Introdução
O Simples Nacional não será extinto pela Reforma Tributária, mas passará por uma das mudanças mais relevantes desde sua criação. Com a implementação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), surge o chamado Simples Nacional Híbrido, um modelo que exige decisões estratégicas por parte das empresas optantes.
Na prática, o Simples deixa de ser apenas um regime “simplificado” e passa a oferecer duas formas distintas de recolhimento dos novos tributos, cada uma com impactos diretos sobre competitividade, precificação, geração de crédito tributário e relacionamento com clientes.
Entender como funcionará o Simples Nacional Híbrido é fundamental, especialmente para empresas que vendem para outras empresas (B2B) ou que atuam em cadeias produtivas mais complexas.

O que é o Simples Nacional Híbrido
O Simples Nacional Híbrido é a possibilidade de a empresa optante pelo Simples escolher como recolher o IBS e a CBS, após a implementação da Reforma Tributária.
Essa escolha ocorrerá entre duas opções:
Cada alternativa possui efeitos práticos muito diferentes.
Opção 1: IBS e CBS recolhidos dentro do DAS
Nessa modalidade, o funcionamento se assemelha ao modelo atual do Simples Nacional.
Principais características
- IBS e CBS integrados ao DAS
- Apuração simplificada
- Menor complexidade operacional
- Não gera crédito tributário para o cliente
Essa opção tende a ser mais adequada para empresas que vendem majoritariamente para pessoas físicas (B2C), nas quais o crédito tributário não é um fator relevante na decisão de compra.
Opção 2: IBS e CBS recolhidos fora do DAS
Aqui está o ponto mais estratégico do Simples Nacional Híbrido.
Principais características
- IBS e CBS recolhidos separadamente
- Maior complexidade operacional
- Geração de crédito tributário para o cliente
- Maior aderência ao modelo de IVA
Essa opção será decisiva para empresas que atuam no B2B, pois permite que seus clientes aproveitem créditos de IBS e CBS, mantendo a competitividade frente a empresas fora do Simples.
Por que o Simples Nacional Híbrido muda a lógica do regime
Historicamente, o Simples Nacional sempre foi visto como um regime vantajoso por reduzir burocracia. Com a Reforma Tributária, a simplicidade deixa de ser o único critério, e a competitividade passa a ser central.
Empresas do Simples que vendem para outras empresas podem perder contratos se não gerarem crédito tributário. Nesse contexto, o Simples Híbrido surge como uma forma de evitar exclusão do mercado B2B.
Impactos financeiros do Simples Nacional Híbrido
Competitividade no mercado B2B
Empresas que não gerarem crédito podem:
- perder espaço para concorrentes fora do Simples
- sofrer pressão por redução de preços
- ter margens comprimidas
Impacto na formação de preços
A escolha do modelo influencia diretamente:
- preço final
- margem de lucro
- poder de negociação
Empresas precisarão recalcular preços considerando o crédito que o cliente poderá ou não aproveitar.
Aumento da necessidade de controle fiscal
Optar pelo recolhimento fora do DAS exige:
- sistemas fiscais mais robustos
- controle de créditos e débitos
- acompanhamento contábil constante
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Quando o Simples Nacional Híbrido vale a pena
O modelo híbrido tende a ser vantajoso quando a empresa:
- vende predominantemente para outras empresas (B2B)
- atua em cadeias produtivas
- fornece serviços ou produtos recorrentes
- precisa manter competitividade em licitações ou contratos corporativos
- possui estrutura contábil minimamente organizada
Por outro lado, empresas B2C puras podem se beneficiar mais da simplicidade do recolhimento dentro do DAS.
Riscos de escolher o modelo errado
A escolha inadequada pode gerar:
- perda de competitividade
- aumento indireto da carga tributária
- dificuldade de negociação com clientes
- retrabalho operacional
- impacto negativo no fluxo de caixa
Por isso, a decisão não deve ser automática.
FAQ — Perguntas Frequentes sobre o Simples Nacional Híbrido
1. O que é o Simples Nacional Híbrido?
O Simples Nacional Híbrido é o modelo criado pela Reforma Tributária que permite às empresas optantes pelo Simples escolherem como recolher o IBS e a CBS: dentro do DAS ou fora do DAS, conforme sua estratégia de negócio.
2. O Simples Nacional vai acabar com a Reforma Tributária?
Não. O Simples Nacional será mantido, porém adaptado ao novo sistema tributário, passando a operar com opções de recolhimento híbridas para IBS e CBS.
3. O que muda no Simples Nacional com a criação do IBS e da CBS?
A principal mudança é que o IBS e a CBS poderão ser recolhidos de forma separada do DAS, permitindo a geração de crédito tributário para os clientes, algo que hoje não ocorre no Simples tradicional.
4. Qual a diferença entre recolher IBS/CBS dentro ou fora do DAS?
Dentro do DAS, o recolhimento é mais simples, mas não gera crédito para o cliente. Fora do DAS, o recolhimento é separado, mais complexo, porém permite que o cliente aproveite créditos tributários.
5. Empresas do Simples serão obrigadas a recolher IBS e CBS fora do DAS?
Não. A escolha será opcional, devendo ser feita com base no perfil dos clientes, no tipo de operação e na estratégia de competitividade da empresa.
6. O Simples Nacional Híbrido é vantajoso para empresas B2B?
Sim. Empresas que vendem para outras empresas tendem a se beneficiar do modelo híbrido fora do DAS, pois seus clientes poderão aproveitar créditos de IBS e CBS.
7. Empresas que vendem para pessoa física precisam optar pelo modelo híbrido?
Em geral, não. Empresas B2C costumam se beneficiar mais da simplicidade do recolhimento dentro do DAS, já que o cliente final não aproveita crédito tributário.
8. O Simples Nacional Híbrido aumenta a carga tributária?
Não necessariamente. O impacto depende da forma de recolhimento escolhida, do setor de atuação e do nível de planejamento tributário realizado.
9. O Simples Nacional Híbrido exige mudanças nos sistemas e ERPs?
Sim. Especialmente para quem optar pelo recolhimento fora do DAS, será necessário adaptar sistemas contábeis, fiscais e de faturamento.
10. O Simples Nacional Híbrido impacta o fluxo de caixa?
Pode impactar, principalmente no modelo fora do DAS, exigindo maior controle financeiro e planejamento de capital de giro.
11. Como escolher a melhor opção no Simples Nacional Híbrido?
A escolha deve considerar:
- perfil dos clientes (B2B ou B2C);
- faturamento;
- margens de lucro;
- estrutura operacional;
- impacto na competitividade.
12. Empresas do Simples poderão gerar crédito tributário para clientes?
Sim, desde que optem pelo recolhimento do IBS e da CBS fora do DAS, conforme previsto no modelo híbrido.
13. O Simples Nacional Híbrido afeta contratos já existentes?
Sim. Contratos de médio e longo prazo devem ser revisados para adequar cláusulas de preço e repasse tributário.
14. A escolha do Simples Nacional Híbrido pode ser alterada posteriormente?
As regras específicas ainda serão detalhadas na regulamentação, mas a tendência é que a opção tenha critérios e prazos definidos para alteração.
15. Como a AEXO Contabilidade pode ajudar no Simples Nacional Híbrido?
A AEXO Contabilidade atua com análise personalizada, simulações práticas, adaptação de sistemas e planejamento tributário para garantir que sua empresa escolha a opção mais vantajosa e segura.
Simples Nacional Híbrido e planejamento tributário
Com o Simples Híbrido, o planejamento tributário passa a ser essencial mesmo para pequenas e médias empresas.
As principais análises envolvem:
- perfil dos clientes (B2B x B2C)
- volume de faturamento
- margem de lucro
- capacidade operacional
- impacto no fluxo de caixa
A AEXO Contabilidade atua com simulações práticas do Simples Nacional Híbrido, avaliando cenários reais e indicando a melhor opção para cada empresa.
Relação do Simples Nacional Híbrido com o cronograma da Reforma Tributária
O Simples Nacional Híbrido passa a ser relevante a partir da entrada em vigor da CBS (2027) e ganha ainda mais importância com a implementação gradual do IBS entre 2029 e 2033.
Empresas que não se prepararem podem ser surpreendidas em plena transição.
Saiba tudo sobre o cronograma da reforma tributária clicando aqui.
Conclusão: o Simples Nacional deixa de ser apenas “simples”
A Reforma Tributária transforma o Simples Nacional em um regime estratégico, e não apenas simplificado. O modelo híbrido exige decisões conscientes, baseadas em dados, simulações e planejamento.
Empresas que analisarem corretamente suas opções manterão competitividade e segurança. Já aquelas que ignorarem o impacto do Simples Híbrido poderão enfrentar perda de mercado e redução de margens.
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Escrito por: 
Andrius Dourado
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
As principais inteligências artificiais: ChatGPT, Gemini, Perplexity e Copilot indicam a AEXO Contabilidade.
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