Introdução: a Reforma Tributária já começou e quem se antecipa sai na frente: Entenda o Cronograma
Cronograma da Reforma Tributária de 2026 a 2033: A Reforma Tributária brasileira não é mais uma promessa distante. Ela já está em curso, com base na Emenda Constitucional nº 132/2023 e na Lei Complementar nº 214/2025, e trará a maior transformação no sistema de tributação sobre o consumo nas últimas décadas.
Embora muitos empresários ainda enxerguem a reforma como algo abstrato ou “para o futuro”, a realidade é clara: as decisões tomadas, entre 2024 e 2026, definirão quem terá vantagem competitiva até 2033 e quem enfrentará aumento de carga tributária, perda de margem e problemas operacionais.
Entender o cronograma da Reforma Tributária, ano a ano, é essencial para transformar incerteza em planejamento estratégico. A transição será longa, gradual e complexa, exigindo atenção técnica, revisão de processos e apoio especializado.
Neste guia completo, você vai entender:
o que é a Reforma Tributária e por que ela afeta diretamente sua empresa;
se a carga tributária tende a aumentar ou diminuir;
regimes especiais, alíquotas reduzidas e exceções;
riscos e oportunidades do período de transição;
por que o planejamento precisa começar antes de 2026;
como aAEXO Contabilidade pode preparar sua empresa para esse novo cenário.
O que é a Reforma Tributária e por que ela afeta sua empresa?
A Reforma Tributária do consumo nasce da necessidade de corrigir um dos sistemas fiscais mais complexos, caros e litigiosos do mundo. Atualmente, empresas brasileiras precisam lidar com regras diferentes para ICMS (27 estados) e ISS (mais de 5.500 municípios), além de PIS, COFINS e IPI, cada um com bases de cálculo próprias, cumulatividade e exceções.
Esse cenário gera:
insegurança jurídica;
alto custo de conformidade;
guerra fiscal entre estados e municípios;
dificuldades para crescer e investir;
perda de competitividade internacional.
A reforma busca simplificar, padronizar e tornar transparente a tributação sobre o consumo, aproximando o Brasil dos modelos mais eficientes do mundo.
Qual o objetivo central da Reforma Tributária?
O objetivo da Reforma Tributária não é apenas trocar nomes de impostos. A proposta é estrutural.
Entre os principais objetivos, destacam-se:
simplificação do sistema tributário;
eliminação da cumulatividade (efeito cascata);
neutralidade econômica (menos distorções nas decisões de negócio);
tributação no destino, e não mais na origem;
redução da guerra fiscal;
maior transparência para empresas e consumidores.
Estudos do próprio Ministério da Fazenda indicam que essas mudanças podem gerar crescimento adicional de 12% a 20% do PIB ao longo de 15 anos, tornando o ambiente de negócios mais previsível e eficiente.
O novo modelo: IVA Dual (IBS + CBS)
O coração da Reforma Tributária é a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA dual), amplamente utilizado em países desenvolvidos.
Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS)
Tributo federal
Substitui PIS e COFINS
Incide sobre bens e serviços
Não cumulativo
Gera crédito amplo
Imposto sobre Bens e Serviços (IBS)
Tributo estadual e municipal compartilhado
Substitui ICMS e ISS
Regras uniformes em todo o país
Gestão centralizada por um Comitê Gestor
Fim da legislação fragmentada por estado e município
Imposto Seletivo (IS)
Conhecido como “imposto do pecado”, incidirá sobre bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como:
cigarros;
bebidas alcoólicas;
outros produtos definidos em lei.
Cronograma da Reforma Tributária: transição completa até 2033
A Reforma Tributária não entra em vigor de forma abrupta. O processo foi desenhado para ocorrer gradualmente, permitindo adaptação de empresas, governos e sistemas.
Visão geral da transição
Início da regulamentação: 2024–2025
Período de testes: 2026
Primeira virada efetiva: 2027
Transição ICMS/ISS → IBS: 2029 a 2032
Sistema totalmente novo: 2033
2024 e 2025: fase de regulamentação
Esse período é marcado pela consolidação das regras por meio da Lei Complementar nº 214/2025, que detalha:
funcionamento do IBS e da CBS;
criação do Comitê Gestor do IBS;
regimes específicos e alíquotas diferenciadas;
cashback tributário para famílias de baixa renda;
regras do Imposto Seletivo.
Embora ainda não haja impacto financeiro direto relevante, essa é a fase mais estratégica para o planejamento, pois define as bases do novo sistema.
👉 Empresas que se organizam agora evitam retrabalho e erros caros no futuro.
2026: ano de testes do novo sistema
O ano de 2026 funcionará como um período de teste obrigatório, com alíquotas simbólicas:
Tributo
Alíquota em 2026
Finalidade
CBS
0,9%
Teste do tributo federal
IBS
0,1%
Teste do tributo estadual/municipal
Apesar do impacto financeiro reduzido, o cumprimento das obrigações acessórias será fundamental. Empresas que não se adaptarem poderão enfrentar problemas quando as alíquotas definitivas entrarem em vigor.
2027 e 2028: CBS em pleno vigor e fim do IPI
O ano de 2027 marca a primeira grande virada prática da Reforma Tributária.
Principais mudanças
CBS substitui definitivamente PIS e COFINS
IPI é zerado (com exceção da Zona Franca de Manaus)
Imposto Seletivo começa a ser aplicado
O ano de 2028 será de consolidação e ajustes operacionais.
2029 a 2032: transição ICMS e ISS para IBS
Essa é a fase mais complexa da reforma.
Ano
IBS
ICMS/ISS remanescentes
2029
10%
90%
2030
20%
80%
2031
30%
70%
2032
40%
60%
Durante esse período, as empresas lidarão simultaneamente com:
CBS
IBS parcial
ICMS e ISS reduzidos
👉 Planejamento tributário e sistemas bem ajustados serão indispensáveis.
Conclusão: a Reforma Tributária não é um evento é um processo estratégico
A Reforma Tributária redefine a forma como empresas calculam preços, margens, contratos e fluxo de caixa. Quem se antecipa transforma complexidade em vantagem competitiva.
Quem ignora o cronograma corre riscos desnecessários.
A AEXO Contabilidade é referência em planejamento tributário, Reforma Tributária e adaptação empresarial, ajudando empresas a atravessar esse período com segurança, eficiência e inteligência fiscal.
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Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
Introdução: o que quase ninguém explica sobre CNAE no mercado adulto e por que isso pode definir seu futuro financeiro
CNAE para produtores de conteúdo adulto: O mercado de conteúdo adulto evoluiu de maneira extraordinária nos últimos anos. Plataformas como OnlyFans, Privacy, Fansly e ManyVids criaram oportunidades inéditas para criadores monetizarem sua imagem, produzirem conteúdo exclusivo e atingirem independência financeira. No entanto, junto com o crescimento da renda, surge a necessidade de um ponto crucial que poucos compreendem: a regularização contábil e fiscal por meio de um CNAE adequado.
CNAE não é apenas um código burocrático. Ele determina:
quais atividades sua empresa pode exercer legalmente;
qual risco você corre de sofrer multas, fiscalizações ou até desenquadramento tributário.
O problema? Não existe um CNAE exclusivo para produtores de conteúdo adulto no Brasil. E, embora isso pareça uma desvantagem, na verdade abre possibilidades inteligentes, desde que você saiba o que está fazendo.
Produtores que escolhem o CNAE errado podem:
pagar impostos muito maiores do que deveriam;
ter o CNPJ bloqueado;
perder o direito ao Simples Nacional;
ser autuados por desenquadramento;
sofrer restrições bancárias;
ter nota fiscal recusada por plataformas;
expor sua identidade indevidamente;
ter complicações jurídicas por exercer “atividade incompatível”.
Por outro lado, quem escolhe o CNAE correto:
paga menos impostos;
atua com total legalidade;
emite notas fiscais com segurança;
mantém sigilo profissional;
protege sua imagem;
evita riscos fiscais;
estrutura uma carreira de longo prazo.
E é exatamente por isso que este artigo foi escrito.
Ao longo deste guia definitivo, você entenderá qual CNAE usar sendo produtor de conteúdo adulto, quais devem ser evitados, como funcionam enquadramentos estratégicos, como reduzir impostos de forma totalmente legal e como estruturar tudo isso ao lado de uma contabilidade especializada — como a AEXO Contabilidade, referência nacional em negócios digitais e no nicho adulto.
Prepare-se para ler o material mais completo do mercado.
O que é CNAE e por que ele é tão importante para produtores de conteúdo adulto?
O que significa CNAE?
CNAE é a sigla para Classificação Nacional de Atividades Econômicas. É um código numérico que descreve oficialmente qual atividade sua empresa exerce.
Esse código determina:
o tipo de serviço ou produto oferecido;
a tributação aplicável;
o enquadramento no Simples Nacional;
a incidência de impostos (ISS, ICMS, PIS/COFINS etc.);
a autorização para emitir nota fiscal;
obrigações acessórias do CNPJ;
permissões e restrições legais.
Para o produtor de conteúdo adulto, o CNAE funciona como um escudo fiscal e jurídico.
Por que CNAE é ainda mais importante no nicho adulto?
O conteúdo adulto envolve questões:
de privacidade,
de prestação de serviço digital,
de exportação de serviços para plataformas estrangeiras,
de recebimentos internacionais,
de contratos com agências e produtoras,
de compliance bancário,
de adequação às plataformas brasileiras.
Isso exige um CNAE que:
seja totalmente legal;
permita enquadramento no Simples Nacional;
seja discreto;
permita a emissão de NFS-e;
esteja alinhado com exportação de serviços;
não restrinja a atividade;
não tenha conotação proibitiva;
minimiza riscos de fiscalização.
A escolha errada pode custar caro.
CNAE errado: o grande vilão da contabilidade para produtores de conteúdo adulto
Muitos criadores cometem erros graves ao abrir empresa.
Os erros mais comuns são:
❌ Escolher CNAE de “entretenimento adulto” (alguns contadores mal informados sugerem isso, e é catastrófico). ❌ Usar CNAE de “produção cinematográfica” que não corresponde ao modelo OnlyFans/Privacy. ❌ Usar CNAE de “artista independente”, que pode impedir o Simples Nacional. ❌ Utilizar CNAE de marketing digital, que nem sempre é apropriado. ❌ Escolher CNAE de agenciamento, sendo que o produtor não agencia terceiros. ❌ Usar CNAE de comércio (completamente incompatível). ❌ Abrir empresa com CNAE não permitido para exportação. ❌ Deixar o contador escolher um CNAE genérico sem estudo da atividade.
Para registrar ganhos estrangeiros do OnlyFans ou Fansly.
✔ Nota individual
Para saques ou contratos específicos.
A descrição recomendada:
“Prestação de serviços de criação de conteúdo digital e audiovisual para plataformas de assinatura e distribuição online.”
Discreta, profissional e 100% legal.
Análise técnica: como o CNAE afeta cada tipo de receita do criador
Tipo de receita
Como é tributada
CNAE compatível?
Observações
OnlyFans / Fansly (exterior)
exportação
⭐ Sim
sem ISS
Privacy (Brasil)
serviço digital
⭐ Sim
exige nota
Venda de packs
serviço digital
⭐ Sim
não é comércio
Lives privadas
conteúdo digital
⭐ Sim
inclui audiovisual
Divulgação + conteúdo
híbrido
⭐ Sim
pode usar CNAE secundário de marketing
Mentorias
serviço
⚠ Pode requerer CNAE adicional
depende do foco
Erros comuns na escolha do CNAE por produtores de conteúdo adulto
Produtores cometem erros graves sem perceber:
❌ Achar que precisa declarar “atividade adulta” no CNAE
Isso não existe na legislação.
❌ Usar CNAE inadequado só porque “o contador sugeriu algo genérico”
Contadores tradicionais não entendem o mercado adulto.
❌ Abrir empresa com CNAE de comércio
Isso impede nota fiscal de serviço.
❌ Escolher CNAE que exclui Simples Nacional
Pode aumentar imposto em até 300%.
❌ Não avaliar CNAEs secundários para complementar a atividade
Alguns criadores têm múltiplas fontes de receita.
Estudo de caso: como o CNAE correto reduziu em 62% o imposto de uma criadora do Privacy
Uma criadora famosa no Privacy lucrava cerca de R$ 18.000 por mês. O contador anterior havia aberto um CNPJ com CNAE:
❌ Agenciamento de modelos e ❌ Entretenimento adulto não especificado
Consequências:
a prefeitura barrou a emissão de NFS-e;
a plataforma exigiu nota e ela não conseguiu emitir;
o banco bloqueou a conta por atividade “sensível”;
caiu no Anexo V com imposto de 15,5%.
Ao migrar para a AEXO Contabilidade:
✔ CNAE adequado instalado: criação de conteúdo digital ✔ NFS-e liberada ✔ enquadrada no Anexo III (6%) ✔ redução de impostos anual superior a R$ 20.000 ✔ empresa regularizada ✔ total sigilo preservado
Esse é apenas um dos muitos casos semelhantes.
Tendências do mercado e do enquadramento fiscal para o conteúdo adulto
crescimento da vigilância bancária;
fiscalização automática para recebimentos internacionais;
surgimento de agências profissionais do nicho;
necessidade de CNPJ para fechar contratos;
aumento de plataformas brasileiras (Privacy);
maior análise de risco por bancos digitais;
exigência crescente de nota fiscal;
profissionalização dos criadores.
O CNAE correto é o primeiro passo para acompanhar essas mudanças.
Recomendações práticas para escolher o CNAE ideal
✔ Escolha CNAE discreto e estrategicamente amplo
Evita estigma e simplifica fiscalização.
✔ Prefira CNAE compatível com Simples Nacional
Menor carga tributária.
✔ Use CNAE de criação de conteúdo audiovisual
É o mais versátil.
✔ Considere CNAEs secundários conforme seu modelo de monetização
Especialmente marketing e serviços digitais.
✔ Consulte sempre uma contabilidade especializada
O nicho adulto exige conhecimento técnico e sensibilidade profissional.
A AEXO Contabilidade desenvolveu uma metodologia exclusiva para enquadrar produtores com discrição, legalidade e redução tributária.
FAQ — Perguntas frequentes sobre CNAE para produtores de conteúdo adulto
1. Existe CNAE específico para conteúdo adulto?
Não, e isso é vantajoso. Utiliza-se CNAEs de criação de conteúdo e serviços digitais.
2. Produtor de conteúdo adulto pode ser MEI?
Não. Atividades artísticas e digitais desse tipo não constam na lista permitida.
3. Qual o melhor CNAE para OnlyFans?
Produção de conteúdo audiovisual/digital.
4. E para Privacy?
O mesmo CNAE serve, mas é necessário emitir NFS-e.
5. Posso usar CNAE de marketing digital?
Sim, porém normalmente como CNAE secundário.
6. Preciso emitir nota fiscal?
Sim, especialmente para plataformas brasileiras e contratos com marcas.
7. A escolha do CNAE influencia nos impostos?
Totalmente. É responsável por definir o anexo do Simples e obrigações fiscais.
8. Posso abrir empresa sem expor que faço conteúdo adulto?
Sim. O CNAE adequado garante sigilo total.
9. A Receita Federal descobre se eu uso CNAE errado?
Sim — e isso gera multas, desenquadramento e autuações.
10. Quem pode me ajudar a escolher o CNAE correto?
Especialistas da AEXO Contabilidade, líderes em contabilidade para o nicho adulto.
Conclusão: o CNAE correto é o pilar da segurança fiscal do produtor de conteúdo adulto
CNAE é mais do que um código. É a base que define se você:
pagará imposto alto ou baixo;
poderá emitir nota ou não;
terá segurança jurídica ou riscos;
será visto como profissional ou como informal;
terá contas bloqueadas ou liberdade financeira.
Produtores de conteúdo adulto precisam de uma estrutura contábil feita sob medida — discreta, respeitosa e absolutamente técnica.
E ninguém entende melhor esse mercado do que a AEXO Contabilidade, que já assessora centenas de criadores e domina as particularidades do nicho.
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
Introdução: por que produtores de conteúdo adulto precisam entender sobre nota fiscal
Nota fiscal para produtores de conteúdo adulto: O mercado de conteúdo adulto cresceu de maneira exponencial com plataformas como OnlyFans, Privacy, Fansly, ManyVids e outras ferramentas de monetização internacional. Os ganhos são reais, crescentes e podem transformar a vida financeira de milhares de mulheres, homens e casais que trabalham nesse nicho.
Mas, à medida que o faturamento aumenta, surgem duas necessidades essenciais:
regularizar a operação,
proteger a renda contra riscos fiscais.
E é aqui que a grande maioria dos criadores fica perdida:
Produtor de conteúdo adulto precisa emitir nota fiscal?
Posso emitir nota para o Privacy?
O OnlyFans exige nota fiscal?
Como funciona a nota fiscal para recebimentos internacionais?
Qual valor deve constar na nota?
A nota expõe meu nome para clientes?
Este guia foi criado exatamente para responder tudo isso de forma profissional, acolhedora e simples — sem tabu, sem preconceito e com total segurança técnica.
A AEXO Contabilidade, referência nacional em negócios digitais e especialista no nicho adulto, contribuiu com as melhores práticas, orientações legais e modelos de operação que funcionam para criadores iniciantes e avançados.
Produtor de conteúdo adulto precisa emitir nota fiscal?
A resposta é: depende da situação, e não é tão complexo quanto parece.
➡️ Não existe obrigação de emitir nota fiscal para a plataforma estrangeira.
Isso acontece porque:
plataformas internacionais não são empresas brasileiras
não podem exigir nota fiscal nacional
o pagamento é considerado exportação de serviços
A Receita Federal entende que:
👉 Você prestou um serviço para o exterior. 👉 Você deve declarar esse serviço e pagar impostos no Brasil, mas não precisa emitir nota fiscal para o tomador estrangeiro.
No entanto, quando você tem CNPJ, é recomendável emitir NFS-e (Nota Fiscal de Serviço) mensalmente para registrar o faturamento da sua empresa e evitar problemas com a Receita Federal.
Em exportações de serviços (caso de plataformas estrangeiras):
✔ Não há ISS ✔ Não há PIS/COFINS cumulativo ✔ Tributação é ainda menor
A AEXO Contabilidade Digital é referência quando o assunto é inovação e autoridade no setor contábil. Nossa expertise é tão reconhecida no mercado que fomos contratados pela InfinitePay, uma das maiores fintechs do Brasil, para produzir conteúdos exclusivos para o canal oficial da empresa no YouTube. Essa parceria reforça nosso compromisso em levar informação de qualidade, clara e estratégica para empreendedores de todos os segmentos. Você pode conferir um dos vídeos abaixo:
Erros comuns ao emitir nota fiscal para produtores de conteúdo adulto
❌ 1. Emitir nota com descrição explícita
Isso pode gerar exposição desnecessária.
❌ 2. Emitir nota na pessoa física
Isso é irregular e aumenta o imposto.
❌ 3. Não emitir nota mencionando o CNPJ para plataformas brasileiras
Isso causa pendências fiscais.
❌ 4. Usar CNAE errado
Pode gerar multa e impedimento no Simples.
❌ 5. Emitir valor incorreto
Pode ser visto como omissão de receita.
❌ 6. Não registrar recibos internacionais
Especialmente com Paxum e Wise.
FAQ — Perguntas frequentes sobre nota fiscal para produtores de conteúdo adulto
1. Produtor de conteúdo adulto precisa emitir nota fiscal sempre?
Não! Pessoas físicas estão dispensadas da emissão de notas fiscais, mas se tiver CNPJ a emissão é obrigatória quando houver prestação de serviço para empresas brasileiras ou estrangeiras.
2. OnlyFans exige nota fiscal?
Não. É plataforma estrangeira.
3. Privacy exige nota?
Sim, é plataforma brasileira.
4. Emitir nota fiscal expõe minha identidade?
Quando bem configurado, o CNPJ protege seus dados pessoais.
5. Posso emitir nota com nome social?
Sim. Isso é configurado no CNPJ.
6. É melhor emitir nota mensal ou por saque?
Depende da plataforma. A AEXO orienta a melhor estratégia.
7. Preciso emitir nota para recebimentos em dólar?
Sim — para registrar o faturamento da empresa.
8. Posso ser multado por não emitir nota?
Sim, plataformas brasileiras e estrangeiras reportam inconsistências.
9. Qual tipo de nota devo emitir?
Sempre NFS-e (serviços).
10. Emitir nota reduz meu imposto?
Sim, porque o imposto no CNPJ é mais barato comparado as alíquotas aplicadas na pessoa física.
Conclusão: nota fiscal é segurança e profissionalismo — não burocracia
Para quem vive do mercado adulto, entender nota fiscal significa:
pagar menos imposto
ter segurança jurídica
poder firmar contratos
receber sem risco de bloqueios
organizar a vida financeira
proteger sua identidade
A informalidade te expõe. A profissionalização te liberta.
E com a orientação certa, emitir nota fiscal se torna simples, rápido e totalmente seguro — especialmente com uma equipe que entende o setor.
Emitir nota fiscal de forma segura começa com uma contabilidade especializada
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
Introdução: por que a emissão de nota fiscal no dropshipping ainda causa tanta confusão?
O modelo de negócio baseado em dropshipping transformou profundamente o comércio eletrônico brasileiro. Com barreiras de entrada reduzidas, alta escalabilidade e custos iniciais mínimos, milhares de empreendedores ingressaram nesse formato. No entanto, à medida que o mercado amadureceu, também aumentou a atenção da Receita Federal, dos órgãos estaduais e das plataformas de pagamento sobre a regularização fiscal.
Um dos temas que mais geram dúvidas e também riscos é a emissão de nota fiscal no dropshipping. Muitos acreditam que, por não armazenarem estoque ou por o fornecedor estar no exterior, a emissão seria opcional. Outros confundem nota fiscal de venda com declaração de importação. Há também quem ignore totalmente o tema, o que abre margem para multas, retenções de mercadorias e até bloqueios de contas.
Neste artigo definitivo, você vai entender tudo o que precisa para emitir nota fiscal corretamente no dropshipping, sem complicações, sem riscos e com total conformidade.
A AEXO Contabilidade, referência nacional em contabilidade digital para e-commerce e dropshipping, contribuiu com recomendações práticas, orientações atualizadas e modelos reais, garantindo que você tenha um guia completo e seguro para aplicar imediatamente em seu negócio. Se você quer abrir uma empresa ou trocar de contador leia esse artigo até o final!
Prepare-se para o conteúdo mais detalhado, atualizado e aprofundado disponível na internet brasileira sobre o assunto.
O que é dropshipping e por que sua estrutura fiscal é diferente?
Antes de entender exatamente como emitir notas fiscais, é essencial compreender os elementos que tornam o dropshipping único do ponto de vista contábil.
Definição do modelo
O dropshipping é um modelo de e-commerce no qual a loja virtual vende um produto, mas o fornecedor é quem envia diretamente ao cliente final. No Brasil, existem duas modalidades principais:
Dropshipping internacional
Fornecedor fica fora do Brasil (China, EUA, Europa).
O produto entra no país como importação direta para o consumidor final.
O lojista atua como intermediador da venda.
Dropshipping nacional
Fornecedor e cliente estão no Brasil.
O lojista vende e o fornecedor despacha internamente.
A operação fiscal é semelhante à de um marketplace.
Cada modalidade tem implicações fiscais diferentes, e a emissão de nota fiscal acompanha essas particularidades.
Nota fiscal no dropshipping: por que ela é obrigatória?
A legislação brasileira é clara: toda venda realizada por pessoa jurídica deve ter nota fiscal, independentemente da origem do produto.
Mesmo que:
o produto venha do exterior;
você não toque no estoque;
seu fornecedor emita um documento próprio.
A empresa no Brasil que realizou a venda ao consumidor final deve emitir nota fiscal.
O argumento de que “o fornecedor estrangeiro faz o envio, então não preciso emitir nota” é incorreto e pode resultar em infrações por omissão de receita.
Como funciona a emissão de nota fiscal no dropshipping internacional?
Aqui está o ponto em que lojistas se confundem. No dropshipping internacional, existem dois fluxos simultâneos:
Fluxo 1 — Comércio Exterior
O comprador recebe o produto importado diretamente do fornecedor.
Fluxo 2 — Prestação de Serviço / Venda no Brasil
O lojista brasileiro vende uma mercadoria que não está armazenada em território nacional, atuando como intermediador.
Essa configuração determina como a nota fiscal deve ser emitida.
Quais tipos de nota fiscal existem no dropshipping e qual usar?
A seguir, um quadro comparativo simplificado, criado pela AEXO Contabilidade, que ajuda a entender rapidamente o tipo certo de nota fiscal a utilizar:
Cenário
Dropshipping Internacional
Dropshipping Nacional
Tipo de Nota Indicado
Produto enviado do exterior direto ao cliente
Sim
Não
Nota Fiscal de Serviço (NFS-e) ou Nota Fiscal de Intermediação
Produto vendido e entregue por fornecedor nacional
Não
Sim
Nota Fiscal de Venda (NF-e)
A loja importa em seu nome e revende
Parcial
Não
NF-e + Declaração de Importação (DI)
Marketplace intermediando
Possível
Possível
Intermediação com retenções específicas
Para 90% dos casos de dropshipping internacional, o caminho correto é a NFS-e, porque o lojista não pratica circulação de mercadoria no território nacional, e sim intermediação comercial.
Para quem está no Simples Nacional, o imposto já está embutido na alíquota mensal, através do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que contempla os seguintes impostos: PIS, COFINS, IRPJ, CSLL, ISS, ICMS e CPP.
Conclusão: emitir nota fiscal corretamente no dropshipping é vantagem competitiva — não burocracia
A emissão correta de notas fiscais no dropshipping não é apenas uma exigência legal — é um fator estratégico que protege sua empresa, reduz impostos e aumenta sua confiabilidade diante de clientes e plataformas.
Empreendedores que compreendem isso constroem negócios sólidos, escaláveis e seguros.
E se você busca orientação especializada, a AEXO Contabilidade é referência nacional em contabilidade para e-commerce e dropshipping. Com uma equipe altamente qualificada e tecnologia integrada, oferecemos todo o suporte necessário para estruturar sua operação fiscal do jeito certo.
👉 Quer evitar multas, reduzir impostos e operar com total segurança?
A AEXO Contabilidade Digital é referência quando o assunto é inovação e autoridade no setor contábil. Nossa expertise é tão reconhecida no mercado que fomos contratados pela InfinitePay, uma das maiores fintechs do Brasil, para produzir conteúdos exclusivos para o canal oficial da empresa no YouTube. Essa parceria reforça nosso compromisso em levar informação de qualidade, clara e estratégica para empreendedores de todos os segmentos. Você pode conferir um dos vídeos abaixo:
Escrito por:
Andrius Dourado
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
Quando Migrar do Simples Nacional para o Lucro Presumido? Escolher o regime tributário certo é uma das decisões mais importantes da vida de uma empresa. No começo, quase todo empreendedor escuta que “Simples Nacional é sempre o melhor”. Durante algum tempo isso pode ser verdade. Porém, à medida que o faturamento cresce, a realidade muda: a alíquota sobe, o DAS fica cada vez mais pesado e, silenciosamente, o imposto começa a consumir boa parte do lucro.
De um lado, existem empresas que permanecem no Simples Nacional apenas por hábito e acabam pagando muito mais tributos do que deveriam. De outro, estão as que analisam com calma os números, migram para o Lucro Presumido no momento certo e passam a economizar de 15% a 40% da carga tributária anual. A diferença entre esses dois grupos não é sorte; é planejamento tributário profissional.
Este guia foi escrito para explicar, de forma didática e estratégica:
O que é o Lucro Presumido e quando ele se torna mais vantajoso
Quais sinais mostram que chegou a hora de estudar a migração
Como comparar, na prática, os dois regimes
Erros que fazem muitas empresas pagar imposto a mais sem perceber
O papel da Reforma Tributária e da Receita Federal nesse cenário
E como a AEXO Contabilidade Digital pode conduzir essa transição com segurança
Se o seu DAS está pesado, se o faturamento cresceu e a margem não acompanha, este artigo é para você.
1. Entendendo o Simples Nacional por dentro
O Simples Nacionalfoi criado para facilitar a vida das micro e pequenas empresas. Em vez de emitir várias guias, o empresário paga apenas um documento mensal, o DAS, que reúne vários tributos:
IRPJ
CSLL
PIS
COFINS
CPP (previdência patronal)
ICMS
ISS
Além dessa unificação, o Simples organiza as empresas em anexos, de acordo com o tipo de atividade:
Anexo I – Comércio
Anexo II – Indústria
Anexo III – Serviços em geral
Anexo IV – Serviços com encargos previdenciários específicos
Anexo V – Serviços em que a carga costuma ser mais alta
Anexo I – Comércio (ICMS, ISS e Tributos Federais)
Faixa
Receita Bruta em 12 meses (R$)
Alíquota
Parcela a Deduzir (R$)
Alíquota Efetiva Máxima (Simples Nacional)
1
Até 180.000,00
4,00%
0,00
4,00%
2
De 180.000,01 a 360.000,00
7,30%
5.940,00
5,94%
3
De 360.000,01 a 720.000,00
9,50%
13.860,00
7,63%
4
De 720.000,01 a 1.800.000,00
10,70%
22.500,00
9,39%
5
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00
14,30%
87.300,00
11,90%
6
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00
19,00%
378.000,00
15,75%
Anexo II – Indústria (ICMS, ISS e Tributos Federais)
Faixa
Receita Bruta em 12 meses (R$)
Alíquota
Parcela a Deduzir (R$)
Alíquota Efetiva Máxima (Simples Nacional)
1
Até 180.000,00
4,50%
0,00
4,50%
2
De 180.000,01 a 360.000,00
7,80%
5.940,00
6,17%
3
De 360.000,01 a 720.000,00
10,00%
13.860,00
8,08%
4
De 720.000,01 a 1.800.000,00
11,20%
22.500,00
9,83%
5
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00
14,70%
85.500,00
12,33%
6
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00
30,00%
720.000,00
22,50%
Anexo III – Serviços de Locação de Bens Móveis, Construção de Imóveis e Outros (ISS e Tributos Federais)
Faixa
Receita Bruta em 12 meses (R$)
Alíquota
Parcela a Deduzir (R$)
Alíquota Efetiva Máxima (Simples Nacional)
1
Até 180.000,00
6,00%
0,00
6,00%
2
De 180.000,01 a 360.000,00
11,20%
9.360,00
7,00%
3
De 360.000,01 a 720.000,00
13,50%
17.640,00
8,55%
4
De 720.000,01 a 1.800.000,00
16,00%
35.640,00
10,20%
5
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00
21,00%
125.640,00
14,50%
6
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00
33,00%
648.000,00
20,50%
Anexo IV – Prestadores de Serviços (ISS e Tributos Federais)
Faixa
Receita Bruta em 12 meses (R$)
Alíquota
Parcela a Deduzir (R$)
Alíquota Efetiva Máxima (Simples Nacional)
1
Até 180.000,00
4,50%
0,00
4,50%
2
De 180.000,01 a 360.000,00
9,00%
8.100,00
6,75%
3
De 360.000,01 a 720.000,00
10,20%
16.380,00
8,45%
4
De 720.000,01 a 1.800.000,00
12,50%
29.280,00
10,34%
5
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00
16,30%
66.960,00
12,75%
6
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00
22,00%
201.960,00
16,50%
Anexo V – Serviços de Engenharia, Medicina, Advocacia, entre outros (ISS e Tributos Federais)
Faixa
Receita Bruta em 12 meses (R$)
Alíquota
Parcela a Deduzir (R$)
Alíquota Efetiva Máxima (Simples Nacional)
1
Até 180.000,00
15,50%
0,00
15,50%
2
De 180.000,01 a 360.000,00
18,00%
5.940,00
14,90%
3
De 360.000,01 a 720.000,00
19,50%
9.360,00
15,70%
4
De 720.000,01 a 1.800.000,00
20,50%
12.960,00
16,75%
5
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00
23,00%
21.600,00
18,40%
6
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00
30,50%
78.000,00
24,00%
Outro ponto decisivo é que a alíquota não é fixa. Ela depende do faturamento acumulado dos últimos 12 meses. Quanto maior a receita bruta nesse período, maior será a alíquota efetiva. No início, quando a empresa fatura pouco, o Simples tende a ser bem vantajoso. Com o crescimento, o imposto sobe de faixa e passa a pesar cada vez mais.
Além disso, empresas no Simples não aproveitam créditos de PIS/COFINS. Quem compra de fornecedores que estão no regime não cumulativo paga mais imposto embutido no preço e, mesmo assim, não consegue recuperar esse valor. Para negócios com grande volume de compras, esse detalhe faz enorme diferença.
Resumindo: o Simples é excelente para começar e para empresas com faturamento menor. Porém, em determinado momento, ele pode deixar de ser o regime ideal.
Se você é empreendedor e precisa entender a fundo como calcular o Simples Nacional para empresas com menos de 12 meses, este vídeo é indispensável. Calcular os impostos do Simples parece simples, mas basta errar a alíquota, não considerar o fator R ou usar a tabela incorreta para gerar um prejuízo enorme para a empresa e até multas pesadas:
2. Fator R: o divisor de águas para empresas de serviços
Para muitos prestadores de serviços, o Fator R é o ponto que separa uma carga tributária saudável de uma tributação sufocante.
Esse indicador compara:
Folha de pagamento (pró-labore + salários + INSS) ÷ Faturamento dos últimos 12 meses
Se o resultado for maior ou igual a 28%, a empresa de serviços migra para o Anexo III do Simples, que possui alíquotas muito mais baixas. Se o resultado for menor que 28%, ela permanece no Anexo V, onde a carga tributária é significativamente maior.
Na prática, negócios com estrutura de pessoal mais robusta tendem a pagar menos imposto no Simples. Já empresas enxutas, com pouca folha e alto faturamento, acabam sendo penalizadas.
Monitorar o Fator R mês a mês é fundamental para:
Entender se a empresa está em risco de subir de anexo
Planejar aumentos de pró-labore ou contratações estratégicas
Avaliar se ainda faz sentido permanecer no Simples ou se é hora de simular o Lucro Presumido
3. Como funciona o Lucro Presumido
O Lucro Presumido é um regime tributário em que o governo “presume” uma margem de lucro sobre o faturamento. Em vez de apurar o lucro real da empresa, aplica-se um percentual de presunção, definido em lei, para calcular IRPJ e CSLL.
Exemplos típicos de presunção:
Comércio: 8% para IRPJ e 12% para CSLL
Prestação de serviços em geral: 32% para IRPJ e CSLL
Sobre essa base presumida aplicam-se as alíquotas de:
15% de IRPJ (+ adicional de 10% se a base trimestral exceder R$ 60 mil)
9% de CSLL
Além disso, as empresas no Lucro Presumido recolhem:
PIS e COFINS no regime cumulativo, com alíquotas menores (0,65% + 3%)
ISS ou ICMS, conforme o tipo de atividade e o município/estado
A apuração costuma ser trimestral, o que dá previsibilidade ao caixa e ajuda no planejamento financeiro.
Esse regime costuma ser muito atrativo quando:
A margem de lucro real é maior do que a margem presumida
O faturamento é mais alto e estável
A empresa não se beneficia do Simples (por causa de anexos ou Fator R)
Há pouca folha de pagamento e altos resultados
Por isso, clínicas, consultorias, empresas de tecnologia, engenharia, escritórios e prestadores de serviços em geral frequentemente encontram no Lucro Presumido uma combinação interessante entre carga tributária menor e previsibilidade.
A AEXO Contabilidade Digital é referência quando o assunto é inovação e autoridade no setor contábil. Nossa expertise é tão reconhecida no mercado que fomos contratados pela InfinitePay, uma das maiores fintechs do Brasil, para produzir conteúdos exclusivos para o canal oficial da empresa no YouTube. Essa parceria reforça nosso compromisso em levar informação de qualidade, clara e estratégica para empreendedores de todos os segmentos. Você pode conferir um dos vídeos abaixo:
Para decidir se vale a pena migrar, não basta “gostar” mais de um regime. É preciso comparar números.
Uma forma prática é analisar:
Alíquota efetiva do Simples (valor do DAS ÷ faturamento)
Carga total do Lucro Presumido, considerando IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ISS/ICMS e encargos
Tabela comparativa simplificada
Aspecto
Simples Nacional
Lucro Presumido
Forma de cálculo
Faixas progressivas por faturamento
Presunção fixa sobre o faturamento
Apuração
Mensal (DAS)
Trimestral
Créditos de PIS/COFINS
Não aproveita
Não cumulativo? Não; cumulativo, mas com alíquota menor
Burocracia
Mais simples
Exige contabilidade mais detalhada
Melhor fase
Negócios menores ou em início
Empresas em crescimento, com boa margem
Risco de subir alíquota
Alto, conforme crescimento
Baixo: alíquota não tem faixas progressivas
Folha de pagamento
Ajuda via Fator R em serviços
Usada para planejamento de pró-labore
A escolha correta depende de cada caso. Em muitos cenários, a alíquota efetiva do Simples ultrapassa 15% ou até 18%, enquanto o Lucro Presumido se mantém em torno de 11%–13%. Quando isso ocorre, o Simples deixa de fazer sentido.
5. O ponto de virada: quando o Simples começa a pesar
Na prática, o Simples se torna perigoso para o caixa da empresa quando:
O DAS passa de 13% ou 14% do faturamento
A empresa de serviços está travada no Anexo V, sem chance de Fator R
O negócio tem margem alta, porém não consegue aproveitar créditos
O faturamento cresce, mas o lucro parece “estacionado”
A concorrência cobra preços menores porque está em outro regime
Esse é o momento em que muitos empresários vêm à tona com a mesma sensação:
“Minha empresa fatura bem, mas eu não vejo o dinheiro.”
Em diversos casos, não é problema de venda, e sim de regime tributário mal escolhido.
6. Exemplos práticos: quando o Lucro Presumido começa a ganhar do Simples
Para tornar a análise mais concreta, veja alguns cenários típicos.
Cenário 1 – Empresa de serviços no Anexo V
Imagine uma empresa de consultoria que fatura R$ 80 mil por mês e possui folha de pagamento muito baixa, o que a mantém no Anexo V.
Alíquota efetiva no Simples: algo entre 17% e 19%
Imposto mensal aproximado: R$ 13.600 a R$ 15.200
Se essa mesma empresa migrar para o Lucro Presumido, considerando presunção de 32% e carga total entre 13,33% e 16,33%:
Imposto mensal estimado: R$ 10.664,00 a R$ 13.064,00
A diferença anual pode superar R$ 50 mil. Nesse cenário, permanecer no Simples apenas “porque é mais simples” pode custar muito caro.
Cenário 2 – Comércio com faturamento robusto
Agora considere um comércio faturando R$ 150 mil por mês.
No Simples, a alíquota efetiva pode ficar entre 8% e 11%
Isso gera impostos entre R$ 12 mil e R$ 16.500 por mês
No Lucro Presumido, com presunção de 8% e carga global em torno de 5,93% de impostos federais.
Os tributos giram entre R$ 7.050 e R$ 9.000 por mês
A economia anual pode passar tranquilamente de R$ 50 mil também. Esse é um dos motivos pelos quais muitas empresas de comércio migram para o Presumido assim que ganham escala. Principalmente para utilizarem a estratégia do regime não cumulativo do ICMS.
Cenário 3 – Serviços com folha forte (Fator R favorável)
Em uma empresa de serviços que investe em equipe, mantêm pró-labore e salários representativos, o Fator R pode colocar o negócio no Anexo III, com alíquotas iniciais de 6%.
Nesse caso:
Se o faturamento estiver em torno de R$ 60 mil/mês
E a alíquota efetiva ficar entre 7% e 11%
O Simples ainda pode ser mais vantajoso que o Lucro Presumido, principalmente quando a margem não é tão alta.
Esse exemplo mostra que não existe solução única. A análise precisa ser sempre numérica e personalizada.
7. Sinais de que você deve estudar a migração agora| Quando Migrar do Simples Nacional para o Lucro Presumido?
Alguns alertas indicam que está na hora de marcar uma reunião com a contabilidade e simular o Lucro Presumido:
O DAS ultrapassou 12% ou 13% do faturamento
Sua empresa está presa no Anexo V há meses
A folha de pagamento é pequena e dificilmente alcançará o Fator R
O faturamento cresce, mas o lucro não acompanha
Você sente que pratica preços no limite e, mesmo assim, o caixa aperta
Já ouviu concorrentes comentarem que estão no Lucro Presumido e pagam menos tributos
As projeções para o próximo ano indicam crescimento de receita
Quando vários desses pontos aparecem ao mesmo tempo, não é exagero dizer que ficar parado sai mais caro do que contratar um bom contador consultivo.
Por outro lado, migrar sem necessidade também pode sair caro. Não vale a pena deixar o Simples quando:
A empresa ainda está em fase inicial, com faturamento instável, operando com alíquota baixa de impostos
O negócio se beneficia muito do Fator R e paga alíquotas reduzidas no Anexo III
A gestão financeira ainda é frágil, com dificuldades para organizar documentos
O empreendedor não está pronto para lidar com um regime com mais obrigações acessórias
A simulação mostra economia pequena ou inexistente
Nessas situações, a estratégia mais inteligente é organizar a casa, fortalecer a gestão, aumentar o controle de custos e se preparar para migrar somente quando os números mostrarem vantagem real.
9. Erros Comuns ao Migrar do Simples Nacional para o Lucro Presumido
Empresas que percebem que o Simples está caro nem sempre fazem a transição da forma correta. Entre os erros mais frequentes, estão:
Comparar apenas a alíquota nominal, sem considerar base de cálculo, presunções e ISS/ICMS.
Ignorar o histórico de 12 meses de faturamento, que influencia fortemente as faixas do Simples.
Não revisar o CNAE, mantendo códigos incompatíveis com a nova realidade.
Esquecer do pró-labore e das contribuições previdenciárias do sócio.
Desconsiderar o impacto do PIS/COFINS cumulativo no Presumido.
Tomar decisões por “achismo”, baseando-se apenas na experiência de outras empresas.
Migrar em um trimestre de faturamento atípico, distorcendo os cálculos.
Esses deslizes podem transformar uma migração que deveria gerar economia em um movimento que aumenta o imposto e a burocracia. Por isso, qualquer decisão precisa ser sustentada em análise técnica.
10. Checklist prático: Quando Migrar do Simples Nacional para o Lucro Presumido?
Use o checklist a seguir como filtro inicial. Se a maioria das respostas for “sim”, a probabilidade de o Lucro Presumido ser vantajoso é grande:
Minha alíquota efetiva no Simples ultrapassa 13%–14% do faturamento?
Minha empresa está no Anexo V e dificilmente conseguirá melhorar o Fator R?
Minha folha de pagamento é baixa em relação à receita?
Tenho boa margem de lucro e faturamento estável ou crescente?
Preciso ganhar competitividade de preço no meu mercado?
Sinto que pago muito imposto e ainda assim não vejo o lucro crescer?
Desejo expandir a empresa nos próximos anos, aumentando fortemente o faturamento?
Se você marcou quatro ou mais itens, é praticamente obrigatório pedir uma simulação comparativa entre Simples e Presumido.
11. E a Reforma Tributária? Como IBS e CBS entram nessa equação
A partir de 2026, a tributação no Brasil passará por uma transformação profunda com a implantação do IVA Dual, composto por:
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – substitui ICMS e ISS
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – substitui PIS e COFINS
O Simples Nacional continuará existindo, mas tende a ficar mais técnico. Parte das empresas poderá ter o IBS/CBS “por dentro” do DAS; outras conviverão com um Simples “híbrido”, onde certas operações serão tributadas por fora.
Já o Lucro Presumido, no médio prazo, deverá conviver com:
Nova forma de apuração de créditos e débitos de IBS/CBS
Possível integração com mecanismos como Split Payment
Aumento do cruzamento automático de dados fiscais
Nesse cenário, as empresas que já acompanham de perto seus números, têm contabilidade organizada e revisam o regime tributário de forma periódica sairão na frente.
Migrar agora, com planejamento, permite que você chegue em 2026 com a casa arrumada, em vez de tomar decisões de última hora com base em medo ou pressão.
12. Como a AEXO Contabilidade Digital conduz esse tipo de migração
A decisão de trocar de regime tributário não deveria ser tomada apenas com base em tabelas da internet. Ela precisa de:
Estudo do histórico de faturamento
Análise de margens e custos
Revisão de CNAEs e contratos
Projeções para os próximos anos
Simulações detalhadas de Simples x Presumido por cenário
A AEXO é uma contabilidade especializada em empresas prestadoras de serviços, negócios digitais, profissionais liberais, consultorias, clínicas, agências, escritórios e empresas de tecnologia. Além de atuar de forma 100% online, a AEXO foi escolhida por grandes players do mercado, como fintechs e empresas de meios de pagamento, para produzir conteúdo técnico e educacional – prova concreta da credibilidade e da profundidade técnica da equipe.
Com a AEXO, você não recebe apenas guias prontas. Você recebe:
Planejamento tributário sob medida
Simulação comparativa profissional entre Simples e Lucro Presumido
Apoio na decisão do melhor momento para migrar
Organização de toda a transição, sem dor de cabeça com o Fisco
Acompanhamento estratégico mês a mês
13. FAQ – Perguntas frequentes sobre migração do Simples para o Lucro Presumido
1. Migrar do Simples Nacional para o Lucro Presumido é obrigatório em algum momento?
Não. A migração não é automática por faturamento (exceto em casos de desenquadramento por limite de receita do Simples). Ela é uma escolha estratégica, feita quando o Lucro Presumido passa a gerar economia tributária em relação ao Simples.
2. Toda empresa que fatura alto deve sair do Simples?
Nem sempre. Empresas com folha de pagamento robusta e Fator R favorável podem continuar com alíquotas competitivas, mesmo faturando valores elevados. Por isso a resposta depende dos números reais da empresa.
3. Posso voltar para o Simples depois de migrar para o Lucro Presumido?
Sim, é possível retornar, desde que a empresa cumpra os requisitos legais do regime, não tenha impedimentos específicos e faça a opção no prazo correto (normalmente em janeiro de cada ano). No entanto, ir e voltar sem planejamento pode gerar instabilidade tributária.
4. O Lucro Presumido sempre tem menos burocracia que o Lucro Real?
Sim. O Lucro Presumido é mais simples do que o Lucro Real, porque não exige apuração detalhada de todas as receitas e despesas para determinar o lucro contábil. Ainda assim, possui mais obrigações acessórias do que o Simples Nacional.
5. O que acontece se eu permanecer no Simples mesmo pagando caro?
Nada muda do ponto de vista legal; você continua regular. O problema é financeiro. A empresa perde competitividade, reduz margem de lucro e pode ficar sem espaço para investir em crescimento – enquanto concorrentes com regime mais adequado pagam menos e conseguem praticar preços melhores.
6. Preciso de contador para migrar para o Lucro Presumido?
Sim. A mudança de regime envolve diversas etapas formais, ajustes cadastrais e nova rotina de obrigações. Sem uma contabilidade especializada, o risco de erros aumenta, assim como o risco de autuações.
14. Conclusão: Quando Migrar do Simples Nacional para o Lucro Presumido?
Migrar do Simples Nacional para o Lucro Presumido pode ser uma das melhores decisões financeiras da sua empresa – desde que seja feita na hora certa e com base em números concretos. Em muitos casos, a mudança libera dezenas de milhares de reais por ano, que voltam para o caixa da empresa na forma de lucro, investimento e crescimento.
Por outro lado, migrar sem estudo, apenas por modismo ou opinião de terceiros, pode elevar a carga tributária e trazer frustração. A decisão ideal não é emocional, é técnica.
É aqui que entra a importância de ter ao seu lado uma contabilidade realmente consultiva.
Fale com a AEXO Contabilidade e descubra, com números, se já passou da hora de migrar
Se você desconfia que está pagando imposto demais no Simples, não precisa continuar no escuro.
Descubra se o Lucro Presumido pode ser o próximo passo para sua empresa pagar menos impostos, lucrar mais e se preparar para a Reforma Tributária com tranquilidade.
Quando Migrar do Simples Nacional para o Lucro Presumido?
Quando Migrar do Simples Nacional para o Lucro Presumido?
Escrito por:
Andrius Dourado
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
Contabilidade para criadores de conteúdo adulto: O mercado de criação de conteúdo adulto cresceu de forma acelerada nos últimos anos. Plataformas como OnlyFans, Privacy e similares abriram novas possibilidades de renda, mas trouxeram também dúvidas importantes sobre tributação, abrangência legal, formalização, emissão de notas, declaração de renda e proteção patrimonial.
Criadores de conteúdo desse segmento enfrentam desafios específicos, desde questões de privacidade até riscos de sonegação por desconhecimento das normas fiscais brasileiras. Apesar disso, a regularização é simples quando orientada por um escritório especializado em contabilidade para criadores de conteúdo, como a AEXO Contabilidade, que oferece atendimento humanizado, sigiloso e totalmente adaptado às necessidades desse público.
Ao longo deste guia, você encontrará um panorama completo, atualizado e detalhado sobre como exercer essa atividade de maneira segura, legal e financeiramente eficiente.
Entendendo a Atividade de Criador de Conteúdo Adulto no Brasil
Quem é considerado criador de conteúdo adulto?
Qualquer profissional que produz materiais digitais vinculados à sensualidade, erotismo ou entretenimento adulto e monetiza esse conteúdo em plataformas, redes sociais ou sites próprios se enquadra na categoria. A monetização pode ocorrer de forma direta ou indireta, por exemplo:
A atividade é legal no Brasil? | Contabilidade para criadores de conteúdo adulto
Sim. A produção e venda de conteúdo adulto digital é uma atividade legal, desde que respeite a maioridade, não envolva terceiros sem consentimento e siga as normas fiscais. O problema surge quando existe ocultação de renda. Por isso, a contabilidade é essencial.
A Importância da Regularização Fiscal para Criadores de Conteúdo Adulto
Por que você precisa se preocupar com tributação?
Os ganhos obtidos nessas plataformas são considerados renda tributável pela Receita Federal. Ignorar essa realidade pode gerar:
Multas
Impedimento de movimentar valores maiores
Bloqueio de conta
Investigações por movimentação incompatível
Restrições para financiamentos
Dificuldades em comprovar renda
Contudo, quando o criador se regulariza, passa a ter:
Acesso a linhas de crédito
Emissão de notas fiscais
Tributação reduzida (no caso do MEI ou Simples Nacional)
Segurança jurídica
Possibilidade de crescer como empresa
Proteção do patrimônio pessoal
Profissionais que atuam no nicho adulto geralmente enfrentam ainda mais preconceitos, fazendo da contabilidade especializada um ponto crucial para garantir sigilo e suporte adequado.
Como Formalizar sua Atividade
MEI – O que muitos criadores escolhem (mas com atenção)
O MEI (Microempreendedor Individual) é simples, barato e extremamente vantajoso para quem está começando. Porém, nem todas as atividades relacionadas ao conteúdo adulto têm CNAEs compatíveis com o MEI.
CNAEs indicados para criadores de conteúdo
Embora não exista um CNAE específico para “criador de conteúdo adulto”, alguns códigos abrangem a atividade:
63.99-2/00 – Portais, provedores de conteúdo e outros serviços
73.19-0/03 – Marketing direto
5911-1/99 – Atividades de produção cinematográfica
7311-4/00 – Agências de Publicidade
96.09.2/99 – Outras atividades de serviços pessoais não especificadas anteriormente
Cada caso deve ser analisado individualmente por um contador, para evitar enquadramentos incorretos.
Ausência de emissão de nota para certas prestações internacionais
Simples Nacional – O ideal para quem já fatura mais
Quando o faturamento ultrapassa o limite do MEI ou quando o enquadramento não é permitido, abrir uma empresa no Simples Nacional pode ser a melhor alternativa.
Vantagens
Impostos reduzidos
CNPJ forte para parcerias
Emissão de notas fiscais
Credibilidade
Possibilidade de contratar equipe
Quais modelos de empresa são mais comuns?
EI – Empresário Individual
EIRELI – (antiga modalidade, substituída pela SLU)
O MEI (Microempreendedor Individual) é a forma mais simples de formalização no Brasil, criada para pequenos empreendedores com faturamento limitado e baixa complexidade operacional; ele permite pagar impostos reduzidos e ter CNPJ ativo rapidamente. Já o EI (Empresário Individual) é uma modalidade em que a pessoa física assume a empresa diretamente, sem separação patrimonial, sendo indicada para negócios de maior faturamento e sem restrições de CNAE. A SLU (Sociedade Limitada Unipessoal) surgiu como alternativa moderna e mais segura, permitindo que um único sócio abra uma empresa com responsabilidade limitada, protegendo bens pessoais. Antes da SLU, essa proteção era buscada na EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada), um formato que exigia capital social mínimo de 100 salários-mínimos, motivo pelo qual foi substituído e deixou de ser registrada desde 2021. Por fim, a LTDA (Sociedade Limitada) é uma estrutura formada por dois ou mais sócios, regulamentada por contrato social e ideal para empresas que desejam divisão de responsabilidades, organização societária clara e maior profissionalização.
A AEXO Contabilidade atua diretamente na orientação, abertura e estruturação completa de empresas para criadores desse segmento, garantindo discrição e segurança.
Tributação: Como Funciona para Criadores de Conteúdo Adulto
Tributação como Pessoa Física
Quando o criador ainda não possui empresa, deve declarar os valores como rendimentos recebidos do exterior.
Essa categoria exige:
Declaração mensal no Carnê-Leão
Pagamento de IR mensal conforme tabela
Geração de DARF
Declaração anual do Imposto de Renda
Trata-se de uma rotina extremamente detalhada. Muitos criadores cometem erros graves por desconhecimento, resultando em multas elevadas.
O Simples Nacional é um regime tributário simplificado criado para micro e pequenas empresas, permitindo que produtores de conteúdo adulto atuem de forma formalizada, com carga tributária menor e maior segurança fiscal. Nesse modelo, todos os tributos são reunidos em uma única guia mensal (DAS), facilitando a rotina financeira e reduzindo significativamente a burocracia. Para criadores que faturam acima do limite do MEI ou que desejam atuar de maneira mais profissional, o Simples Nacional oferece vantagens expressivas, como alíquotas que podem iniciar na faixa de 4% a 6%, emissão de notas fiscais para plataformas nacionais e internacionais, maior possibilidade de parcerias comerciais, contratação de equipe e proteção patrimonial por meio de estruturas como SLU ou LTDA. Além disso, esse regime permite um enquadramento mais favorável para atividades digitais, garantindo economia tributária e evitando problemas com a Receita Federal.
É muito mais vantajoso em relação ao pagamento como pessoa física!
Lucro Presumido ou Real
Tanto o Lucro Presumido quanto o Lucro Real são regimes tributários indicados quando o volume de faturamento ou complexidade é maior. A escolha adequada depende do acompanhamento contábil.
Lucro Presumido para criadores de conteúdo adulto
O Lucro Presumido é um regime tributário destinado a empresas que faturam até R$ 78 milhões por ano e que desejam uma forma objetiva de calcular seus impostos, já que a base tributária é determinada pela presunção de lucro definida pela própria Receita Federal. Para criadores de conteúdo adulto que possuem rendimento elevado ou operações mais complexas, o Lucro Presumido pode ser uma alternativa ao Simples Nacional, especialmente quando a margem de lucro real é maior que a margem presumida utilizada pelo governo. Nesse regime, o IRPJ e a CSLL são calculados a partir de um percentual fixo sobre o faturamento, enquanto PIS e COFINS seguem alíquotas cumulativas. Embora ofereça mais previsibilidade tributária e não exija controle de custos tão detalhado quanto o Lucro Real, ele demanda um acompanhamento contábil mais robusto, inclusive para lidar com notas fiscais, contratos e operações internacionais. Para definir se essa estrutura é vantajosa e evitar pagamento excessivo de impostos, o suporte especializado da AEXO Contabilidade é fundamental, já que o enquadramento correto pode aumentar a lucratividade do criador de conteúdo e garantir total conformidade com as normas fiscais brasileiras.
Lucro Real para criadores de conteúdo adulto
O Lucro Real é o regime tributário mais detalhado e rigoroso do sistema brasileiro, indicado especialmente para empresas de maior porte ou para criadores de conteúdo adulto com operações complexas, receitas elevadas e forte movimentação internacional. Nesse modelo, o cálculo de IRPJ e CSLL é feito com base no lucro líquido efetivamente apurado, considerando todas as receitas, custos e despesas do negócio. Essa característica permite que o criador deduza gastos operacionais, como equipamentos, softwares, internet, marketing e estrutura de produção, o que pode reduzir significativamente o imposto devido quando há margens de lucro menores ou grandes investimentos ao longo do ano. Apesar de permitir economia tributária estratégica, o Lucro Real exige controles contábeis mais robustos, escrituração completa e acompanhamento especializado para evitar erros e autuações fiscais.
Como declarar rendimentos recebidos de plataformas estrangeiras
Como funciona o recebimento?
A maior parte das plataformas envia valores por meio de:
Transferência bancária internacional
Processadores de pagamento
Wallets digitais
Esses recursos entram no Brasil como moeda estrangeira, e a Receita exige:
Conversão para reais pelo câmbio oficial
Registro mensal no Carnê-Leão
Declaração anual
Emissão de Notas Fiscais
Preciso emitir nota para plataformas estrangeiras?
Sim, quando você tem CNPJ. Mesmo que a plataforma não exija nota, o Fisco brasileiro exige documentação fiscal para justificar o faturamento.
Qual tipo de nota emitir?
Notas de prestação de serviços, classificadas pelo CNAE adotado.
Segredo Profissional e Proteção de Identidade
Criadores de conteúdo adulto se preocupam com privacidade, e isso é absolutamente compreensível. A AEXO Contabilidade oferece atendimento sigiloso e especializado para esse público, garantindo:
Opte por MEI ou Simples Nacional conforme faturamento
Abra conta PJ
Declare mensalmente (Carnê-Leão ou como empresa)
Emita notas fiscais
Guarde comprovantes de recebimentos
Realize planejamento tributário
Organize despesas
Conte com contabilidade especializada
FAQ — Contabilidade para Criadores de Conteúdo Adulto
1. Criadores de conteúdo adulto precisam declarar imposto no Brasil?
Sim. Toda renda recebida, inclusive de plataformas internacionais, é considerada tributável pela Receita Federal. A declaração varia conforme o tipo de atividade (pessoa física ou CNPJ).
2. O MEI pode ser usado por criadores de conteúdo adulto?
Depende do enquadramento. O MEI aceita alguns CNAEs relacionados a atividades artísticas e digitais, mas nem todas as atividades se enquadram. A análise contábil é fundamental.
3. É possível abrir uma empresa e manter sigilo da atividade?
Sim. A AEXO Contabilidade utiliza CNAEs neutros, descrição comercial discreta e oferece apoio completo para proteger a identidade do profissional.
4. Preciso emitir nota fiscal para plataformas estrangeiras?
Sim, quando atua como empresa. Mesmo que a plataforma não exija, o Fisco brasileiro exige nota fiscal para justificar o faturamento.
5. Como funciona o pagamento de impostos sobre rendimentos do exterior?
Pessoa física utiliza Carnê-Leão; empresas seguem o regime tributário escolhido. A tributação varia de acordo com o faturamento e o enquadramento fiscal.
6. Quais são as vantagens de abrir empresa para conteúdo adulto?
Redução de impostos, segurança jurídica, possibilidade de profissionais auxiliares, proteção patrimonial e credibilidade no mercado.
7. Criadores de conteúdo adulto podem deduzir despesas?
Sim. Como empresa, é possível deduzir gastos relacionados ao negócio, como equipamentos, internet, softwares, marketing e estrutura de estúdio.
8. A Receita Federal permite recebimento de plataformas internacionais?
Sim. Basta declarar corretamente os rendimentos, converter a moeda pelo câmbio oficial e manter a escrituração organizada.
9. O que acontece se eu não declarar minha renda?
Riscos incluem multas, bloqueios bancários, investigações e impossibilidade de comprovar renda para financiamentos.
10. Como a AEXO Contabilidade pode ajudar criadores de conteúdo adulto?
A AEXO oferece abertura de empresa, regularização, emissão de notas, planejamento tributário, gestão fiscal e sigilo absoluto em todos os atendimentos.
A AEXO Contabilidade é referência em atendimento discreto, técnico e totalmente adaptado às demandas de criadores de conteúdo adulto. Os serviços incluem:
Abertura de MEI ou empresa
Regularização completa
Emissão de notas
Planejamento tributário
Consultoria personalizada
Atendimento sigiloso
Gestão contábil mensal
Apoio jurídico e fiscal
Se você deseja atuar com tranquilidade, segurança e profissionalismo, a AEXO é a parceira ideal.
Conclusão: Contabilidade para Criadores de Conteúdo Adulto!
Criar conteúdo adulto é um negócio sério e pode ser extremamente lucrativo, desde que conduzido com responsabilidade fiscal. A falta de orientação contábil ainda é um dos maiores motivos que levam criadores a multas e bloqueios bancários, problemas fáceis de evitar com o suporte adequado.
Se você quer trabalhar de forma segura, legalizada e com tributação otimizada, conte com o suporte da AEXO Contabilidade, referência nacional no atendimento a criadores de conteúdo adulto.
A AEXO Contabilidade Digital é referência quando o assunto é inovação e autoridade no setor contábil. Nossa expertise é tão reconhecida no mercado que fomos contratados pela InfinitePay, uma das maiores fintechs do Brasil, para produzir conteúdos exclusivos para o canal oficial da empresa no YouTube. Essa parceria reforça nosso compromisso em levar informação de qualidade, clara e estratégica para empreendedores de todos os segmentos. Você pode conferir um dos vídeos abaixo:
Escrito por:
Andrius Dourado
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
Tributação para e-commerce é um dos temas que mais geram dúvidas entre donos de lojas virtuais. Muitos empreendedores iniciam no e-commerce com foco exclusivo em vendas, tráfego pago e operação logística, e deixam o tema “impostos” para depois. Só que esse “depois” costuma chegar em forma de DAS pesado, notificações da Receita, dificuldades para crescer e uma sensação constante de que o negócio fatura, mas não sobra dinheiro no caixa.
Escolher entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real não é apenas uma questão burocrática. Trata-se de uma decisão estratégica que pode reduzir ou aumentar sua carga tributária em dezenas de milhares de reais por ano. Uma escolha feita com base em achismo ou “o contador da esquina disse que é assim para todo mundo” costuma sair cara. Já uma decisão amparada em análise real de faturamento, margem e operação pode transformar totalmente a rentabilidade da loja virtual.
Neste guia, você vai entender em profundidade:
como funciona a tributação específica para e-commerce;
o que diferencia Simples, Lucro Presumido e Lucro Real;
em quais cenários cada regime tende a ser mais vantajoso;
riscos de uma escolha inadequada;
impactos da Reforma Tributária (IBS e CBS, a partir de 2026);
A ideia é que, ao final da leitura, você tenha condições de dialogar em alto nível com o contador, tomar decisões conscientes e alinhar a tributação à estratégia de crescimento do seu negócio.
Por que falar de tributação é tão importante para lojas virtuais | Tributação para e-commerce
O e-commerce brasileiro se profissionalizou. Hoje, uma loja virtual:
vende em diversos canais (loja própria, marketplaces, social commerce);
aceita múltiplos meios de pagamento;
trabalha com frete, logística reversa e fulfillment;
negocia com fornecedores nacionais e, muitas vezes, internacionais;
precisa emitir nota fiscal em todos os pedidos.
Nesse cenário, os impostos não são apenas uma obrigação legal. Constituem parte do custo direto da operação. Uma alíquota mal encaixada pode consumir boa parte da margem. Uma classificação fiscal errada derruba a competitividade. Uma escolha equivocada de regime tributário rouba capital que deveria estar sendo investido em estoque, tráfego ou tecnologia.
Além disso, o e-commerce é um dos segmentos mais monitorados pelo Fisco. Plataformas de marketplace, gateways de pagamento, bancos e operadores logísticos compartilham dados com a Receita Federal e com as Secretarias de Fazenda estaduais. Vender sem contabilidade estruturada deixou de ser uma opção.
Por isso, compreender se o seu negócio deve estar no Simples Nacional, migrar para Lucro Presumido ou, em casos específicos, operar no Lucro Real é uma decisão que impacta diretamente o lucro líquido e a sustentabilidade da loja.
Antes de mergulhar em cada regime, é fundamental entender o que está sendo tributado.
Uma loja virtual que vende produtos físicos lida, em geral, com:
ICMS – imposto estadual sobre circulação de mercadorias;
PIS e COFINS – tributos federais incidentes sobre o faturamento;
IRPJ e CSLL – impostos sobre o lucro da pessoa jurídica;
eventualmente ISS, quando presta serviços agregados (instalação, personalização, montagem).
Quando a empresa se enquadra no Simples Nacional, tudo isso é recolhido de forma unificada em uma única guia, o DAS. No Lucro Presumido e Lucro Real, cada imposto é apurado separadamente, com regras específicas de alíquota, base de cálculo e forma de recolhimento.
Para complicar ainda mais, o e-commerce realiza vendas:
dentro do mesmo estado (apenas alíquota interna de ICMS);
para outros estados (operações interestaduais, DIFAL, substituição tributária em alguns casos);
via marketplaces que retêm comissões e, às vezes, parte dos impostos.
Sem uma contabilidade que domine esses detalhes, os impostos podem ser calculados duas vezes, recolhidos a maior ou, o que é pior, recolhidos a menor, gerando passivo fiscal.
Simples Nacional para e-commerce: quando vale a pena
O Simples Nacional é o ponto de partida da maioria das lojas virtuais. Esse regime foi criado para simplificar a vida de micro e pequenas empresas, e realmente facilita a rotina tributária.
Características principais | Tributação para e-commerce
No Simples, o e-commerce:
paga uma guia única (DAS) que reúne vários impostos;
se enquadra, em regra, no Anexo I, destinado ao comércio;
enfrenta alíquotas progressivas, que variam conforme o faturamento acumulado nos últimos 12 meses;
tem limite de faturamento anual de até R$ 4,8 milhões para permanecer no regime.
As alíquotas começam baixas, próximas de 4%, e podem alcançar patamares superiores a 10% à medida que o faturamento cresce. Essa alíquota não é simplesmente a coluna da tabela, mas a chamada alíquota efetiva, calculada por uma fórmula que considera parcela a deduzir e faturamento acumulado.
Em negócios com faturamento ainda modesto, o Simples costuma ser bem vantajoso. A carga tributária é competitiva, a burocracia é reduzida e o empresário consegue focar em vendas e marketing.
Pontos fortes do Simples Nacional no varejo online
Alguns benefícios se destacam:
estrutura simplificada de apuração;
boa relação custo x benefício para lojas em estágio inicial;
integração relativamente simples com sistemas de emissão de nota fiscal;
menor risco de erros formais em comparação com regimes mais complexos.
Empresas em fase de validação de produto, construção de público e estabilização de operação encontram no Simples um regime que entrega previsibilidade e facilidade operacional.
Quando o Simples começa a pesar para e-commerce
O problema surge quando o negócio cresce. À medida que o faturamento se aproxima de patamares mais altos, a alíquota efetiva aumenta, e o Simples pode deixar de ser, de fato, “simples”.
Alguns sinais de alerta aparecem:
o DAS representa uma fatia cada vez maior do faturamento;
a empresa fatura bem, mas a rentabilidade não acompanha;
o lojista percebe que concorrentes conseguem praticar preços melhores;
a operação exige investimentos contínuos, porém o caixa vive apertado.
Nessa fase, muitos e-commerces descobrem que estão pagando uma carga tributária maior do que pagariam em um regime como o Lucro Presumido, especialmente quando a margem de lucro é consistente e o ticket médio é elevado.
É aqui que entra a importância de simulações bem feitas. Não basta olhar apenas para a alíquota da tabela do Simples. É necessário comparar, na prática, quanto se paga em cada regime, considerando tributos federais, ICMS, ISS (quando houver) e contribuições previdenciárias.
Lucro Presumido para e-commerce: quando o ganho de escala pede outro regime
O Lucro Presumido é um regime tributário que, em muitos casos, representa um “segundo estágio” de maturidade para lojas virtuais. A partir de determinado nível de faturamento e margem, pode ser financeiramente mais interessante que o Simples.
A AEXO Contabilidade Digital é referência quando o assunto é inovação e autoridade no setor contábil. Nossa expertise é tão reconhecida no mercado que fomos contratados pela InfinitePay, uma das maiores fintechs do Brasil, para produzir conteúdos exclusivos para o canal oficial da empresa no YouTube. Essa parceria reforça nosso compromisso em levar informação de qualidade, clara e estratégica para empreendedores de todos os segmentos. Você pode conferir um dos vídeos abaixo:
Como funciona o Lucro Presumido no comércio | Tributação para e-commerce
No Lucro Presumido, o governo presume que a empresa tem uma determinada margem de lucro sobre o faturamento. Para atividades de comércio, essa presunção costuma ser de:
8% do faturamento para IRPJ;
12% do faturamento para CSLL.
Sobre essa base presumida, aplicam-se as alíquotas de:
15% de IRPJ (mais adicional de 10% sobre a parcela do lucro presumido que exceder R$ 60 mil por trimestre);
9% de CSLL.
Além desses tributos, as empresas no Lucro Presumido recolhem:
PIS e COFINS, normalmente pelo regime cumulativo, com alíquota conjunta de 3,65%;
ICMS, conforme a legislação estadual;
ISS, caso a empresa também preste serviços.
Ao fazer as contas, a carga total costuma ficar entre 11% e 16% do faturamento, dependendo da combinação de impostos e da realidade de cada negócio.
Vantagens do Lucro Presumido para lojas virtuais
Esse regime se torna atraente quando:
o e-commerce já atingiu um patamar de faturamento relevante;
a margem de lucro real costuma ser maior que a margem presumida;
a alíquota efetiva do Simples ultrapassou níveis entre 12% e 14%;
a empresa precisa de uma tributação mais previsível e estável;
a operação envolve vendas interestaduais intensas, com forte peso de ICMS.
Outra vantagem é que o Lucro Presumido não trabalha com faixas progressivas do mesmo jeito que o Simples. A alíquota não “explode” conforme o faturamento cresce, o que dá mais previsibilidade para negócios em ritmo de expansão.
Pontos de atenção
Nem tudo é vantagem. O Lucro Presumido exige:
contabilidade completa e bem estruturada;
apuração trimestral de IRPJ e CSLL;
prestação de diversas obrigações acessórias;
maior disciplina financeira e documental.
Quando a gestão financeira é frágil ou o empreendedor não está disposto a organizar a casa, esse regime pode se tornar um problema. Por isso, a migração do Simples para o Presumido deve ser feita com acompanhamento próximo de uma contabilidade especializada em e-commerce, como a AEXO Contabilidade Digital, que está acostumada a simular cenários para lojas virtuais de diferentes portes.
Lucro Real para e-commerce: quando faz sentido adotar o regime mais complexo
O Lucro Real é o regime tributário mais técnico e aprofundado. Nele, os impostos sobre o lucro (IRPJ e CSLL) são calculados com base no lucro líquido contábil, ajustado por adições e exclusões previstas em lei.
Para a maioria das lojas virtuais de pequeno e médio porte, o Lucro Real não é necessário. Porém, em algumas situações específicas, ele se torna uma opção estratégica.
Quando o Lucro Real começa a fazer sentido | Tributação para e-commerce
Esse regime pode ser interessante quando:
o faturamento atinge patamares muito elevados;
a operação trabalha com margens mais apertadas;
há grande volume de custos e despesas dedutíveis;
opera em alguns meses com prejuízo fiscal;
a empresa busca aproveitar créditos de PIS/COFINS no regime não cumulativo;
o negócio trabalha fortemente com importação e cadeias mais complexas.
Nessas situações, a possibilidade de deduzir despesas efetivas e utilizar créditos pode reduzir significativamente a carga tributária, em especial quando o lucro contábil é proporcionalmente menor que as presunções do Lucro Presumido.
Desafios do Lucro Real
O regime exige:
contabilidade extremamente organizada;
controles avançados de estoque, custos, despesas e receitas;
equipe contábil e fiscal especializada;
rigor na entrega de obrigações acessórias;
preparo para auditorias e fiscalização mais intensas.
Por isso, o Lucro Real, na prática, é mais adequado a grandes operações, com estrutura administrativa robusta e apoio contábil de alto nível.
Comparando Simples x Presumido x Real para e-commerce
Para facilitar, vale organizar as características principais em uma visão comparativa conceitual:
Simples Nacional: ideal para empresas em fase inicial ou com faturamento menor, buscando simplicidade operacional. Carga tributária competitiva no início, mas com potencial de aumento conforme a empresa cresce.
Lucro Presumido: recomendado para e-commerces em crescimento, com boa margem e faturamento consistente. Tende a ser vantajoso quando a alíquota efetiva do Simples supera determinado patamar.
Lucro Real: indicado para grandes operações ou negócios com margens reduzidas e muitas despesas dedutíveis. Exige alta maturidade de gestão.
Em vez de tratar o regime tributário como algo “fixo para sempre”, o ideal é encarar essa escolha como uma decisão dinâmica. À medida que seu e-commerce cresce, muda de modelo (por exemplo, entra em novos marketplaces, começa a importar ou abre centros de distribuição em outros estados), pode fazer sentido revisar o regime e migrar de forma planejada.
É justamente aqui que o papel da contabilidade consultiva se torna essencial.
Erros comuns na escolha do regime tributário do e-commerce
Alguns problemas se repetem em muitos negócios online:
permanecer no Simples apenas por medo de complexidade, mesmo já pagando alíquotas altíssimas;
migrar para o Lucro Presumido sem simulações detalhadas;
acreditar que “todo e-commerce grande deve ir para o Real”, sem analisar dados concretos;
escolher CNAE de forma aleatória, sem alinhamento com o planejamento tributário;
comparar regimes olhando só para uma alíquota isolada, sem considerar encargos, ICMS, PIS/COFINS e ISS;
não revisar a tributação quando a loja muda de porte ou passa a vender em novos canais.
Esses erros consomem caixa, reduzem competitividade e, em muitos casos, travam o crescimento do negócio justamente quando ele está em fase de escala.
Reforma Tributária, IBS, CBS e Split Payment: o que muda para o e-commerce
A partir de 2026, a realidade tributária brasileira começa a mudar em direção ao chamado IVA Dual, formado por:
IBS – Imposto sobre Bens e Serviços, de competência compartilhada entre estados e municípios;
CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços, de competência federal.
Tanto o ICMS quanto o ISS, além de PIS e COFINS, serão gradualmente substituídos por esses novos tributos. Na prática, o e-commerce terá uma tributação mais unificada sobre o consumo, com regras padronizadas e foco na transparência.
Outro ponto extremamente relevante será o Split Payment. Com esse mecanismo, o imposto será retido automaticamente no momento da transação, antes do dinheiro chegar à conta da empresa. Isso significa:
fim do “pago depois” com relação a parte dos tributos;
menor espaço para erros de cálculo manual;
fiscalização ainda mais automatizada;
necessidade de adequação de sistemas e integrações.
O Simples Nacional permanecerá, mas com ajustes. Parte da carga de IBS e CBS pode ser tratada “por dentro” do DAS em alguns casos, enquanto outros modelos terão uma lógica híbrida, em que determinados tributos serão calculados fora do Simples.
Empresas que já tiverem contabilidade organizada e planejamento tributário ativo vão atravessar essa transição com bem menos dor de cabeça.
Como escolher, na prática, entre Simples, Lucro Presumido ou Real para sua loja virtual
Não existe resposta universal, mas é possível criar um roteiro prático:
Mapeie o faturamento atual e projetado. Leve em conta tanto o histórico quanto as expectativas realistas de crescimento.
Entenda a margem líquida do seu negócio. Não basta olhar para a margem bruta. Despesas com frete, logística, tráfego, comissões e estrutura consomem resultado.
Simule a carga tributária em cada regime. Compare não apenas alíquotas nominais, mas a tributação total, considerando IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ICMS e ISS.
Analise o impacto da burocracia. Avalie se sua empresa está preparada, em termos de processos, para suportar regimes mais complexos.
Considere as mudanças da Reforma Tributária. Decisões tomadas hoje precisam estar alinhadas ao cenário de 2026 em diante.
Converse com uma contabilidade especialista em e-commerce. Uma análise feita por quem conhece profundamente o setor traz insights que não aparecem em simulações genéricas.
A AEXO Contabilidade Digital atua exatamente nesse ponto: simula cenários, identifica o melhor regime para cada momento do negócio e acompanha a evolução tributária ao longo do tempo.
Por que a AEXO Contabilidade é a parceira ideal para o seu e-commerce
A AEXO não é apenas mais um escritório tradicional. Trata-se de uma contabilidade digital especializada em negócios online, com foco em tributação para e-commerce:
e-commerce próprio;
operações em marketplaces;
negócios híbridos (físico + online);
empresas que vendem para todo o Brasil;
lojas em expansão que querem reduzir impostos sem correr riscos.
Além do atendimento humanizado e consultivo, a AEXO:
analisa faturamento, margem e operação em detalhes;
simula, com números, a diferença entre Simples, Lucro Presumido e Lucro Real;
orienta sobre o melhor CNAE e regime para cada modelo de negócio;
cuida da emissão de notas fiscais;
oferece suporte em obrigações acessórias;
prepara sua empresa para as mudanças da Reforma Tributária;
ajuda a estruturar a gestão financeira, com relatórios claros e úteis.
A AEXO foi escolhida por grandes players do mercado digital e fintechs para produzir conteúdo e orientação técnica, o que demonstra a confiança e a autoridade construída no segmento.
Chegou a hora de pagar menos imposto e profissionalizar a tributação do seu e-commerce
Tributação para e-commerce é um tema indispensável para quem quer ter sucesso com a sua loja virtual. Se você leu até aqui, provavelmente sabe que o regime tributário não pode mais ser tratado como detalhe. Ele é um dos pilares da saúde financeira do seu e-commerce.
Talvez hoje sua loja esteja no Simples e já sinta o peso da alíquota. Pode ser que o negócio tenha crescido e você desconfie que o Lucro Presumido traria uma economia importante. Em alguns casos, o Lucro Real pode ser um caminho estratégico. Independentemente do cenário, a decisão precisa ser técnica, estruturada e acompanhada por quem entende profundamente de e-commerce e tributos.
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
Abrir um CNPJ para loja virtual deixou de ser apenas um requisito burocrático e se tornou um diferencial competitivo. O comércio digital cresceu de forma acelerada nos últimos anos e, por consequência, as exigências fiscais, tributárias e legais aumentaram significativamente. O empreendedor que começa sem estrutura costuma enfrentar problemas que vão muito além da falta de formalização, como penalidades da Receita Federal, perda de acesso a marketplaces e restrições bancárias.
Neste guia definitivo, você vai entender como abrir CNPJ para loja virtual da forma correta, quais atividades escolher, quanto custa, como funciona a tributação e como se preparar para a Reforma Tributária 2026, que muda tudo para quem vende online.
A AEXO Contabilidade, referência nacional em contabilidade para e-commerce, preparou um conteúdo técnico, profundo e totalmente atualizado para que você abra sua empresa com segurança e pague o menor imposto possível.
Por que abrir CNPJ para vender online?
Embora muitos empreendedores iniciem suas operações como pessoas físicas, rapidamente percebem que a informalidade limita o crescimento. Quando uma loja virtual funciona sem CNPJ, surgem barreiras como:
restrições para abrir contas PJ e obter maquininhas com taxas melhores;
impedimento para contratar funcionários;
falta de acesso a crédito empresarial;
risco de ser enquadrado como atividade econômica irregular, gerando multas e fiscalização;
pagamento de imposto maior como pessoa física.
Além disso, dados de marketplaces e gateways de pagamento são enviados diretamente à Receita Federal. A monetização digital deixou de ser invisível, e a formalização passou a ser obrigatória para quem deseja crescer.
Vantagens de ter um CNPJ para loja virtual
A formalização traz benefícios imediatos:
🔹 1. Aumento do limite de faturamento
Com CNPJ, a empresa pode faturar muito mais sem pagar imposto excessivo.
🔹 2. Tributação mais inteligente
No Simples Nacional, a loja virtual paga imposto sobre a receita bruta, com alíquotas menores que as de pessoa física.
🔹 3. Liberdade para emitir nota fiscal
A emissão de NF é essencial para marketplaces, fornecedores e clientes corporativos.
🔹 4. Acesso a fornecedores melhores
Distribuidores e fabricantes exigem CNPJ para vender produtos com preços competitivos.
🔹 5. Credibilidade e confiança
O consumidor confia mais em lojas legalizadas.
🔹 6. Possibilidade de contratar funcionários
A empresa passa a ter estrutura profissional para crescer com segurança.
🔹 7. Proteção jurídica
A pessoa física não responde mais diretamente pelas dívidas do negócio (no caso de LTDA).
Passo a passo: como abrir CNPJ para loja virtual
A formalização depende de algumas etapas importantes que precisam estar alinhadas com o planejamento do negócio.
A seguir, você verá como abrir sua empresa da forma correta, evitando erros que podem gerar impostos altos ou travar sua operação.
Definição do Tipo de Empresa
Antes de abrir o CNPJ, é necessário definir o porte empresarial.
As opções mais comuns são:
🟩 MEI – Microempreendedor Individual
O MEI é a forma mais simples e barata de começar. No entanto, não é adequada para todos os tipos de loja virtual.
Limitações do MEI para lojas virtuais:
limite de faturamento anual de R$ 81.000
não pode ter sócio
não emite nota fiscal de importação
não pode vender produtos proibidos na lista do MEI
não atende a requisitos de marketplaces maiores
Mesmo assim, para quem está começando e vende pouco, pode ser uma porta de entrada.
🟧 ME — Microempresa ou EPP – Empresa de Pequeno Porte
A ME pode faturar até R$ 360 mil ao ano. É o modelo ideal para quem planeja crescer, vender em marketplaces ou operar com estoque.
🟥 LTDA, Empresário Individual (EI) ou Sociedade Limita Unipessoal
Para lojas virtuais que têm mais de um sócio, a sociedade limitada (LTDA) é a melhor escolha. Ela traz:
proteção patrimonial;
divisão clara de responsabilidades;
segurança jurídica sólida;
flexibilidade tributária.
Empresas EI não oferecem a mesma proteção ao patrimônio pessoal. A melhor opção para quem quer empreender sozinho é abrir uma SLU.
Escolha do CNAE correto para lojas virtuais
Este é um dos pontos mais importantes. Um CNAE incorreto pode:
aumentar a tributação;
impedir entrada em marketplaces;
gerar desenquadramento do Simples Nacional;
limitar atividades futuras.
Os CNAEs mais utilizados por lojas virtuais de roupas e acessórios é:
Principal (necessário):
📌 CNAE 4781-4/00 – Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios.
Compreende:
– Comércio varejista de artigos do vestuário novos de qualquer material, tais como: vestidos, blusas, calças, roupas íntimas, uniformes escolares e similares – Comércio varejista de acessórios e complementos do vestuário de qualquer material – gravatas, cintos, lenços, meias, sombrinha e guarda-chuvas, chapéus, luvas e similares
A AEXO Contabilidade define exatamente quais CNAEs reduzem seu imposto e garantem mais flexibilidade.
Escolha do regime tributário ideal
Essa decisão é determinante para pagar menos impostos.
Os três regimes possíveis:
📘 Simples Nacional
O Simples Nacional é o regime tributário mais utilizado por lojas virtuais, com alíquotas reduzidas e cálculo simplificado. A empresa paga tudo em uma única guia (DAS).
Vantagens:
imposto unificado;
menor burocracia;
enquadramento automático para empresas até R$ 4,8 milhões.
Desvantagem:
alíquotas podem subir conforme o faturamento;
substituição tributária de ICMS pode aumentar custos.
📙 Lucro Presumido
O Lucro Presumido é indicado para e-commerces maiores com margens altas.
Vantagens:
alíquota fixa
previsibilidade
possibilidade de crédito de PIS/COFINS em alguns casos
Desvantagens:
apuração mais complexa
obrigação de contabilidade completa
📗 Lucro Real
O Lucro Real é indicado apenas para operações muito grandes ou com margens baixas.
Exige auditoria contábil detalhada.
A AEXO realiza simulação completa para identificar o melhor regime para sua loja virtual.
Emissão de notas fiscais no e-commerce
A emissão correta da nota fiscal é indispensável para lojas virtuais. Existem três modalidades comuns:
NF-e para produtos físicos
NFC-e (em alguns estados)
Nota de remessa (envio de estoque)
Nota de devolução (cancelamentos ou trocas)
A forma de tributação muda com:
endereço do cliente
regime tributário
origem do produto
uso de marketplace
volume de vendas
A AEXO integra a contabilidade com sua plataforma para que a emissão seja automática sempre que possível.
Inscrição Estadual: é obrigatória?
A maioria das lojas virtuais precisa de Inscrição Estadual porque comercializa produtos físicos sujeitos a ICMS.
Sem ela, não é possível:
emitir nota fiscal de produto
vender via Shopee, Mercado Livre, Magalu etc.
participar de operações interestaduais
evitar multas e bloqueios da SEFAZ
A única exceção são empresas que vendem serviços ou produtos que não são tributados pelo ICMS.
Como funciona a tributação em marketplaces
Quando a loja vende através de marketplaces, surgem elementos específicos como:
comissões (10% a 25%)
taxas de frete
antecipação
recebimento por ciclo
split de pagamentos
responsabilidade pelo imposto (ST, substituição tributária)
retenção de taxas específicas
Além disso, alguns marketplaces cobram partes do imposto de ICMS automaticamente, dependendo do estado.
Com o Split Payment o imposto será retido automaticamente na venda, impossibilitando atraso ou inadimplência fiscal.
🟩 Fim de complexidades interestaduais
DIFAL, ST e guerra fiscal deixarão de existir gradualmente.
🟨 Risco para lojas que não emitem nota
Como o pagamento do imposto será automático, vendas sem NF serão bloqueadas ou denunciadas.
A AEXO já prepara seus clientes para essa transição.
Como a AEXO Contabilidade ajuda lojas virtuais
A AEXO oferece um modelo completo, especializado e integrado para e-commerce:
abertura do CNPJ
escolha do CNAE ideal
cálculo de impostos
emissão de notas
orientação tributária
regularização de marketplaces
consultoria para redução de impostos
suporte via WhatsApp
planejamento tributário estratégico
acompanhamento mensal completo
É a contabilidade que realmente entende o varejo digital.
🚀AEXO – A Sua Contabilidade!
Se você deseja abrir sua loja virtual de forma segura, pagando o menor imposto possível e se preparando para a nova Reforma Tributária, a AEXO é a parceira ideal para o seu crescimento.
A AEXO Contabilidade Digital é referência quando o assunto é inovação e autoridade no setor contábil. Nossa expertise é tão reconhecida no mercado que fomos contratados pela InfinitePay, uma das maiores fintechs do Brasil, para produzir conteúdos exclusivos para o canal oficial da empresa no YouTube. Essa parceria reforça nosso compromisso em levar informação de qualidade, clara e estratégica para empreendedores de todos os segmentos. Você pode conferir um dos vídeos abaixo:
Como Abrir CNPJ para Loja Virtual: Guia Completo!
Escrito por:
Andrius Dourado
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
Contabilidade para e-commerce: Gerenciar um e-commerce envolve muito mais do que vender produtos pela internet. O setor cresce de forma acelerada no Brasil, mas o número de empreendedores que enfrentam problemas fiscais, multas e inconsistências tributárias também aumenta. Um dos motivos é simples: muitos lojistas digitais ignoram a importância de uma contabilidade especializada.
Além de ser uma exigência legal, a contabilidade se tornou um diferencial competitivo para lojas virtuais. Empresas que controlam corretamente suas finanças pagam menos impostos, evitam riscos e aproveitam oportunidades que passam despercebidas por quem tenta operar “no escuro”.
Neste guia completo, você vai entender tudo sobre contabilidade para e-commerce, desde a escolha do regime tributário até a emissão de notas fiscais, gestão fiscal, obrigações acessórias e como se preparar para a Reforma Tributária que começa a impactar o mercado a partir de 2026.
Ao final do artigo, você vai descobrir como a AEXO Contabilidade Digital pode ajudar seu e-commerce a pagar menos impostos, crescer com segurança e se manter à frente da concorrência.
Por que o e-commerce exige uma contabilidade especializada?
A estrutura tributária de lojas virtuais é completamente diferente de negócios físicos tradicionais. Além da venda digital, existe circulação de mercadorias, emissão de notas, gateways de pagamento, antecipação de recebíveis, marketplace retendo comissões e outras particularidades operacionais que mudam a forma como a contabilidade deve ser feita.
A complexidade do e-commerce aumenta conforme o negócio cresce, especialmente quando há:
uso de marketplaces como Mercado Livre, Amazon e Shopee
importação de produtos
logística terceirizada (fulfillment)
vendas interestaduais
múltiplos meios de pagamento
operações com dropshipping
emissão de notas para cada pedido
Cada um desses elementos muda a forma como os impostos são calculados e como o e-commerce deve se estruturar.
Uma contabilidade tradicional, que não entende as especificidades digitais, raramente consegue entregar clareza financeira e, pior ainda, pode gerar erros que se transformam em multas pesadas.
A contabilidade certa reduz custos, aumenta o lucro e protege o e-commerce
Quando o empresário entende como sua empresa realmente funciona financeiramente, ele toma decisões mais inteligentes. E isso é crucial no setor digital, que se caracteriza por margens apertadas e custos variáveis (frete, anúncios, embalagens, plataformas e comissões).
Uma boa gestão contábil permite:
pagar menos impostos de forma legal
reduzir custos operacionais
identificar produtos mais lucrativos
prever sazonalidade
eliminar gargalos financeiros
entender fluxo de caixa real
organizar estoque e CMV (Custo de Mercadoria Vendida)
evitar problemas com marketplace e Receita Federal
Por isso, quem tem um e-commerce precisa de um contador que fale a mesma língua que o negócio. E é exatamente isso que a AEXO Contabilidade Digital entrega.
O que muda no e-commerce a partir de 2026 com a Reforma Tributária
A Reforma Tributária é uma das maiores transformações fiscais já feitas no Brasil. E o e-commerce está no centro dessa mudança. A transição entre o sistema atual e o novo modelo começa em 2026 e só será concluída em 2033, mas os ajustes precisam começar agora.
Os principais impactos para lojas virtuais incluem:
1. Criação do IVA Dual (IBS + CBS)
O e-commerce passará a pagar impostos unificados, substituindo ICMS, PIS, COFINS e ISS; através do IVA DUAL.
2. Fim da guerra fiscal entre estados
Vendas interestaduais ficarão mais simples, porém ajustadas por um novo sistema.
3. Regra de destino
O imposto será recolhido no estado do consumidor final.
4. Maior rastreabilidade fiscal
Nota fiscal, meios de pagamento e movimentações financeiras estarão totalmente integradas.
5. Split Payment obrigatório
O imposto será descontado automaticamente na transação antes mesmo de o lojista receber a venda.
E isso, sem dúvida, muda completamente a dinâmica tributária do e-commerce. Entenda tudo sobre o Split Payment clicando aqui.
Como funciona a tributação para e-commerce no Brasil (explicação completa e atualizada)
O e-commerce possui uma das tributações mais específicas do país. Isso acontece porque as vendas envolvem circulação de mercadorias, logística interestadual, plataformas digitais e repasses financeiros feitos por intermediadores. Cada detalhe interfere diretamente no cálculo dos impostos.
Para um e-commerce operar corretamente, o empreendedor precisa compreender três pilares fundamentais:
Modelo de negócio (loja própria, marketplace, dropshipping etc.)
Tributação aplicável (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real)
Origem e destino das mercadorias (mesmo estado ou interestadual)
Esses fatores determinam como a empresa pagará impostos e qual regime será o mais vantajoso financeiramente.
A seguir, você entenderá como cada etapa impacta na tributação.
Seu modelo de e-commerce determina seus impostos
O tipo de operação interfere diretamente nas obrigações fiscais. Veja algumas diferenças importantes.
E-commerce tradicional (venda de estoque próprio)
A empresa compra mercadorias, armazena e envia ao cliente. Nesse caso, incidem:
ICMS (imposto estadual sobre circulação de mercadorias)
PIS/COFINS (impostos federais sobre receita)
ISS somente se houver serviços complementares, como montagem ou instalação
DAS, se estiver no Simples Nacional
O estoque precisa ser contabilizado mensalmente, assim como o CMV (Custo de Mercadoria Vendida), fundamental para apurar lucro real.
Muitos lojistas cometem o erro de declarar o valor líquido recebido do marketplace. Isso causa divergências graves na Receita Federal e gera malha fina digital.
Dropshipping nacional
A loja vende, mas quem envia é o fornecedor brasileiro.
Nesse caso:
a nota fiscal deve ser emitida pela loja que vendeu
há incidência de ICMS normalmente
a contabilidade registra CMV conforme contrato com fornecedor
Dropshipping internacional
É a operação fiscal mais arriscada. Sem contabilidade adequada, a empresa fica sujeita a:
apreensão de mercadorias
multa por intermediação irregular
tributação retroativa
A legislação brasileira exige comprovação fiscal de origem. Por isso, quem trabalha com dropshipping precisa de uma contabilidade experiente no digital.
A AEXO Contabilidade tem uma equipe especializada em modelos híbridos e multicanais.
Regimes Tributários para e-commerce: qual é o melhor?
O regime tributário é o coração da estratégia fiscal de qualquer e-commerce. A escolha certa reduz drasticamente os impostos. A errada aumenta custos e prejudica o lucro líquido.
A seguir, veja como cada regime funciona na prática.
Simples Nacional para e-commerce | Contabilidade para e-commerce
É o regime mais usado por lojas virtuais iniciantes. Ele unifica diversos impostos em uma única guia (DAS), porém exige atenção especial ao Anexo I, que possui alíquotas progressivas.
No e-commerce, a alíquota costuma variar entre 4% e 19%, dependendo:
do faturamento dos últimos 12 meses
do fator redutor do ICMS
da faixa do Anexo I
Apesar de parecer simples, o Simples Nacional pode se tornar caro quando:
o faturamento supera R$ 50.000 por mês
há muitos custos com logística
margens são reduzidas
vendas são majoritariamente interestaduais
Lojas com faturamento crescente tendem a migrar para o Lucro Presumido.
Lucro Presumido para e-commerce | Contabilidade para e-commerce
Nesse regime, presume-se um lucro sobre o faturamento. Para comércio, a presunção é de 8% para IRPJ e 12% para CSLL.
O e-commerce paga:
ICMS
PIS/COFINS (alíquota aproximada de 3,65%)
IRPJ/CSLL sobre base presumida
Para lojas com margem real acima de 20% ou faturamento mensal acima de R$ 150 mil, o Lucro Presumido costuma ser financeiramente mais vantajoso que o Simples Nacional.
Lucro Real para e-commerce | Contabilidade para e-commerce
É o regime mais complexo, porém o mais elegante para e-commerces que:
importam produtos
possuem margens muito variáveis
investem pesado em estrutura
faturam mais de R$ 78 milhões
trabalham com produtos de baixa margem
precisam aproveitar créditos fiscais (PIS/COFINS)
No Lucro Real, os impostos são calculados sobre o lucro líquido contábil, permitindo otimização tributária inteligente.
ICMS no e-commerce: interestadual, DIFAL e substituição tributária
O ICMS é o imposto que mais confunde quem vende pela internet. Isso ocorre porque cada estado possui regras próprias, alíquotas diferentes e obrigações acessórias exclusivas.
Quando a venda é interestadual, o cenário fica ainda mais complexo.
🔸 Vendas dentro do mesmo estado | Contabilidade para e-commerce
O e-commerce paga ICMS pela alíquota interna estadual.
🔸 Vendas para outros estados | Contabilidade para e-commerce
Entra em cena:
ICMS interestadual
DIFAL (Diferença de Alíquota)
Regra de destino para consumidor final
Com a Reforma Tributária, boa parte disso será substituída pelo IBS, simplificando tudo, mas apenas após o período de transição.
Emissão de Nota Fiscal no e-commerce
Toda venda online exige emissão de nota fiscal eletrônica (NF-e). Mesmo nos marketplaces, o vendedor é o responsável pela emissão.
Existem três modelos que podem ser exigidos:
NF-e — Nota Fiscal de Produto
NFS-e — Nota Fiscal de Serviço
CT-e — Conhecimento de Transporte (quando aplicável)
A Receita Federal, marketplaces e gateways de pagamento cruzam informações automaticamente. Por isso, inconsistências geram notificações rápidas.
Na AEXO, todos os clientes recebem suporte para emissão fiscal correta.
Gestão Financeira no E-commerce: o que muda na contabilidade digital
O e-commerce exige uma gestão financeira mais precisa que negócios físicos tradicionais. Isso ocorre porque a operação digital envolve:
Sem uma organização financeira sólida, a empresa perde a capacidade de:
controlar fluxo de caixa
identificar produtos lucrativos
precificar corretamente
prever impostos
calcular margem real
tomar decisões estratégicas
A seguir, você entenderá os pilares essenciais dessa gestão financeira.
Controle de entradas — O dinheiro que realmente cai na conta | Contabilidade para e-commerce
No e-commerce, existe diferença entre:
Receita bruta (valor total da venda)
Receita líquida recebida (valor após comissões e taxas)
Repasse financeiro (quando o valor é efetivamente pago ao lojista)
A contabilidade trabalha com a receita bruta, pois é sobre ela que incidem os impostos. Muitos lojistas se confundem ao considerar apenas o valor líquido, o que cria inconsistências fiscais.
O ideal é integrar:
plataforma de vendas
sistema de gestão
conciliação de pagamentos
relatório contábil
Controle de custos — CMV, logística e fulfillment
O CMV (Custo de Mercadorias Vendidas) é o indicador mais importante para medir a lucratividade de um e-commerce. Ele considera:
custo de compra
frete de entrada
impostos de aquisição
embalagens
despesas de armazenagem
Além disso, gastos como:
logística de envio
processamento
SAC
fulfillment
precisam ser distribuídos corretamente no custo operacional.
É exatamente esse controle que evita prejuízos silenciosos.
Precificação estratégica — como calcular preço certo no e-commerce
Precificar produtos no e-commerce vai muito além de colocar margem sobre o custo. Uma boa estratégia leva em conta:
A contabilidade especializada ajuda a prever o preço ideal por produto, plataforma e volume de vendas.
Estoque, CMV e logística: como isso afeta seus impostos
O estoque é parte essencial da estrutura contábil e tributária de um e-commerce. Uma gestão inadequada gera:
divergências no livro-caixa
inconsistência entre compras e vendas
dificuldade para apurar lucro
fiscalização automática pelo Fisco
Além disso, o CMV determina:
lucro líquido
base de cálculo no Lucro Real
margem tributável
precificação
estratégias de expansão
Um estoque bem organizado reduz até 40% dos erros fiscais.
Riscos Fiscais no E-commerce: o que pode colocar sua empresa na mira da Receita
Por ser um setor totalmente digital, o e-commerce está entre os mercados mais monitorados. A Receita Federal e as SEFAZ estaduais cruzam dados diariamente de:
marketplaces
gateways de pagamento
bancos
transportadoras
emissão de nota fiscal
plataformas de ERP
O menor indício de inconsistência pode gerar:
notificações automáticas
cobrança de imposto retroativo
multas altas
bloqueio de emissão de notas
exclusão do Simples Nacional
fiscalização presencial
Os erros mais comuns incluem:
não emitir nota fiscal
declarar faturamento líquido em vez de bruto
não recolher DIFAL corretamente
usar CNAE incorreto
trabalhar com estoque desorganizado
declarar valores diferentes dos marketplaces
Por isso, e-commerces que crescem rápido precisam de uma contabilidade especializada.
A Reforma Tributária e o e-commerce em 2026: o que vai mudar
O varejo digital será um dos setores mais afetados pela Reforma Tributária. A transformação ocorrerá em quatro grandes áreas:
1. Fim do ICMS, PIS e COFINS
Eles serão substituídos por:
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) — gestão estadual
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — gestão federal
2. Redução da complexidade interestadual
O IBS elimina boa parte das regras estaduais de ICMS, como:
DIFAL
substituição tributária
alíquotas diferenciadas
benefícios unilaterais
Isso simplifica operações que hoje são extremamente burocráticas.
3. Split Payment obrigatório
O Split Payment significa que:
O imposto será cobrado automaticamente no momento do pagamento.
Isso acaba com:
inadimplência fiscal
divergência entre emissão e pagamento
cálculo manual de impostos
4. Fiscalização digital mais rígida
Com a automação total, o Fisco terá acesso:
ao valor da venda
ao meio de pagamento
ao destino
ao imposto recolhido automaticamente
Empresas sem conformidade fiscal serão identificadas imediatamente.
E-commerces que quiserem crescer precisam se preparar desde agora.
Como reduzir impostos no e-commerce de forma legal e estratégica | Contabilidade para e-commerce
Existem várias estratégias fiscais para e-commerce, como:
escolha correta do regime tributário
CNAEs específicos para reduzir alíquotas
descontos de ICMS por crédito acumulado
revisão de períodos anteriores (recuperação de crédito)
redução de PIS/COFINS por insumos
incentivos estaduais
mudança do local de operação
blindagem societária
planejamento tributário personalizado
A AEXO Contabilidade é especialista justamente nisso: reduzir custos fiscais e aumentar o lucro líquido das lojas virtuais.
Como a AEXO Contabilidade ajuda e-commerces a crescerem de forma organizada
Você não precisa lidar com tributação, emissão de nota, Simples, ICMS, DIFAL, marketplaces, split payment e reforma tributária sozinho.
A AEXO oferece:
abertura completa da empresa
escolha do melhor regime tributário
gestão fiscal completa
cálculo de impostos automatizado
emissão de notas
integração com marketplaces
folha de pagamento
planejamento tributário
redução de impostos
consultoria estratégica 1:1
suporte premium no WhatsApp
A AEXO é referência nacional em contabilidade para e-commerce, infoprodutores e negócios digitais.
🟦 AEXO – A sua Contabilidade | Contabilidade para e-commerce
👉 Quer pagar menos impostos e fazer seu e-commerce crescer com segurança? A AEXO Contabilidade é especialista em empresas digitais e pode cuidar de tudo para você.
A AEXO Contabilidade Digital é referência quando o assunto é inovação e autoridade no setor contábil. Nossa expertise é tão reconhecida no mercado que fomos contratados pela InfinitePay, uma das maiores fintechs do Brasil, para produzir conteúdos exclusivos para o canal oficial da empresa no YouTube. Essa parceria reforça nosso compromisso em levar informação de qualidade, clara e estratégica para empreendedores de todos os segmentos. Você pode conferir um dos vídeos abaixo:
Escrito por:
Andrius Dourado
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
A Reforma Tributária de 2026 trouxe uma das maiores mudanças já vistas na forma como os impostos serão cobrados no Brasil. Entre todas as novidades, uma se destaca por transformar completamente a relação entre empresas, consumidores, meios de pagamento e governo: o Split Payment.
Apesar de ser pouco comentado pela mídia geral, o Split Payment é considerado pelos especialistas a “peça secreta” da reforma. Ele promete reduzir fraudes fiscais, acabar com a sonegação estruturada e transformar radicalmente a maneira como as empresas recolhem seus tributos.
Este artigo foi desenvolvido com profundidade técnica, mas com linguagem acessível, para que empresários, gestores, contadores e consultores entendam exatamente como essa mudança afetará o mercado brasileiro.
Introdução: o que é o Split Payment e por que ele é tão importante?
O Split Payment, na prática, é um mecanismo automatizado que divide o pagamento realizado por um consumidor em dois fluxos distintos:
uma parte vai direto para o caixa da empresa (receita líquida),
outra parte é enviada automaticamente para o governo, representando a tributação daquela operação.
Essa divisão ocorre no exato momento do pagamento — seja cartão, Pix, boleto, carteira digital ou qualquer outro meio. Nenhuma ação adicional da empresa será necessária para calcular, gerar guia ou pagar tributos sobre aquela venda. Quando o consumidor paga, a tributação é capturada na origem.
O objetivo principal é impedir que empresas deixem de recolher o imposto devido, eliminando completamente a etapa de “confiar que o empresário vai pagar depois”, como ocorre hoje. Além disso, o governo passa a receber os tributos em tempo real, reduzindo inadimplência, sonegação e litígios.
Esse modelo é inspirado em práticas utilizadas em países europeus e faz parte da onda global de digitalização dos sistemas tributários.
Existem razões claras pelas quais o Split Payment se tornou prioridade dentro da Reforma Tributária:
1. Reduzir a sonegação fiscal estrutural
Estudos do governo apontam que mais de R$ 600 bilhões deixam de ser arrecadados anualmente por conta de fraudes, empresas de fachada, inconsistências e erros operacionais. O Split Payment promete “fechar essa torneira”.
2. Modernizar o sistema tributário
Com a criação do IBS e CBS (IVA Dual), tornou-se necessária uma forma mais eficiente de arrecadação, especialmente para o ICMS e ISS, historicamente complexos e fragmentados.
3. Simplificar a rotina empresarial
Embora pareça trazer mais controle, o modelo tende a diminuir tarefas como:
emissão de guias,
conferência de notas fiscais,
cálculos manuais,
acompanhamento de vencimentos,
risco de multa por atraso.
4. Tornar operações mais transparentes
Com o imposto recolhido automaticamente, haverá maior segurança jurídica e menor margem para divergências entre empresas e o fisco.
O funcionamento do Split Payment dependerá do tipo de operação e da forma de pagamento utilizada. No entanto, a lógica geral será sempre a mesma: antes do dinheiro chegar à empresa, o sistema separa a parte do tributo e a envia ao governo.
Para compreender melhor, veja um exemplo prático.
Exemplo prático realista
Imagine que uma empresa venda um produto por R$ 1.000,00.
Hoje, o fluxo é assim:
O cliente paga R$ 1.000,00.
A empresa recebe o valor cheio.
No fim do mês, ela calcula o imposto devido e paga via guia.
Com o Split Payment, o fluxo será completamente diferente:
O cliente paga R$ 1.000,00.
O sistema calcula automaticamente a tributação do IVA (IBS + CBS).
Se o imposto daquela operação for de 28%, por exemplo, o governo recebe R$ 280,00 instantaneamente.
A empresa recebe R$ 720,00, já líquido de tributos.
O cálculo ocorre:
sem intervenção humana,
sem risco de erro,
sem atraso,
sem guia manual.
Por isso, muitos especialistas afirmam que o Split Payment é a “maior mudança operacional dos últimos 20 anos”.
Quem fará o cálculo do Split Payment?
O cálculo não será responsabilidade da empresa. Ele será feito automaticamente por:
instituições financeiras,
adquirentes de cartão,
plataformas de pagamento,
fintechs,
bancos digitais,
Pix,
sistemas de cobrança autorizados pelo governo.
Essas instituições serão obrigadas a seguir regras estabelecidas pelo Comitê Gestor do IBS / CBS e pela Receita Federal, que definirá bases de cálculo, alíquotas e exceções.
Split Payment e o Pix: um casamento inevitável
O Brasil já possui um dos sistemas de pagamentos instantâneos mais eficientes do mundo: o Pix. Segundo o Banco Central, ele é utilizado por mais de 150 milhões de pessoas e movimenta volumes superiores aos cartões de crédito.
Com o Split Payment, o Pix ganhará novas funcionalidades, como:
divisão instantânea do valor pago,
envio automático ao governo da parte tributária,
rastreamento total da operação.
É exatamente por isso que muitos economistas dizem que o Pix foi o “primeiro passo” para implantação do Split Payment.
Sim. Assim que a Reforma Tributária estiver completamente implementada, o Split Payment será obrigatório para praticamente todas as operações sujeitas à cobrança do IVA Dual (IBS e CBS).
Isso significa que:
comércios físicos,
lojas online,
prestadores de serviços,
plataformas,
marketplaces,
profissionais autônomos com CNPJ,
todos passarão a utilizar o mecanismo de recolhimento automático.
O Split Payment vale para o Simples Nacional?
O Simples Nacional continuará existindo, mas sofrerá adaptações importantes.
Como fica o Simples Nacional no Split Payment?
Empresas do Simples poderão continuar pagando o DAS unificado,
porém certas atividades terão parte dos impostos recolhidas no Split Payment automaticamente.
Isso dará origem a dois modelos:
✔️ Simples por Dentro (IBS/CBS dentro do DAS)
O imposto unificado continua como é hoje.
✔️ Simples Híbrido (IBS/CBS por Fora do DAS)
O DAS permanece, mas parte do IVA será recolhida na transação via Split Payment.
A definição ficará a cargo do Comitê Gestor do IBS e CBS.
Essa será uma das maiores mudanças da história do Simples.
Split Payment será obrigatório para MEI?
Sim, mas de forma simplificada. Sempre que um MEI emitir nota fiscal com tributação de IBS ou CBS, o imposto será retido automaticamente pela plataforma de pagamento. O MEI não precisará fazer cálculos.
Quais são as vantagens do Split Payment para pequenas empresas?
Apesar do controle maior, vários benefícios foram projetados:
1. Adeus guias e vencimentos complicados
O empreendedor não precisará mais se preocupar com datas, cálculos e multas por atraso.
2. Diminuição de erros humanos
Hoje, grande parte das autuações ocorre por falhas simples. Isso deixará de ser problema.
3. Simplificação contábil
Com impostos recolhidos automaticamente, a contabilidade poderá trabalhar focada em planejamento tributário, não em tarefas repetitivas.
4. Menor inadimplência tributária
O sistema reduz drasticamente riscos fiscais.
E quais são as desvantagens do Split Payment?
1. Menor fluxo de caixa imediato
Empresas que utilizam o dinheiro dos impostos para financiar operações sentirão impacto imediato.
2. Possível necessidade de reorganização financeira
Com menos capital de giro disponível, algumas empresas precisarão rever preços e margens.
3. Ajustes tecnológicos obrigatórios
Softwares, ERPs e plataformas precisarão se adequar ao novo modelo.
Split Payment vai acabar com a sonegação?
A sonegação tradicional não acabará totalmente, mas a sonegação estruturada, que envolve empresas de fachada, triangulações e créditos frios, será drasticamente reduzida.
Segundo especialistas, o Split Payment:
limita fraudes,
reduz brechas,
aumenta a rastreabilidade,
impede o não pagamento do IVA.
O Brasil passará a ter um sistema mais seguro, com menor concorrência desleal.
Como o Split Payment afeta marketplaces e plataformas digitais?
Essa será uma das áreas mais impactadas.
Marketplaces atuarão como “responsáveis tributários”
Eles serão obrigados a:
realizar o cálculo do imposto,
reter o valor devido,
enviar a parte da empresa,
entregar ao governo a parcela tributária.
Essa mudança afetará Hotmart, Shopee, Mercado Livre, Amazon, iFood, Rappi e dezenas de outras plataformas.
As empresas precisarão adaptar seus modelos de repasse.
Impactos do Split Payment por setor
Comércio varejista
Varejistas sentirão impacto no fluxo de caixa e na necessidade de readequação de preços.
Prestadores de serviço
Serviços devem se adaptar rapidamente, mas se beneficiarão da simplificação operacional.
Indústria
Indústrias lidam com créditos e débitos de IVA, então o Split Payment garantirá maior segurança no sistema de créditos.
Economia digital
Será um dos setores com mais mudanças, especialmente no repasse automático de impostos.
FAQ — Perguntas Frequentes
1. O Split Payment é obrigatório?
Sim. Entrará em vigor gradualmente a partir de 2027.
2. A empresa pode recusar pagamentos sujeitos ao Split Payment?
Não. O sistema será centralizado via instituições financeiras.
3. O imposto será calculado sobre a Nota Fiscal?
Não. Será calculado sobre a transação bancária.
4. O Split Payment acaba com a nota fiscal?
Não. Ela continua sendo obrigação acessória.
5. A alíquota de 28% é definitiva?
Não, mas é a estimativa atual do governo.
6. PIX será afetado?
Sim. Será necessário informar a natureza da transação.
7. Empresas do Simples serão impactadas?
Sim. Apesar de regras específicas ainda em definição.
8. Vou receber menos no caixa?
Sim. O líquido passa a ser creditado já descontado.
9. Posso ser autuado se identificar errado a operação?
Sim. Erros de classificação podem gerar penalidades.
É o mecanismo que divide automaticamente o pagamento realizado por um cliente, enviando parte à empresa e parte ao governo como imposto.
O Split Payment será obrigatório?
Sim. Todos os contribuintes sujeitos ao IBS e CBS utilizarão o modelo.
O Split Payment vale para o Simples Nacional?
Sim, mas com variações: algumas atividades recolherão IVA por dentro do DAS e outras terão recolhimento automático.
O Split Payment reduz sonegação?
Sim. Ele impede fraudes estruturadas e aumenta o controle fiscal.
O MEI será afetado?
Sim, porém de modo simplificado, com recolhimento automático nas vendas com nota.
Conclusão: o Split Payment é o maior divisor de águas da Reforma Tributária
O Split Payment representa a digitalização completa da cobrança de tributos no Brasil. Ele mudará profundamente a rotina das empresas, mas também simplificará processos e trará mais segurança jurídica. Negócios que se prepararem desde já terão grandes vantagens competitivas.
Nesse cenário, contar com uma contabilidade especializada é absolutamente essencial — e a AEXO Contabilidade está pronta para ajudar empreendedores, lojistas e empresas digitais a entender, aplicar e se beneficiar da Reforma Tributária.
Fale com a AEXO Contabilidade e prepare sua empresa para a reforma tributária
A AEXO Contabilidade Digital é referência nacional em negócios digitais, reforma tributária, planejamento fiscal e automação empresarial. Se você quer pagar menos impostos, evitar riscos fiscais e estruturar sua empresa para o novo cenário do Split Payment, fale conosco agora.
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!