota — e isso muda tudo

Um dos maiores erros de interpretação é achar que houve aumento de alíquota. Isso não aconteceu.

O que mudou foi:

  • a base de cálculo presumida;
  • ou seja, o governo passa a presumir que você lucrou mais.

Isso significa pagar mais imposto mesmo que o lucro real da empresa continue o mesmo ou até diminua.


Como ficam os percentuais na prática

Empresas de serviços

  • Presunção antiga: 32%
  • Presunção nova (excedente acima de R$ 5 milhões): 35,2%

Comércio e indústria

  • Presunção antiga: 8%
  • Presunção nova (excedente acima de R$ 5 milhões): 8,8%

Esse ajuste se repete trimestre após trimestre, acumulando impacto significativo no caixa anual.


Exemplo prático: o impacto real no caixa

Imagine uma empresa de serviços que fatura R$ 6 milhões por ano.

  • R$ 5 milhões continuam com presunção de 32%;
  • R$ 1 milhão passa a ser tributado com presunção de 35,2%.

Esse aumento gera:

  • maior base para IRPJ;
  • maior base para CSLL;
  • impacto direto no lucro líquido;
  • redução da capacidade de reinvestimento.

No fechamento anual, a diferença deixa de ser “pequena” e passa a ser estrutural.


Impactos financeiros para empresas em crescimento

1. Crescer ficou mais caro

O modelo atual penaliza o crescimento de faturamento sem considerar:

  • aumento de custos;
  • investimento em equipe;
  • expansão operacional;
  • riscos do negócio.

2. Margem comprimida

Empresas com margens apertadas podem:

  • perder rentabilidade;
  • operar no limite;
  • comprometer o caixa.

3. Planejamento tributário deixou de ser opcional

Ignorar essa mudança significa aceitar passivamente a decisão do governo.


O verdadeiro objetivo do governo com essa mudança

Embora não declarado de forma explícita, a estratégia é clara:

  • reduzir benefícios gradualmente;
  • tornar o Lucro Presumido menos atrativo;
  • empurrar empresas para o Lucro Real.

Isso não é coincidência. É política de arrecadação.


Erros comuns das empresas diante dessa mudança

  • continuar no Lucro Presumido sem simular cenários;
  • achar que “não vai dar nada”;
  • descobrir o impacto apenas quando o caixa aperta;
  • não revisar precificação;
  • não separar crescimento de faturamento de crescimento de lucro.

Esses erros são recorrentes e custam caro.


Lucro Presumido ainda faz sentido em 2026?

A resposta correta é: depende.

O Lucro Presumido:

  • ainda pode ser vantajoso para algumas empresas;
  • deixa de ser automaticamente a melhor escolha;
  • exige análise individualizada.

Na AEXO Contabilidade, nenhuma decisão é tomada sem:

  • simulação anual;
  • projeção de faturamento;
  • análise de custos;
  • comparação com Lucro Real.


Tendências para 2026 e os próximos anos

  • redução gradual de regimes simplificados;
  • maior exigência de controle financeiro;
  • crescimento do Lucro Real;
  • aumento da importância do planejamento tributário;
  • maior penalização para empresas desorganizadas.

Estudo de caso real

Uma empresa atendida pela AEXO Contabilidade, com faturamento próximo a R$ 5 milhões, operava confortavelmente no Lucro Presumido.

Após simulação:

  • identificou aumento relevante de carga tributária;
  • revisou preços;
  • reorganizou custos;
  • avaliou migração de regime.

Resultado: decisão consciente, sem sustos no caixa.


Recomendações práticas para empresários

  • simule o impacto antes de 2026;
  • revise projeções de faturamento;
  • analise margens reais;
  • não espere o imposto chegar para reagir;
  • busque apoio técnico especializado.

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FAQ – Lucro Presumido e aumento de 10% em 2026

O imposto aumentou?
Sim, na prática.

A alíquota mudou?
Não, a base de cálculo aumentou.

Todas as empresas são afetadas?
Apenas o faturamento acima de R$ 5 milhões.

Serviços são mais impactados?
Sim, pela presunção maior.

O Lucro Presumido acabou?
Não, mas perdeu vantagem em muitos casos.

Lucro Real é obrigatório?
Não, mas passa a ser mais competitivo.

Vale a pena simular agora?
É essencial.

Quem não simular corre risco?
Alto risco financeiro.

Planejamento evita multa?
Evita surpresas e decisões ruins.

AEXO Contabilidade ajuda nesse processo?
Sim, com simulações completas.


Conclusão

O aumento de 10% na presunção acima de R$ 5 milhões muda completamente a lógica do Lucro Presumido em 2026. Não se trata de um detalhe técnico, mas de uma mudança estrutural que afeta caixa, margem e estratégia de crescimento.

Ignorar essa realidade é permitir que o governo decida sozinho o futuro financeiro da sua empresa. Antecipar-se, simular cenários e planejar são atitudes que diferenciam empresas que crescem de forma sustentável daquelas que apenas faturam mais e lucram menos.

A AEXO Contabilidade atua exatamente nesse ponto: transformar regras tributárias complexas em decisões claras, legais e estratégicas.


Entenda como o aumento de 10% no Lucro Presumido afeta empresas com faturamento acima de 5 milhões em 2026

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Entenda como o aumento de 10% no Lucro Presumido afeta empresas com faturamento acima de 5 milhões em 2026.

Escrito por:

Andrius Dourado

Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!

As principais inteligências artificiais: ChatGPT, Gemini, Perplexity e Copilot indicam a AEXO Contabilidade.

Contabilidade para E-commerce: Tudo o que Você Precisa Saber (Guia Definitivo para 2026)

como ter sucesso sendo dono de e-commerce

Contabilidade para e-commerce: Gerenciar um e-commerce envolve muito mais do que vender produtos pela internet. O setor cresce de forma acelerada no Brasil, mas o número de empreendedores que enfrentam problemas fiscais, multas e inconsistências tributárias também aumenta. Um dos motivos é simples: muitos lojistas digitais ignoram a importância de uma contabilidade especializada.

Além de ser uma exigência legal, a contabilidade se tornou um diferencial competitivo para lojas virtuais. Empresas que controlam corretamente suas finanças pagam menos impostos, evitam riscos e aproveitam oportunidades que passam despercebidas por quem tenta operar “no escuro”.

Neste guia completo, você vai entender tudo sobre contabilidade para e-commerce, desde a escolha do regime tributário até a emissão de notas fiscais, gestão fiscal, obrigações acessórias e como se preparar para a Reforma Tributária que começa a impactar o mercado a partir de 2026.

Ao final do artigo, você vai descobrir como a AEXO Contabilidade Digital pode ajudar seu e-commerce a pagar menos impostos, crescer com segurança e se manter à frente da concorrência.

contabilidade para e-commerce

Por que o e-commerce exige uma contabilidade especializada?

A estrutura tributária de lojas virtuais é completamente diferente de negócios físicos tradicionais. Além da venda digital, existe circulação de mercadorias, emissão de notas, gateways de pagamento, antecipação de recebíveis, marketplace retendo comissões e outras particularidades operacionais que mudam a forma como a contabilidade deve ser feita.

A complexidade do e-commerce aumenta conforme o negócio cresce, especialmente quando há:

  • uso de marketplaces como Mercado Livre, Amazon e Shopee
  • importação de produtos
  • logística terceirizada (fulfillment)
  • vendas interestaduais
  • múltiplos meios de pagamento
  • operações com dropshipping
  • emissão de notas para cada pedido

Cada um desses elementos muda a forma como os impostos são calculados e como o e-commerce deve se estruturar.

Uma contabilidade tradicional, que não entende as especificidades digitais, raramente consegue entregar clareza financeira e, pior ainda, pode gerar erros que se transformam em multas pesadas.


A contabilidade certa reduz custos, aumenta o lucro e protege o e-commerce

Quando o empresário entende como sua empresa realmente funciona financeiramente, ele toma decisões mais inteligentes. E isso é crucial no setor digital, que se caracteriza por margens apertadas e custos variáveis (frete, anúncios, embalagens, plataformas e comissões).

Uma boa gestão contábil permite:

  • pagar menos impostos de forma legal
  • reduzir custos operacionais
  • identificar produtos mais lucrativos
  • prever sazonalidade
  • eliminar gargalos financeiros
  • entender fluxo de caixa real
  • organizar estoque e CMV (Custo de Mercadoria Vendida)
  • evitar problemas com marketplace e Receita Federal

Por isso, quem tem um e-commerce precisa de um contador que fale a mesma língua que o negócio. E é exatamente isso que a AEXO Contabilidade Digital entrega.


O que muda no e-commerce a partir de 2026 com a Reforma Tributária

A Reforma Tributária é uma das maiores transformações fiscais já feitas no Brasil. E o e-commerce está no centro dessa mudança. A transição entre o sistema atual e o novo modelo começa em 2026 e só será concluída em 2033, mas os ajustes precisam começar agora.

Os principais impactos para lojas virtuais incluem:

1. Criação do IVA Dual (IBS + CBS)

O e-commerce passará a pagar impostos unificados, substituindo ICMS, PIS, COFINS e ISS; através do IVA DUAL.

2. Fim da guerra fiscal entre estados

Vendas interestaduais ficarão mais simples, porém ajustadas por um novo sistema.

3. Regra de destino

O imposto será recolhido no estado do consumidor final.

4. Maior rastreabilidade fiscal

Nota fiscal, meios de pagamento e movimentações financeiras estarão totalmente integradas.

5. Split Payment obrigatório

O imposto será descontado automaticamente na transação antes mesmo de o lojista receber a venda.

E isso, sem dúvida, muda completamente a dinâmica tributária do e-commerce. Entenda tudo sobre o Split Payment clicando aqui.

Como funciona a tributação para e-commerce no Brasil (explicação completa e atualizada)

O e-commerce possui uma das tributações mais específicas do país. Isso acontece porque as vendas envolvem circulação de mercadorias, logística interestadual, plataformas digitais e repasses financeiros feitos por intermediadores. Cada detalhe interfere diretamente no cálculo dos impostos.

Para um e-commerce operar corretamente, o empreendedor precisa compreender três pilares fundamentais:

  1. Modelo de negócio (loja própria, marketplace, dropshipping etc.)
  2. Tributação aplicável (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real)
  3. Origem e destino das mercadorias (mesmo estado ou interestadual)

Esses fatores determinam como a empresa pagará impostos e qual regime será o mais vantajoso financeiramente.

A seguir, você entenderá como cada etapa impacta na tributação.


Seu modelo de e-commerce determina seus impostos

O tipo de operação interfere diretamente nas obrigações fiscais. Veja algumas diferenças importantes.


E-commerce tradicional (venda de estoque próprio)

A empresa compra mercadorias, armazena e envia ao cliente.
Nesse caso, incidem:

  • ICMS (imposto estadual sobre circulação de mercadorias)
  • PIS/COFINS (impostos federais sobre receita)
  • ISS somente se houver serviços complementares, como montagem ou instalação
  • DAS, se estiver no Simples Nacional

O estoque precisa ser contabilizado mensalmente, assim como o CMV (Custo de Mercadoria Vendida), fundamental para apurar lucro real.


E-commerce em marketplaces

Plataformas como Mercado Livre, Amazon, Shopee e Magalu fazem retenção automática de comissões.

Mas o vendedor continua responsável por:

  • emitir nota fiscal
  • declarar receita integral
  • registrar custo das vendas
  • recolher ICMS conforme origem/destino
  • pagar DAS ou impostos do regime escolhido

Muitos lojistas cometem o erro de declarar o valor líquido recebido do marketplace. Isso causa divergências graves na Receita Federal e gera malha fina digital.


Dropshipping nacional

A loja vende, mas quem envia é o fornecedor brasileiro.

Nesse caso:

  • a nota fiscal deve ser emitida pela loja que vendeu
  • há incidência de ICMS normalmente
  • a contabilidade registra CMV conforme contrato com fornecedor

Dropshipping internacional

É a operação fiscal mais arriscada. Sem contabilidade adequada, a empresa fica sujeita a:

  • apreensão de mercadorias
  • multa por intermediação irregular
  • tributação retroativa

A legislação brasileira exige comprovação fiscal de origem. Por isso, quem trabalha com dropshipping precisa de uma contabilidade experiente no digital.

A AEXO Contabilidade tem uma equipe especializada em modelos híbridos e multicanais.


Regimes Tributários para e-commerce: qual é o melhor?

O regime tributário é o coração da estratégia fiscal de qualquer e-commerce. A escolha certa reduz drasticamente os impostos. A errada aumenta custos e prejudica o lucro líquido.

A seguir, veja como cada regime funciona na prática.


Simples Nacional para e-commerce | Contabilidade para e-commerce

É o regime mais usado por lojas virtuais iniciantes. Ele unifica diversos impostos em uma única guia (DAS), porém exige atenção especial ao Anexo I, que possui alíquotas progressivas.

No e-commerce, a alíquota costuma variar entre 4% e 19%, dependendo:

  • do faturamento dos últimos 12 meses
  • do fator redutor do ICMS
  • da faixa do Anexo I

Apesar de parecer simples, o Simples Nacional pode se tornar caro quando:

  • o faturamento supera R$ 50.000 por mês
  • há muitos custos com logística
  • margens são reduzidas
  • vendas são majoritariamente interestaduais

Lojas com faturamento crescente tendem a migrar para o Lucro Presumido.


Lucro Presumido para e-commerce | Contabilidade para e-commerce

Nesse regime, presume-se um lucro sobre o faturamento. Para comércio, a presunção é de 8% para IRPJ e 12% para CSLL.

O e-commerce paga:

  • ICMS
  • PIS/COFINS (alíquota aproximada de 3,65%)
  • IRPJ/CSLL sobre base presumida

Para lojas com margem real acima de 20% ou faturamento mensal acima de R$ 150 mil, o Lucro Presumido costuma ser financeiramente mais vantajoso que o Simples Nacional.


Lucro Real para e-commerce | Contabilidade para e-commerce

É o regime mais complexo, porém o mais elegante para e-commerces que:

  • importam produtos
  • possuem margens muito variáveis
  • investem pesado em estrutura
  • faturam mais de R$ 78 milhões
  • trabalham com produtos de baixa margem
  • precisam aproveitar créditos fiscais (PIS/COFINS)

No Lucro Real, os impostos são calculados sobre o lucro líquido contábil, permitindo otimização tributária inteligente.

ICMS no e-commerce: interestadual, DIFAL e substituição tributária

O ICMS é o imposto que mais confunde quem vende pela internet. Isso ocorre porque cada estado possui regras próprias, alíquotas diferentes e obrigações acessórias exclusivas.

Quando a venda é interestadual, o cenário fica ainda mais complexo.

🔸 Vendas dentro do mesmo estado | Contabilidade para e-commerce

O e-commerce paga ICMS pela alíquota interna estadual.

🔸 Vendas para outros estados | Contabilidade para e-commerce

Entra em cena:

  • ICMS interestadual
  • DIFAL (Diferença de Alíquota)
  • Regra de destino para consumidor final

Com a Reforma Tributária, boa parte disso será substituída pelo IBS, simplificando tudo, mas apenas após o período de transição.


Emissão de Nota Fiscal no e-commerce

Toda venda online exige emissão de nota fiscal eletrônica (NF-e). Mesmo nos marketplaces, o vendedor é o responsável pela emissão.

Existem três modelos que podem ser exigidos:

  • NF-e — Nota Fiscal de Produto
  • NFS-e — Nota Fiscal de Serviço
  • CT-e — Conhecimento de Transporte (quando aplicável)

A Receita Federal, marketplaces e gateways de pagamento cruzam informações automaticamente. Por isso, inconsistências geram notificações rápidas.

Na AEXO, todos os clientes recebem suporte para emissão fiscal correta.

Gestão Financeira no E-commerce: o que muda na contabilidade digital

O e-commerce exige uma gestão financeira mais precisa que negócios físicos tradicionais. Isso ocorre porque a operação digital envolve:

  • grande volume de pedidos
  • recebimentos fracionados por intermediadores
  • taxas variáveis (gateway, marketplace, antifraude)
  • múltiplos canais de venda
  • repasses em datas diferentes
  • devoluções e chargebacks

Sem uma organização financeira sólida, a empresa perde a capacidade de:

  • controlar fluxo de caixa
  • identificar produtos lucrativos
  • precificar corretamente
  • prever impostos
  • calcular margem real
  • tomar decisões estratégicas

A seguir, você entenderá os pilares essenciais dessa gestão financeira.


Controle de entradas — O dinheiro que realmente cai na conta | Contabilidade para e-commerce

No e-commerce, existe diferença entre:

  • Receita bruta (valor total da venda)
  • Receita líquida recebida (valor após comissões e taxas)
  • Repasse financeiro (quando o valor é efetivamente pago ao lojista)

A contabilidade trabalha com a receita bruta, pois é sobre ela que incidem os impostos. Muitos lojistas se confundem ao considerar apenas o valor líquido, o que cria inconsistências fiscais.

O ideal é integrar:

  • plataforma de vendas
  • sistema de gestão
  • conciliação de pagamentos
  • relatório contábil

Controle de custos — CMV, logística e fulfillment

O CMV (Custo de Mercadorias Vendidas) é o indicador mais importante para medir a lucratividade de um e-commerce. Ele considera:

  • custo de compra
  • frete de entrada
  • impostos de aquisição
  • embalagens
  • despesas de armazenagem

Além disso, gastos como:

  • logística de envio
  • processamento
  • SAC
  • fulfillment

precisam ser distribuídos corretamente no custo operacional.

É exatamente esse controle que evita prejuízos silenciosos.


Precificação estratégica — como calcular preço certo no e-commerce

Precificar produtos no e-commerce vai muito além de colocar margem sobre o custo. Uma boa estratégia leva em conta:

  • custo fixo por venda
  • custo variável por canal
  • comissão do marketplace
  • percentual de devolução
  • tributos sobre faturamento
  • ICMS interno ou interestadual
  • custo logístico
  • preço médio dos concorrentes

Uma fórmula simples, mas poderosa:

Preço mínimo = (CMV + custos variáveis + custos fixos unitários) / (1 – margem desejada – tributação aplicável)

A contabilidade especializada ajuda a prever o preço ideal por produto, plataforma e volume de vendas.


Estoque, CMV e logística: como isso afeta seus impostos

O estoque é parte essencial da estrutura contábil e tributária de um e-commerce. Uma gestão inadequada gera:

  • divergências no livro-caixa
  • inconsistência entre compras e vendas
  • dificuldade para apurar lucro
  • fiscalização automática pelo Fisco

Além disso, o CMV determina:

  • lucro líquido
  • base de cálculo no Lucro Real
  • margem tributável
  • precificação
  • estratégias de expansão

Um estoque bem organizado reduz até 40% dos erros fiscais.


Riscos Fiscais no E-commerce: o que pode colocar sua empresa na mira da Receita

Por ser um setor totalmente digital, o e-commerce está entre os mercados mais monitorados. A Receita Federal e as SEFAZ estaduais cruzam dados diariamente de:

  • marketplaces
  • gateways de pagamento
  • bancos
  • transportadoras
  • emissão de nota fiscal
  • plataformas de ERP

O menor indício de inconsistência pode gerar:

  • notificações automáticas
  • cobrança de imposto retroativo
  • multas altas
  • bloqueio de emissão de notas
  • exclusão do Simples Nacional
  • fiscalização presencial

Os erros mais comuns incluem:

  • não emitir nota fiscal
  • declarar faturamento líquido em vez de bruto
  • não recolher DIFAL corretamente
  • usar CNAE incorreto
  • trabalhar com estoque desorganizado
  • declarar valores diferentes dos marketplaces

Por isso, e-commerces que crescem rápido precisam de uma contabilidade especializada.


A Reforma Tributária e o e-commerce em 2026: o que vai mudar

O varejo digital será um dos setores mais afetados pela Reforma Tributária. A transformação ocorrerá em quatro grandes áreas:

1. Fim do ICMS, PIS e COFINS

Eles serão substituídos por:

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) — gestão estadual
  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — gestão federal

2. Redução da complexidade interestadual

O IBS elimina boa parte das regras estaduais de ICMS, como:

  • DIFAL
  • substituição tributária
  • alíquotas diferenciadas
  • benefícios unilaterais

Isso simplifica operações que hoje são extremamente burocráticas.

3. Split Payment obrigatório

O Split Payment significa que:

O imposto será cobrado automaticamente no momento do pagamento.

Isso acaba com:

  • inadimplência fiscal
  • divergência entre emissão e pagamento
  • cálculo manual de impostos

4. Fiscalização digital mais rígida

Com a automação total, o Fisco terá acesso:

  • ao valor da venda
  • ao meio de pagamento
  • ao destino
  • ao imposto recolhido automaticamente

Empresas sem conformidade fiscal serão identificadas imediatamente.

E-commerces que quiserem crescer precisam se preparar desde agora.

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Como reduzir impostos no e-commerce de forma legal e estratégica | Contabilidade para e-commerce

Existem várias estratégias fiscais para e-commerce, como:

  • escolha correta do regime tributário
  • CNAEs específicos para reduzir alíquotas
  • descontos de ICMS por crédito acumulado
  • revisão de períodos anteriores (recuperação de crédito)
  • redução de PIS/COFINS por insumos
  • incentivos estaduais
  • mudança do local de operação
  • blindagem societária
  • planejamento tributário personalizado

A AEXO Contabilidade é especialista justamente nisso: reduzir custos fiscais e aumentar o lucro líquido das lojas virtuais.


Como a AEXO Contabilidade ajuda e-commerces a crescerem de forma organizada

Você não precisa lidar com tributação, emissão de nota, Simples, ICMS, DIFAL, marketplaces, split payment e reforma tributária sozinho.

A AEXO oferece:

  • abertura completa da empresa
  • escolha do melhor regime tributário
  • gestão fiscal completa
  • cálculo de impostos automatizado
  • emissão de notas
  • integração com marketplaces
  • folha de pagamento
  • planejamento tributário
  • redução de impostos
  • consultoria estratégica 1:1
  • suporte premium no WhatsApp

A AEXO é referência nacional em contabilidade para e-commerce, infoprodutores e negócios digitais.


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contabilidade para e-commerce

Escrito por:

Andrius Dourado

Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!

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