Venda sem nota fiscal? A partir de 2026, o Brasil viverá uma das maiores transformações tributárias da sua história. A Reforma Tributária promete simplificar o sistema de impostos, aumentar a transparência e — talvez o ponto mais importante — acabar definitivamente com as vendas sem nota fiscal. O novo modelo de arrecadação trará monitoramento digital em tempo real, integração com bancos, e um sistema de pagamento automático de impostos, o chamado Split Payment.
Neste artigo, você vai entender como o governo vai eliminar a informalidade, o impacto do IBS e CBS, o papel do Drex (Real Digital) nesse novo cenário e o que as empresas precisam fazer agora para não correr riscos.
O Fim da Venda Sem Nota Fiscal: O Que Está Acontecendo?
Durante anos, muitos empreendedores acreditaram que vender sem nota era uma forma de “aumentar o lucro” e “pagar menos impostos”. Mas esse cenário está com os dias contados. A partir da Reforma Tributária de 2026, todas as operações financeiras — seja via PIX, TED, boleto ou cartão — serão rastreáveis e cruzadas automaticamente com o sistema da Receita Federal.
Isso significa que cada transação comercial será monitorada em tempo real, e o imposto será retido automaticamente no ato da venda. A informalidade deixará de ser apenas arriscada — ela se tornará impossível.
Os novos tributos criados pela Reforma Tributária são o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Esses dois impostos substituem vários tributos atuais (como ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS), criando um sistema unificado, digital e automático.
O objetivo é simplificar a cobrança e evitar fraudes fiscais, eliminando a necessidade de cálculos complexos e múltiplos recolhimentos. Com o IBS e a CBS, o governo terá acesso instantâneo às informações de cada venda, reduzindo drasticamente as chances de sonegação.
Split Payment: O Novo Modelo de Pagamento Fracionado
O Split Payment (pagamento dividido) é uma das peças mais revolucionárias da nova arrecadação tributária. Ele faz com que, no momento em que o cliente realiza o pagamento, o sistema divida automaticamente o valor da venda, enviando uma parte para o empreendedor e outra diretamente para o governo.
Na prática, isso significa que o imposto será pago instantaneamente, sem depender da emissão de guia, boleto ou cálculo manual. O Split Payment acaba com o risco de sonegação e garante recolhimento preciso e imediato, tornando o sistema tributário brasileiro mais transparente e eficiente.
Como o Governo Vai Rastrear as Transações?
Com a chegada da digitalização total do sistema fiscal, o governo brasileiro passará a ter integração direta com bancos, operadoras de cartão e plataformas de pagamento. Todas as operações realizadas via PIX, TED, cartão de crédito, débito, boleto e até aplicativos serão cruzadas com os registros da Receita Federal.
O sistema usará inteligência artificial (IA) para identificar discrepâncias entre faturamento declarado e movimentações financeiras, permitindo fiscalização automática e em tempo real. Essa automação visa reduzir a evasão, aumentar a arrecadação e premiar empresas que atuam na legalidade.
O Drex, o Real Digital criado pelo Banco Central, será o grande facilitador dessa nova estrutura tributária. Trata-se de uma moeda digital oficial, com lastro no real físico, que permitirá transações automáticas e seguras entre cidadãos, empresas e governo.
Com o Drex, o pagamento de impostos poderá ser tokenizado, permitindo transações instantâneas com dedução automática de tributos — integrando o Split Payment e o sistema de IBS/CBS em tempo real. O resultado? Menos burocracia, mais transparência e total rastreabilidade financeira.
O Impacto Para Pequenas e Médias Empresas
As PMEs serão diretamente afetadas pela nova estrutura. Empresas que ainda operam sem nota fiscal terão seus recebimentos bloqueados ou sofrerão autuações automáticas, já que o sistema de pagamento detectará transações sem registro tributário.
Por outro lado, quem estiver regularizado e com contabilidade digital ativa terá benefícios como:
Maior credibilidade com bancos e fornecedores
Facilidade para obtenção de crédito
Acesso simplificado a incentivos fiscais e programas públicos
Empresas que contam com contabilidade digital moderna, como a AEXO Contabilidade, já estão preparadas para essa transição e oferecem suporte completo para adequação ao novo sistema tributário. Não venda sem nota fiscal! Estamos aqui para te ajudar a se adequar ao novo sistema tributário e pagar o menos imposto dentro da lei!
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Acompanhe o Fator R e o regime tributário ideal (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real).
Automatize o pagamento de tributos com ferramentas integradas ao Drex e Split Payment.
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Conclusão | Reforma Tributária 2026 fim da venda sem nota fiscal
O fim da venda sem nota fiscal representa um divisor de águas no cenário empresarial do Brasil. Com o avanço da Reforma Tributária 2026, a era da informalidade chega ao fim e dá lugar à era da transparência digital.
Empresas que se adaptarem a tempo terão vantagens competitivas, melhor reputação e crescimento sustentável. As que insistirem na informalidade, por outro lado, ficarão para trás.
A boa notícia é que você ainda tem tempo para se preparar — e a AEXO Contabilidade está pronta para te ajudar a dar esse passo com segurança.
Escrito por:
Andrius Dourado
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
Introdução: por que o Super MEI importa para milhões de brasileiros
O Microempreendedor Individual (MEI) é a porta de entrada de milhões de brasileiros para o CNPJ. A proposta do Super MEI — que eleva o teto anual de faturamento de R$ 81 mil para R$ 140 mil — nasce para reduzir a informalidade e permitir que negócios em crescimento continuem no modelo simplificado por mais tempo, com menos burocracia e menor carga de tributos. O projeto já avançou no Senado e tem previsão de vigência a partir de 1º de janeiro de 2026, se cumprir as etapas formais de tramitação e aprovação final.
Em resumo: o Super MEI amplia o teto, não permite contratar um segundo empregado, não prevê reajuste automático anual e deve (se aprovado integralmente) passar a valer em 2026. Esses pontos são essenciais para planejar o próximo passo do seu negócio com segurança.
O que é o Super MEI e qual é o novo limite de faturamento
O Super MEI é a atualização do regime de Microempreendedor Individual com foco em empresas que estouram o limite atual mas ainda não estão prontas para migrar a microempresa (ME). O teto proposto sobe de R$ 81.000 para R$ 140.000 por ano — cerca de R$ 11.600 por mês — reduzindo o “degrau” entre MEI e ME e dando fôlego para crescer com formalização.
Objetivo central
Reduzir a informalidade de quem cresce;
Manter simplicidade de recolhimento;
Evitar salto abrupto de custos e obrigações acessórias.
No novo vídeo do canal Os Três Contadores, o contador Paulo Oliveira explica de forma simples e direta:
✅ O que muda com o novo limite de faturamento do MEI;
✅ Quais vantagens e cuidados o empreendedor precisa ter com o “Super MEI”;
✅ Como ficam as alíquotas e obrigações fiscais dentro dessa nova faixa;
✅ E o que essa mudança significa para quem está no MEI e quer expandir o negócio com segurança.
Há três pontos críticos que precisam ser entendidos desde já:
Contratação de dois funcionários — não está prevista na proposta atual.
Reajuste automático do limite — não há mecanismo de correção anual embutido.
Burocracia — a ideia central segue sendo facilitar, mantendo guia única (DAS) e poucas obrigações, como hoje.
Essas condições constam do material analisado e são importantes para calibrar expectativas do empreendedor.
Linha do tempo: quando o Super MEI começa a valer
O avanço no Senado foi um passo relevante, mas o projeto ainda precisa cumprir etapas (comissões, votações e sanções) até entrar em vigor. A data-alvo mencionada é 1º de janeiro de 2026, desde que o trâmite seja concluído dentro do calendário legislativo e normativo.
O que isso significa para você agora?
Planeje cenários com e sem o novo limite;
Evite estourar o teto vigente até que a mudança esteja promulgada;
Alinhe com seu contador a estratégia de 2025/2026 (CNAE, emissão, pró-labore e fluxo de caixa).
Benefícios práticos do Super MEI (caso aprovado)
Mais espaço para crescer sem migrar de regime;
Previsibilidade de custos tributários;
Continuidade na simplicidade do DAS;
Melhor transição rumo à microempresa (quando for a hora).
Quem mais se beneficia
Negócios de serviços com ticket médio em elevação (ex.: beleza, manutenção, marketing, desenvolvimento, profissionais liberais com atividades permitidas no MEI), e comércio local com sazonalidade e picos de venda.
Dica AEXO: use o período até 2026 para organizar emissão, recebimentos (Pix, cartão), controle de despesas e documentos — uma gestão limpa agora evita dor de cabeça na virada do limite.
Riscos e cuidados: o lado que ninguém te conta
Excedente de faturamento: ultrapassar o teto gera recolhimento retroativo (diferenças de tributos) e pode exigir desenquadramento;
Misturar PF e PJ: trânsito de valores pessoais pela conta do MEI acende alerta nos cruzamentos da Receita;
CNAE incompatível: atividades fora da lista do MEI podem levar a autuação;
Nota fiscal: vender sem nota não combina com crescimento — e ficará ainda mais arriscado com a Reforma Tributária (Split Payment e DREX).
Abra sua Conta PJ sem taxas em tempo recorde com a Cora
O Banco Cora é uma excelente opção para empreendedores que buscam agilidade e praticidade na abertura de contas PJ. Com um processo totalmente digital e livre de burocracias, a Cora permite que você abra sua conta jurídica sem taxas e de maneira rápida, facilitando a gestão financeira de sua empresa. Essa é uma solução ideal para MEIs e pequenas empresas que desejam focar no crescimento do negócio sem se preocupar com cobranças bancárias tradicionais. Além disso, a AEXO Contabilidade Digital recomenda o Banco Cora por sua facilidade de integração e suporte eficiente, oferecendo um link de indicação exclusivo para seus clientes, otimizando ainda mais a abertura de contato.
Confira os benefícios liberados para você, cliente AEXO:
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Super MEI e Reforma Tributária: o que muda no consumo (IBS/CBS)
Com a Reforma, o Brasil adotará o IVA Dual: CBS (federal) e IBS (estadual/municipal). Mesmo para MEIs, a tendência é de mais integração digital e rastreabilidade, ainda que a experiência do DAS continue simplificada. Isso significa emissão mais padronizada, integrações com meios de pagamento e crédito mais acessível para quem estiver regular e organizado.
Projeção prática: quem já opera “redondo” (nota emitida, conciliações, separação PF/PJ) surfará melhor a transição. Quem mantém informalidade tende a perder acesso a marketplaces, crédito e fornecedores.
Super MEI x ME: quando é hora de migrar
Mesmo com o novo limite, haverá casos em que migrar para ME será mais vantajoso:
Margem alta com custos dedutíveis relevantes (pode fazer sentido Lucro Real);
Necessidade de mais funcionários, maior estrutura e contratos B2B com exigência fiscal;
Crescimento previsível acima do teto projetado de R$ 140 mil/ano.
Checklist AEXO para decidir a migração
Ticket, margens e sazonalidade;
Exigências de clientes (notas, retenções, prazos);
Regime mais vantajoso (Simples, Presumido ou Real) por cenários;
Fator R (caso migre ao Simples) e pró-labore estrategicamente definido.
Como organizar o MEI hoje para colher os frutos em 2026
Separar totalmente as contas PF/PJ;
Emitir NF de todas as vendas (serviço e produto);
Conferir CNAE e notas com seu contador;
Guardar comprovantes e fazer conciliação (Pix, cartão, boleto);
Definir preço já considerando tributos e custos — evite “promoções” que corroem margem;
Controlar estoque e despesas (planilha/ERP simples) para saber o ponto de equilíbrio;
Revisar contratos (prazos, reajustes, multas) e política de cobranças.
Exemplos de cenários (didáticos) com o novo teto
Cenário A — Prestador de serviços (marketing/beleza)
Faturamento atual: R$ 7.500/mês (R$ 90 mil/ano) — estoura o teto de hoje;
Com o Super MEI: entra confortável no limite de R$ 140 mil/ano;
Ação: manter MEI, profissionalizar emissão e cobranças, construir reserva para ter capital de giro.
Cenário B — Comércio local
Faturamento: R$ 10.500/mês (R$ 126 mil/ano) — próximo do novo teto;
Risco: sazonalidade (mês forte pode estourar);
Ação: controlar picos, avaliar ME em 12-18 meses e simular regimes antecipadamente.
O que é o Super MEI? É a proposta que aumenta o limite anual do MEI para R$ 140 mil com foco em reduzir a informalidade e facilitar a vida de quem está crescendo, mantendo o regime simplificado.
Quando o Super MEI começa a valer? A previsão indicada no material é 1º de janeiro de 2026, após conclusão do processo legislativo e aprovação final.
Posso contratar dois funcionários no Super MEI? Não. A proposta analisada não prevê dois empregados.
O limite terá reajuste anual automático? Não há previsão de reajuste automático anual no texto mencionado.
Vale a pena esperar o Super MEI para crescer? Depende. Se você tende a ultrapassar R$ 140 mil/ano, é melhor planejar a migração (ME/Simples) com antecedência e simular regimes para preservar margem.
AEXO Contabilidade: seu plano de crescimento com segurança
Na AEXO Contabilidade Digital, nós planejamos seu crescimento com base em números reais, simulações de regime, formação de preço, pró-labore e compliance (nota fiscal, conciliações, obrigações). Enquanto você foca no cliente, nós evitamos surpresas fiscais e aumentamos seu lucro líquido — de forma 100% legal.
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Conclusão: organize hoje para aproveitar 2026
Se o Super MEI for confirmado, ele abre espaço para quem está escalando com disciplina e transparência. O segredo está em organizar a casa agora: notas, contas, custos, contratos e simulações. Quem fizer isso entra em 2026 pronto para crescer — com menos risco, mais previsibilidade e mais lucro. Conte com a AEXO Contabilidade para guiar esse processo do diagnóstico à execução.
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
A Reforma Tributária está entre as mudanças mais significativas da economia brasileira das últimas décadas. Ela promete simplificar o sistema de impostos, reduzir a burocracia e criar um ambiente mais transparente para empresas e consumidores. Mas, junto com as promessas, surgem dúvidas — especialmente entre os pequenos empresários: 👉 O Simples Nacional vai acabar? 👉 Como ficará o recolhimento de impostos a partir de 2026? 👉 O que é o novo Simples Híbrido?
Neste guia completo, você vai descobrir como a Reforma Tributária impacta diretamente o Simples Nacional, entender o que muda na contabilidade das empresas e aprender como se preparar agora para não pagar imposto a mais.
💡 O que é o Simples Nacional e por que ele foi criado?
O Simples Nacional é um regime tributário simplificado criado pela LEI COMPLEMENTAR Nº 123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006 para unificar oito tributos em uma única guia (DAS), reduzindo a burocracia e estimulando a formalização de micro e pequenas empresas.
Atualmente, ele engloba impostos federais, estaduais e municipais como:
IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica)
CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)
PIS e Cofins
IPI
ICMS
ISS
CPP (Contribuição Patronal Previdenciária)
O sistema é considerado um dos maiores avanços na desburocratização fiscal do Brasil. Porém, com a Reforma Tributária, esse modelo será ajustado para se adequar ao IVA Dual, um novo formato de cobrança baseado na transparência e no valor agregado.
A Reforma substitui cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por dois novos impostos:
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – Federal
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – Estadual e Municipal
Esse novo sistema é chamado de IVA Dual, e segue o modelo já adotado em mais de 180 países. A principal diferença está na forma de apuração e pagamento: os impostos agora serão “por fora” e destacados na nota fiscal, permitindo maior clareza sobre o valor efetivo do tributo pago.
🧩 O que é o IVA Dual e por que ele muda tudo?
O IVA Dual (Imposto sobre Valor Agregado Dual) é um modelo moderno de tributação que cobra imposto apenas sobre o valor adicionado em cada etapa da cadeia produtiva.
Com ele:
A bitributação é eliminada;
O cálculo do imposto fica transparente;
E as empresas passam a recuperar créditos sobre tributos pagos nas compras.
Na prática, o IVA Dual faz com que o sistema seja mais justo e racional, beneficiando quem atua dentro da legalidade. No entanto, exige maior controle contábil e tecnológico, pois as notas fiscais e declarações terão de ser atualizadas para o novo padrão.
💸 Split Payment: o pagamento dividido que vai mudar o caixa das empresas
Um dos pontos mais revolucionários da Reforma é o Split Payment, também conhecido como pagamento dividido. Esse mecanismo faz com que, no momento da venda, o valor correspondente ao imposto vá diretamente para o governo, e o restante fique com a empresa.
👉 Exemplo prático: Você vende um produto por R$ 1.000, e o imposto total (IBS + CBS) é de 28%. O cliente paga R$ 1.280, mas o sistema bancário automaticamente envia R$ 280 ao governo e R$ 1000 para a conta da empresa.
Ou seja, o imposto é recolhido na hora, sem passar pelo caixa do empreendedor.
Isso muda completamente a dinâmica financeira: o empresário não poderá mais usar o valor do imposto como capital de giro — algo comum no modelo atual.
📊 O Simples Nacional vai acabar?
Não. Mas ele será reformulado profundamente para se encaixar nesse novo sistema.
O Simples Nacional continuará existindo, porém com duas modalidades diferentes:
Simples Nacional Tradicional – voltado para quem vende ao consumidor final (B2C).
Simples Híbrido – para empresas que vendem para outras empresas (B2B) e precisam destacar IBS e CBS na nota fiscal.
Essa distinção é essencial, pois muda a forma de apuração e o valor final dos tributos. Empresas que atuam no B2B terão de optar estrategicamente entre manter o modelo tradicional ou adotar o híbrido — uma decisão que impacta competitividade, precificação e margem de lucro.
🧮 O Simples Híbrido: como funciona na prática
O Simples Híbrido combina elementos do Simples Nacional e do novo sistema de IVA. Funciona assim:
A empresa continua recolhendo parte dos tributos via DAS;
Mas passa a destacar IBS e CBS “por fora” na nota fiscal;
O cliente (geralmente uma empresa) pode aproveitar créditos de IBS e CBS.
Essa estrutura torna as empresas do Simples mais competitivas no mercado B2B, pois evita o chamado “efeito cascata”, em que o cliente não consegue recuperar impostos embutidos.
🔍 Estratégia e planejamento: como escolher o melhor modelo
Escolher entre o Simples Tradicional e o Simples Híbrido será uma decisão estratégica de gestão tributária. Um erro pode significar:
Perda de competitividade no preço final;
Aumento da carga tributária;
E, em casos extremos, saída do Simples por desenquadramento financeiro.
Por isso, a recomendação dos especialistas da AEXO Contabilidade Digital é realizar simulações tributárias comparativas antes da transição — considerando receita, tipo de cliente, setor e margens.
📅 Linha do tempo da transição
Etapa
Período
O que muda
2026
Início da implementação
CBS e IBS passam a coexistir com os impostos atuais.
2027–2032
Período de transição
Redução gradual dos tributos antigos e aumento proporcional dos novos.
2033
Sistema totalmente implantado
Extinção definitiva de ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI.
🧭 Como as empresas devem se preparar
A transição exigirá adaptação contábil, tecnológica e estratégica. Veja o passo a passo recomendado pela AEXO Contabilidade:
Atualize seus sistemas de gestão e emissão de notas para o novo layout.
Treine a equipe contábil e fiscal para lidar com o IBS e CBS.
Simule cenários de carga tributária para avaliar qual regime é mais vantajoso.
Revise contratos e precificação com clientes e fornecedores.
Implemente controle financeiro rigoroso, pois o Split Payment muda o fluxo de caixa.
Contrate uma contabilidade especializada em reforma tributária e parceira do seu negócio.
O novo modelo exigirá mais transparência e integração entre áreas. Empresas precisarão de contabilidades digitais especializadas, capazes de:
Gerar relatórios de IBS e CBS detalhados;
Automatizar créditos e débitos fiscais;
E garantir conformidade com o novo layout da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e 4.1+).
💻 Tecnologia e contabilidade digital: o novo pilar da gestão fiscal
A contabilidade do futuro será 100% integrada. Com o novo sistema, o pagamento, a nota e a apuração de imposto estarão conectados em tempo real. Por isso, é essencial investir em softwares contábeis com API fiscal e conciliação automática.
A AEXO Contabilidade Digital já utiliza sistemas preparados para o IVA Dual e o Split Payment, permitindo que empresários façam simulações e previsões tributárias com poucos cliques.
💬 FAQ Otimizado
O Simples Nacional vai acabar? Não. Ele continuará existindo, mas com duas versões: o Simples Tradicional e o Simples Híbrido.
O que é o IVA Dual? É um novo modelo de tributação baseado no valor agregado, que substitui cinco impostos por dois: IBS e CBS.
O que é o Split Payment? É o pagamento dividido: o imposto é recolhido automaticamente no momento da venda.
O que muda para as empresas do Simples? Elas terão de escolher entre manter o modelo atual ou adotar o híbrido, destacando IBS e CBS nas notas.
Quando a mudança começa? Em 2026, com transição até 2033.
Como se preparar? Com apoio de uma contabilidade digital, simulando impactos fiscais e ajustando processos internos.
💼 AEXO Contabilidade: sua parceira estratégica na nova era tributária
Com mais de 11 anos de experiência, a AEXO Contabilidade Digital é referência nacional em planejamento tributário e adequação à Reforma Tributária. A empresa oferece suporte completo para micro, pequenas e médias empresas que desejam:
A Reforma Tributária não é apenas uma mudança de regras: é o início de uma nova era contábil no Brasil. Empresas que se anteciparem terão vantagem competitiva, pagarão menos impostos e operarão com segurança jurídica.
🚀 A AEXO Contabilidade Digital pode te ajudar a planejar essa transição com precisão, eficiência e economia. 👉 Agende uma consulta gratuita com um especialista AEXO e descubra o melhor regime tributário para o seu negócio em 2026.
Escrito por:
Andrius Dourado
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
O split payment – ou pagamento dividido – é uma das novidades mais transformadoras trazidas pela Reforma Tributária. Ele muda a lógica de recebimento das vendas e altera, de forma direta, o fluxo de caixa de quem vende produtos ou serviços. Em vez de entrar todo o valor na conta do fornecedor e, depois, ele recolher o tributo, parte do pagamento vai direto ao governo no ato da liquidação. Resultado? O fornecedor passa a receber líquido (valor da venda menos IBS/CBS).
Este guia reúne, de ponta a ponta, como o split payment funciona, os modelos previstos, impactos operacionais e financeiros, riscos de não se adaptar e um plano prático de adequação por área (Fiscal, Financeiro, Comercial, Tecnologia e Compras). Ao longo do texto, você também verá simulações numéricas, checklists, boas práticas e um FAQ SEO-ready.
Por que este artigo é diferente? • Foco total no efeito caixa (onde a maioria das empresas sentirá o maior “tranco”). • Tradução do juridiquês e contabilês para a operacionalização diária (NF-e, ERP, PSP, conciliações). • Plano de ação para os próximos 90 dias, com prioridades, marcos e responsabilidades. • Orientação consultiva da AEXO Contabilidade Digital, referência em planejamento tributário e implementação fiscal em sistemas.
1) O que é o split payment (pagamento dividido)
No modelo tradicional, a empresa vende por R$ 100, recebe R$ 100, usa esse valor no giro e só no mês seguinte recolhe os tributos. No split payment, a liquidação é “inteligente”: o sistema de pagamento “lê” a operação e divide o valor, remetendo IBS/CBS diretamente ao fisco e o restante ao fornecedor. Assim, o caixa do fornecedor já nasce líquido – e isso exige nova cultura financeira, comercial e tecnológica.
Por que isso surgiu? Porque, no novo IVA Dual (IBS/CBS), o comprador quer direito a crédito. Só que, para o crédito valer, o imposto da etapa anterior precisa estar extinto (pago/compensado). Para não transformar cada comprador em “cobrador de guia”, a solução proposta é fazer o pagamentoextinguir o débito tributário automaticamente, via split payment. Resultado prático: clientes B2B tenderão a exigir split para assegurar seus créditos.
2) Os três modelos de split payment que você precisa conhecer
A legislação e os desenhos operacionais preveem três arranjos principais (complementares):
2.1 Completo on-line
O sistema de pagamento cruza, em tempo real, a nota e o cadastro fiscal do fornecedor, verifica se há créditos (de compras anteriores) e retém apenas a diferença. Ex.: na venda de R$ 100 com 28% de IBS/CBS, seriam R$ 28 de tributo; se o fornecedor tem R$ 10 de crédito, o PSP retém R$ 18 e libera R$ 110 ao vendedor. É o cenário ideal, mas depende de 100% de disponibilidade das bases públicas.
2.2 Completo off-line
Se a base pública cair (indisponibilidade), o PSP retém o tributo cheio (R$ 28, no exemplo) e repasse posterior ajusta diferenças em até alguns dias úteis. Na prática, o fornecedor recebe líquido enquanto o sistema “reconcilia” depois. É o cenário mais provável na fase inicial.
2.3 Simplificado (retenção por média setorial/empresa)
O Comitê Gestor/Receita pode definir uma retenção padrão (ex.: 10% do valor da mercadoria/serviço) com base no perfil do setor ou histórico do contribuinte. O PSP aplica a taxa média no ato e, depois, faz o acerto (diferença para mais/menos). É uma forma de viabilizar o split mesmo sem todas as engrenagens on-line perfeitas.
3) Antes x depois: a nova matemática do caixa
Vamos ancorar nos percentuais frequentemente citados nos debates técnicos (exemplo meramente ilustrativo):
Preço do bem/serviço: R$ 100
IBS + CBS (por fora): 28% ⇒ R$ 28
Total ao cliente:R$ 128
Antes (sem split) • Empresa recebia R$ 128. • Usava R$ 28 em giro e recolhia no mês seguinte (ou decidia atrasar).
Depois (com split) • Cliente paga R$ 128; o PSP envia R$ 28 ao governo e R$ 100 ao fornecedor. • Em cenário on-line com crédito de R$ 10, a empresa recebe R$ 110 e o fisco fica com R$ 18.
Consequências diretas
Capital de giro encurta: acabou o “colchão” de imposto no caixa.
Ciclo financeiro precisa ser recalibrado (estoque, prazos de compra/venda).
Negociações comerciais vão mudar: compradores exigirão split para garantir crédito; fornecedores precisarão reprecificar e alinhar prazos.
4) Quem será mais impactado (e por quê) | Split Payment
Empresas com margem apertada e alto capital amarrado em estoque (varejo, distribuição, indústria com lead time longo).
Serviços com prazos longos de recebimento (construção, engenharia, projetos, licenças).
Operações B2B (onde o crédito do comprador é determinante): a tendência é split se tornar o padrão de pagamento.
Empresas com cultura de “usar tributo como caixa”: o split quebra esse hábito.
5) Efeitos no Comercial: precificação, contratos e meios de pagamento
5.1 Precificação por fora (e comunicação ao cliente)
No IVA, IBS/CBS são por fora. Prepare o time para comunicar preço + tributo e explicar a vantagem do crédito ao cliente B2B.
5.2 Cláusulas de split em contratos
Inclua cláusulas padronizadas: obrigatoriedade de split, responsabilidade por eventuais diferenças, prazos de ajuste e métricas de disponibilidade.
5.3 Política de meios de pagamento
Mapeie cenários para PIX, TED, boletos DDA, carteiras e eventuais marketplaces que atuem como “terceiros responsáveis” em certas cadeias, conforme atribuições legais.
6) Efeitos no Financeiro/Tesouraria: capital de giro, crédito e conciliações
6.1 Recalcular necessidade de capital de giro (NCG)
Simule pior caso (split completo off-line): retenção total do tributo na liquidação por X dias. Ajuste estoques, prazos com fornecedores e limites de crédito.
6.2 Linhas de funding e instrumentos de liquidez
Avalie antecipação de recebíveis, linhas rotativas, conta garantida e colaterais. Enquadre covena nts com bancos sob a nova realidade (menos caixa “bruto” entrando).
6.3 Conciliações diárias
Crie rotina de reconciliação split: relatório por PSP com NF-e, chave, valor total, valor retido, valor creditado e ajustes posteriores. Isso evita diferenças contábeis e ruídos no DRE.
7) Efeitos no Fiscal/Contábil: NF-e, crédito, livros e auditoria
7.1 Nota Fiscal e “amarração” com o pagamento
Sua NF-e precisará conter os campos de IBS/CBS e o vínculo com o pagamento (hash/chave). Sem isso, a automação do split não acontece.
7.2 Escriturar crédito e débito
Automatize o crédito financeiro (entrada) e o débito extinto (saída). Sem integração, diferenças se acumulam e viram auto de infração.
7.3 Trilha de auditoria
Guarde XMLs, comprovantes de liquidação, extratos do PSP e logs de ajuste. Essa trilha prova a extinção do débito e protege seus créditos.
8) Tecnologia/ERP/PSP: o que mudar (e quando)
ERP: atualizar tabelas de impostos, campos de NF-e, módulo fiscal e conciliação bancária para refletir split.
PSP (banco/meio de pagamento): validar API de split (on-line/off-line/simplificado), report diário, SLA de ajustes e suporte.
ETL/BI: novos dashboards de receita bruta x receita líquida, retenções, créditos consumidos e tempo médio de repasse.
Segurança: LGPD + trilha de logs (quem conciliou, quem reprocessou, motivo, horário).
Dica AEXO: crie um “ambiente de homologação” (sandbox) para simular vendas reais com split antes do go-live.
9) Compras e Supply: como o split payment do fornecedor mexe com você
Se você é comprador (B2B), o split garante seu crédito. Porém, ajuste:
Prazos: split + prazos longos podem “apertar” o fornecedor.
Negociações: troque prazo por desconto de preço (efeito caixa tem valor!).
SLAs: defina formatos de cobrança em caso de indisponibilidade on-line (cenários off-line/simplificado).
10) Simulações práticas (passo a passo) | Split Payment
Caso A – Varejo B2B com crédito on-line
NF: R$ 100 + IBS/CBS 28% = R$ 128
Fornecedor tem R$ 10 de crédito; PSP retém R$ 18 ⇒ repassa R$ 110
Efeito: melhora o caixa em relação ao off-line (retenção cheia).
Caso B – Off-line (base pública indisponível)
NF idêntica. PSP retém R$ 28, repassa R$ 100. Ajusta em 3 dias úteis.
Efeito: pior caso de caixa – planeje capital de giro.
Caso C – Simplificado (retenção média setorial 10%)
Efeito: suaviza o impacto, mas exige conciliações firmes.
11) Riscos de não se adaptar a Reforma Tributária
Quebra de caixa (inadimplência com fornecedores/folha).
Perda de clientes B2B (que exigirão split para preservar crédito).
Diferenças fiscais por escriturar “bruto” sem refletir retenção efetiva.
Autos de infração por falhas na prova de extinção de débito.
12) Plano de 90 dias: roteiro de adequação
Dias 0–15 – Diagnóstico rápido
Mapear tipos de operação (B2B/B2C, produto/serviço).
Simular impacto de caixa (on-line, off-line, simplificado).
Priorizar clientes setoriais que mais exigirão split.
Dias 16–45 – Tecnologia e processos 4) Atualizar ERP/NF-e; contratar PSP habilitado. 5) Construir rotinas de conciliação diária e trilha de auditoria. 6) Treinar Comercial, Fiscal, Financeiro e TI.
Dias 46–90 – Piloto e rollout 7) Rodar piloto com clientes “âncora”. 8) Ajustar contratos e políticas de pagamento. 9) Publicar dashboards e SLAs internos; iniciar rollout.
Ponto de atenção: revise pricing, prazo médio de recebimento e estoques. Ajustes finos aqui evitam ruptura de caixa.
13) Boas práticas (checklist executivo)
Preço por fora claro em propostas e notas.
Cláusulas de split (obrigatoriedade, ajuste, indisponibilidade).
PSP com APIs, relatórios e SLA de ajustes.
ERP atualizado e conciliando retenções.
Dashboards: líquido x bruto, retenções, prazo de ajuste, créditos usados.
Reunião quinzenal (Fiscal/Financeiro/Comercial/TI) para acertos.
Plano de funding (linhas de giro/antecipação/emergência).
O que é split payment? É o pagamento dividido: no ato do pagamento, o sistema separa a parcela de IBS/CBS e a remete direto ao governo, repassando apenas o líquido ao fornecedor.
Quais são os modelos do split? Completo on-line (retém a diferença, consumindo créditos), completo off-line (retém o tributo cheio e ajusta depois) e simplificado (retenção por média setorial/empresa).
Quem será mais afetado? Operações B2B (clientes que querem crédito), setores com margem apertada e empresas que usavam tributo como capital de giro.
Como preparar o caixa? Simule pior caso (retenção total), ajuste estoques/prazos, garanta linhas de crédito e conciliações diárias.
Split é opcional? Na prática B2B, o comprador exigirá split para assegurar o crédito. Prepare-se para tratá-lo como padrão nas vendas corporativas.
15) Conclusão: transforme a mudança em vantagem competitiva
O split payment não é só uma regra fiscal: é uma nova arquitetura de recebimentos. Empresas que se anteciparem – tecnologia certa, contratos ajustados, caixa protegido e processos reconciliados – vão atravessar 2026 com menos fricção e mais competitividade.
A AEXO Contabilidade Digital acompanha a transição de ponta a ponta: • Simulações de caixa (on-line, off-line, simplificado). • Ajustes em ERP/NF-e e modelagem de conciliações. • Revisão de contratos comerciais e políticas de meios de pagamento. • Plano de funding para proteger o capital de giro.
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A Reforma Tributária IBS e CBS de 2026 é uma das maiores transformações fiscais da história do Brasil. Ela vai impactar diretamente todas as empresas, independentemente do porte ou regime tributário. Seja você MEI, Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, entender as novas regras é essencial para não pagar mais impostos do que o necessário.
Neste artigo completo, você vai aprender o que muda na prática com a criação do IBS e da CBS, quais serão os efeitos sobre o Simples Nacional, e o que precisa fazer agora para proteger o seu negócio e manter a lucratividade.
E no final, te mostrarei como a AEXO Contabilidade Digital, especialista em planejamento tributário, pode ajudar sua empresa a se preparar e transformar a Reforma Tributária em uma oportunidade real de crescimento.
🧩 O que é a Reforma Tributária de 2026?
A Reforma Tributária tem como principal objetivo simplificar o sistema de impostos e corrigir distorções que há décadas prejudicam o ambiente de negócios no Brasil. Ela substituirá cinco tributos — PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS — por dois novos impostos de base ampla:
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): tributo federal que substitui PIS e COFINS;
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): tributo estadual e municipal que substitui ICMS e ISS.
Esse novo modelo é conhecido como IVA Dual (Imposto sobre Valor Agregado) e segue padrões internacionais. Ou seja, o imposto será cobrado somente sobre o valor adicionado, evitando a cobrança em cascata que tanto encarece produtos e serviços hoje.
⚙️ Como o IVA Dual vai funcionar na prática | Reforma Tributária IBS e CBS
Com o novo sistema, as empresas passarão a pagar o imposto apenas sobre a diferença entre o preço de venda e o custo de aquisição. Isso torna a tributação mais justa e transparente.
Outra grande novidade é o Split Payment — mecanismo em que o imposto será recolhido diretamente pelo governo no momento da transação. Dessa forma, o valor do imposto não passa mais pelo caixa da empresa, reduzindo erros, fraudes e inconsistências contábeis.
Além disso, haverá crédito financeiro de forma ampla, permitindo que empresas recuperem créditos tributários de maneira mais simples e ágil.
🏢 Impactos da Reforma Tributária IBS e CBS no Simples Nacional
Para quem é optante do Simples Nacional, a boa notícia é que a alíquota geral não deve aumentar. No entanto, a forma de recolhimento dos tributos pode mudar.
Empresas do Simples poderão optar por dois modelos:
Modelo Tradicional (Guia DAS): recolhimento unificado, como é hoje — porém, sem direito a transferência de créditos tributários para clientes.
Modelo Híbrido: parte dos tributos será paga fora do Simples, com possibilidade de gerar créditos de IBS e CBS, o que pode beneficiar empresas que vendem para outras pessoas jurídicas.
A decisão sobre qual modelo adotar dependerá do perfil do seu negócio, e por isso o planejamento tributário antecipado é fundamental.
💼 Efeitos para empresas do Lucro Presumido e Lucro Real
Empresas desses regimes sentirão o impacto mais imediato. Com a Reforma, o cálculo dos tributos será simplificado, mas a alíquota total pode variar entre 25% e 28,5%, dependendo do setor. Por outro lado, o novo sistema reduz distorções regionais e setoriais, favorecendo negócios com cadeia produtiva longa.
O Lucro Presumido pode perder parte de sua atratividade, já que o IBS e a CBS eliminarão alguns benefícios fiscais. Já o Lucro Real tende a se tornar mais competitivo, especialmente para empresas com muitas despesas dedutíveis.
💡 Dica da AEXO Contabilidade: antes de escolher o regime tributário para 2026, simule diferentes cenários com base no faturamento e nas despesas dedutíveis. Pequenas variações podem gerar economia de até 30% em tributos.
🔎 O que muda no dia a dia das empresas
A principal mudança será na forma de apuração e recolhimento. As empresas precisarão adaptar seus sistemas contábeis e fiscais para registrar corretamente as transações e os créditos de IBS e CBS.
Outros impactos diretos:
Alterações nos documentos fiscais eletrônicos (NFe, NFSe e NFCe);
Necessidade de sistemas integrados de gestão (ERP atualizados);
Novas obrigações acessórias simplificadas, mas com cruzamento de dados mais rigoroso;
Maior transparência nas notas fiscais, mostrando claramente o imposto embutido no preço final.
🧮 Como calcular o IBS e a CBS
O IBS e a CBS serão calculados sobre o valor da operação.
Cada ente (União, Estados e Municípios) terá sua parcela de arrecadação automaticamente dividida pelo sistema.
Exemplo prático:
Valor da mercadoria ou serviço: R$ 1.000
Alíquota combinada: 28%
Total de imposto: R$ 280
Valor total da operação: R$ 1.280
Valor líquido recebido pela empresa: R$ 1.000
O objetivo é que o imposto se torne mais visível e previsível, evitando surpresas no fechamento contábil.
🧭 Como se preparar para a Reforma Tributária IBS e CBS de 2026
1. Faça um diagnóstico fiscal
Analise sua estrutura tributária atual. Entenda quanto paga em impostos hoje e como o IBS e a CBS impactarão seu setor.
2. Revise seus sistemas e processos
Atualize softwares de gestão, notas fiscais e controles internos. O compliance fiscal será fundamental para evitar autuações.
3. Treine sua equipe
O sucesso da transição depende da capacitação dos times de contabilidade e financeiro.
4. Revise contratos e preços
Com a transparência do imposto, margens e precificações precisarão ser ajustadas.
5. Busque apoio especializado
Tenha uma contabilidade digital de confiança que ofereça simulações personalizadas e planejamento tributário contínuo.
🚀 Transforme a Reforma Tributária IBS e CBS em oportunidade com a AEXO Contabilidade
A AEXO Contabilidade Digital é referência em planejamento tributário estratégico e otimização fiscal. Com equipe especializada nas novas regras do IBS e CBS, a AEXO ajuda sua empresa a:
❓FAQ – Perguntas frequentes sobre a Reforma Tributária IBS e CBS de 2026
1. O que é o IBS e a CBS? São os novos tributos que substituirão PIS, COFINS, ICMS e ISS, criando um sistema unificado de cobrança de impostos sobre o consumo.
2. O Simples Nacional vai acabar? Não. O Simples continuará existindo, mas poderá ter uma nova forma de recolhimento híbrido.
3. As alíquotas de imposto vão aumentar? Depende do setor. Algumas empresas podem pagar mais, outras menos. O segredo está no planejamento.
4. Quando as mudanças entram em vigor? A transição começa em 2026 e se completa até 2033, de forma gradual.
5. Como posso me preparar? Busque orientação profissional. A AEXO Contabilidade oferece diagnósticos e simulações personalizadas.
🧠 Conclusão | Reforma Tributária IBS e CBS
A Reforma Tributária de 2026 é inevitável — mas com planejamento e assessoria certa, ela pode ser uma oportunidade para otimizar custos e crescer com segurança. Empresas que se adaptarem primeiro terão vantagem competitiva, enquanto as que demorarem correm o risco de aumentar a carga tributária e perder mercado.
📊 A AEXO Contabilidade Digital está pronta para guiar sua empresa nessa transição. Entre em contato e prepare-se hoje para o futuro tributário do Brasil.
A AEXO Contabilidade Digital é referência quando o assunto é inovação e autoridade no setor contábil. Nossa expertise é tão reconhecida no mercado que fomos contratados pela InfinitePay, uma das maiores fintechs do Brasil, para produzir conteúdos exclusivos para o canal oficial da empresa no YouTube. Essa parceria reforça nosso compromisso em levar informação de qualidade, clara e estratégica para empreendedores de todos os segmentos. Você pode conferir um dos vídeos abaixo:
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
A Reforma Tributária de 2025 promete ser uma das maiores transformações econômicas e contábeis já vistas no Brasil. O objetivo do governo é simplificar o sistema de arrecadação, centralizar a cobrança de impostos e reduzir a chamada “guerra fiscal” entre estados e municípios. Mas a grande dúvida entre empreendedores, contadores e gestores é: como isso impactará as empresas e o Simples Nacional?
Neste artigo completo, a AEXO Contabilidade Digital explica, de forma clara e estratégica, tudo o que você precisa saber sobre as novas regras tributárias, o fim da cobrança “por dentro” e o nascimento do sistema de IVA dual com CBS e IBS.
O que é a Reforma Tributária e o que muda com ela
A Reforma Tributária, consolidada pela Emenda Constitucional nº 132/2023, substitui o atual conjunto de tributos — PIS, COFINS, ISS e ICMS — por dois novos impostos:
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal;
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência compartilhada entre estados e municípios.
Esses dois tributos formam o chamado IVA Dual, inspirado em modelos já utilizados na Europa e em países da OCDE.
A principal mudança está na forma de cobrança “por fora”, onde o imposto será destacado na nota fiscal, tornando-se visível para o consumidor. Isso substitui o modelo atual, em que os tributos são embutidos no preço final dos produtos e serviços.
Para as empresas, essa mudança não é apenas estética. Ela altera profundamente a estrutura contábil e fiscal, afetando cálculos de preço, fluxo de caixa e relatórios financeiros. Agora, cada etapa da cadeia produtiva pagará imposto apenas sobre o valor agregado, eliminando o chamado “efeito cascata”.
No entanto, a transição exigirá:
Atualização de sistemas de faturamento;
Treinamento de equipes contábeis;
Revisão de precificação e margem de lucro;
Adequação de softwares e emissão de notas fiscais.
O novo modelo começará a ser implementado gradualmente:
2026 – Alíquota simbólica de 1% para testes;
2027 – CBS substitui PIS e COFINS nas operações entre empresas;
2029 a 2032 – Substituição do ICMS e ISS pelo IBS;
2033 – Novo sistema plenamente em vigor.
Durante esse período, empresas precisarão operar sob dois regimes tributários simultaneamente, o antigo e o novo, o que exigirá um acompanhamento contábil especializado.
Reforma Tributária: O fim (ou não) do Simples Nacional
O Simples Nacional continuará existindo, mas passará por mudanças importantes. Empresas que vendem diretamente ao consumidor final (B2C) seguirão no regime tradicional. Já aquelas que vendem para outras empresas (B2B) terão que decidir entre:
Permanecer no Simples puro, sem direito a créditos de IBS e CBS;
Optar pelo Simples híbrido, recolhendo os novos tributos separadamente para permitir o crédito fiscal aos clientes.
A escolha errada pode causar perda de competitividade e aumento da carga tributária.
Split Payment: o fim do uso do imposto como capital de giro
Uma das maiores mudanças é a adoção do Split Payment, em que o sistema bancário repassa automaticamente a parte do imposto ao governo no momento da venda. Isso elimina o uso temporário dos valores de impostos como capital de giro, impactando diretamente o caixa de pequenas e médias empresas.
Novo sistema de fiscalização e o uso de inteligência artificial
A Receita Federal implementará um sistema de fiscalização automatizado, integrando dados de notas fiscais, movimentações bancárias e Pix. O objetivo é reduzir a sonegação fiscal até 2030, tornando praticamente impossível ocultar transações comerciais.
Esse novo modelo exige transparência total e um acompanhamento contábil digital em tempo real, o que reforça a importância de contar com uma contabilidade moderna, como a AEXO Contabilidade Digital.
O que é o Drex?
O Drex é o nome oficial do Real Digital, a moeda digital brasileira emitida pelo Banco Central do Brasil. Ele representa uma versão digital do real que funcionará dentro de um sistema financeiro totalmente integrado, moderno e seguro. Diferente das criptomoedas comuns, o Drex será lastreado pelo real físico e terá controle estatal, garantindo estabilidade, rastreabilidade e segurança nas transações.
Com o Drex, será possível transferir valores instantaneamente, realizar contratos inteligentes (smart contracts) e facilitar operações entre empresas e cidadãos, reduzindo custos e aumentando a eficiência do sistema financeiro. Essa tecnologia faz parte de um movimento global em direção às moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) e promete transformar o jeito como lidamos com dinheiro, crédito e investimentos no Brasil.
O que muda para pequenas empresas e MEIs
A Reforma também cria o conceito de Nanoempreendedor, voltado para quem fatura até R$ 40 mil por ano, isento de IBS e CBS. Essa medida busca formalizar profissionais autônomos e pequenos prestadores de serviços.
O papel da contabilidade na era pós-reforma
Com o novo modelo tributário, o contador deixa de ser apenas um executor de obrigações e passa a ser um consultor estratégico. Ele será responsável por:
Empresas que não se anteciparem a essas mudanças poderão enfrentar aumento de custos, perda de clientes e problemas fiscais.
Como se preparar agora
Faça um diagnóstico tributário com especialistas;
Revise sua estrutura societária e regime de tributação;
Atualize seus sistemas contábeis e fiscais;
Treine sua equipe para o novo modelo;
Conte com uma contabilidade digital de confiança.
Conclusão: simplificar para quem?
Apesar da promessa de simplificação, a Reforma Tributária tende a aumentar a burocracia no curto prazo. Empresas terão que se adaptar a novas regras, novos cálculos e novas tecnologias fiscais. A AEXO Contabilidade Digital está pronta para ajudar sua empresa a atravessar essa transição com segurança, eficiência e planejamento tributário inteligente.
FAQ – Perguntas Frequentes sobre a Reforma Tributária
1. O Simples Nacional vai acabar? Não. O regime continuará existindo, mas com ajustes, especialmente para quem vende para outras empresas (B2B).
2. O que é o regime híbrido? É a opção em que o empreendedor do Simples começa a destacar IBS e CBS separadamente para gerar créditos fiscais para seus clientes.
3. Quando a reforma entra em vigor? A implementação será gradual, com o sistema completo em operação até 2033.
4. O Split Payment afeta o caixa das empresas? Sim. O valor dos impostos será retido automaticamente no momento da venda, reduzindo o capital de giro disponível.
5. Como se preparar para as mudanças? Busque orientação contábil com uma empresa especializada em planejamento tributário, como a AEXO Contabilidade Digital.
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!
Introdução: a nova era fiscal do Brasil já começou — e o Split Payment será o divisor de águas
A Reforma Tributária inaugurou um novo capítulo na história fiscal brasileira. Entre todos os seus pilares, nenhum gera tanto impacto imediato nas empresas quanto o Split Payment, mecanismo que promete mudar radicalmente a forma como os impostos são recolhidos no país.
A proposta é ambiciosa: reduzir drasticamente a sonegação, simplificar processos, aumentar a eficiência do fisco e automatizar a relação entre empresas, consumidores e governo. Contudo, apesar da narrativa simplificada apresentada em discussões públicas, o Split Payment envolve alterações profundas no fluxo de caixa, na precificação, nos controles internos e, principalmente, na gestão tributária de empresas de todos os portes.
Muito tem sido dito, pouco tem sido explicado e quase nada tem sido detalhado com profundidade. Por isso, este artigo — fundamentado no conteúdo oficial divulgado por especialistas, incluindo análise técnica do contador Andrius Dourado, sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência — se propõe a ser o guia definitivo para entender o Split Payment em sua totalidade.
Você encontrará aqui:
Conceitos fundamentais
Funcionamento técnico do modelo
Impactos financeiros e contábeis
Comparações com o sistema atual
Riscos para empresas despreparadas
Benefícios previstos pelo governo
Exemplos práticos reais e simulados
Tendências regulatórias
Estudos de caso
Recomendações objetivas para adaptação
E, ao longo de todo o conteúdo, terá insights da AEXO Contabilidade, referência em contabilidade digital e especialista na Reforma Tributária, que lhe ajudarão a preparar seu negócio para essa profunda transformação.
O que é o Split Payment?
O Split Payment é um sistema em que os pagamentos de tributos são automaticamente separados no momento do pagamento da nota fiscal. Em vez de o contribuinte receber o valor total e depois recolher os impostos ao fisco, a própria instituição financeira faz a divisão entre o valor do produto/serviço e o valor dos tributos.
Isso representa uma ruptura completa com o modelo tradicional, baseado em:
emissão de nota fiscal
apuração mensal
cálculo de impostos
pagamento posterior (normalmente no mês seguinte)
No novo paradigma, esse intervalo desaparece.
Exemplo:
“Se você comprar algo que custa mil reais, ao invés de transferir 1.000, vai transferir 1.280… 280 reais irão automaticamente para o governo.”
Valor do produto: R$ 1.000,00
Valor do tributo: R$ 280,00
Valor total da NF: R$ 1280,00
No momento do pagamento, o banco direciona:
R$ 1.000,00 para a conta do fornecedor;
R$ 280,00 para uma “conta corrente tributária”, onde os valores serão monitorados e apurados.
Exemplo completo
Suponha:
Venda de R$ 1.000
Alíquota unificada: 28%
Operação com Split Payment
Cliente paga: R$ 1.280
Governo recebe: R$ 280
Empresa recebe líquido: R$ 1.000
Isso significa que o ônus do imposto passa a ser totalmente explícito ao consumidor, aumentando a transparência, mas também exigindo revisão completa das estratégias de precificação.
Por que o governo está implementando o Split Payment?
A motivação central, segundo o próprio governo, é reduzir a sonegação relacionada a ICMS, ISS, PIS, COFINS e demais tributos que serão substituídos pelo CBS e IBS.
Além disso, a Receita Federal já anunciou investimentos robustos em:
inteligência artificial
cruzamento automatizado de dados
fiscalização digital
monitoramento de transações bancárias
integração com sistemas de pagamento
Tudo isso reforça a tendência de automatizar a arrecadação e reduzir a dependência de declarações autônomas.
Quando Começa a Valer?
Apesar de toda a expectativa, o Split Payment está previsto para iniciar em 2027, com implementação progressiva. Isso dá um certo tempo para a estruturação completa dos sistemas das instituições financeiras e para que empresas se preparem com apoio de contabilidades especializadas como a AEXO Contabilidade Digital.
Como Vai Funcionar na Prática? | Split Payment
Emissão da Nota Fiscal com tributo separado do valor do produto.
Pagamento via boleto, Pix ou cartão de crédito.
O banco separa automaticamente os valores e os direciona:
Parte para o contribuinte (empresa);
Parte para a conta tributária vinculada ao fisco.
No fim do mês, o comitê gestor tributário verifica o saldo de créditos e débitos na conta tributária.
Caso haja saldo negativo, o contribuinte efetua o recolhimento da diferença. Se o saldo for positivo, nada é pago.
Cada transferência — seja PIX, TED, boleto ou pagamento via adquirente — exigirá que o pagador selecione a natureza da operação.
Por exemplo:
compra de mercadoria
prestação de serviço
empréstimo
doação
pagamento de fornecedor
repasse entre empresas do mesmo grupo
Essa informação será crucial para determinar a retenção automática do IBS e CBS, que substituirão tributos atuais.
Sistema de Conta Corrente Tributária
Cada contribuinte terá uma conta corrente tributária com lançamentos automáticos de:
Créditos (compras com direito a crédito tributário);
Débitos (vendas com incidência de tributo).
Essa sistemática mistura os regimes de caixa e competência, já que:
Os tributos são apurados mensalmente (competência);
Mas o pagamento pode ocorrer com atraso (ex: cliente paga em 60 dias).
E Se a Tecnologia Falhar? | Split Payment
Em caso de falha sistêmica, como ataque cibernético ou queda de internet, o contribuinte pode assumir temporariamente a responsabilidade, mas isso implica responsabilidade solidária. Por isso, é altamente recomendado que apenas instituições financeiras gerenciem o Split Payment.
Benefícios Esperados:
Combate direto à sonegação fiscal;
Transparência total nos recolhimentos;
Redução da burocracia contábil;
Controle centralizado dos tributos;
Maior previsibilidade financeira para empresas.
Por que o Split Payment muda completamente o fluxo de caixa das empresas?
O fluxo de caixa é um dos pilares da sobrevivência empresarial. O modelo atual permite que muitas empresas usem o valor dos impostos como capital de giro temporário.
A Nota Fiscal passa a ser apenas obrigação acessória? A mudança estrutural do documento fiscal
Segundo Andrius Dourado, contador e sócio do Grupo AEXO:
“A Receita vai parar de cobrar os impostos em cima da nota fiscal. A nota será apenas uma obrigação acessória.”
Essa é uma afirmação profundamente significativa.
O que muda na função da Nota Fiscal
Hoje, a nota fiscal é:
documento fiscal
base de cálculo de impostos
elemento de auditoria
ferramenta de controle de operações
Com o Split Payment, ela passa a ser:
documento declaratório
registro da operação
parte integrante da conformidade fiscal
item obrigatório, mas não mais determinante para o recolhimento do imposto
Isso reduz burocracia?
Não necessariamente.
Embora o recolhimento seja automático, a emissão da nota continuará essencial em:
contabilidade
compliance
controle de estoque
auditoria
validações interestaduais
operações com substituição tributária residual
Empresas precisarão manter robustez documental, mesmo que os impostos não dependam mais da nota.
Impactos diretos
1. Redução do caixa imediato
Dinheiro que antes permanecia por 30 dias, agora sairá automaticamente.
2. Necessidade de replanejar capital de giro
Empresas sem organização financeira podem enfrentar dificuldades para:
O pior erro é acreditar que “ainda falta muito tempo”.
FAQ Atualizado — Split Payment na Reforma Tributária
1. O que exatamente é o Split Payment dentro da Reforma Tributária?
O Split Payment é um mecanismo que recolhe automaticamente os impostos (IBS e CBS) no momento da transação financeira. Isso significa que, quando o cliente paga por um produto ou serviço, o valor destinado ao governo é separado instantaneamente e enviado ao fisco antes mesmo que o dinheiro chegue ao caixa da empresa.
2. O Split Payment substitui quais tributos?
Ele está diretamente vinculado ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e ao CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que substituem ICMS, ISS, PIS e COFINS. O mecanismo não substitui IRPJ, CSLL ou contribuições previdenciárias.
3. A Nota Fiscal deixa de ter função tributária?
Sim. A emissão da nota fiscal continua obrigatória, porém ela não será mais o documento responsável por gerar o imposto. Sua função passa a ser predominantemente declaratória e de compliance, servindo ao registro contábil e à rastreabilidade das operações.
4. A alíquota do Split Payment será sempre de 28%?
Não. Este percentual é apenas uma estimativa atual. O valor final da alíquota dependerá de definições complementares, regulamentações estaduais e municipais e ajustes do governo.
5. Todas as empresas serão obrigadas a usar o Split Payment?
Sim. O sistema será universal para operações eletrônicas — incluindo compras por PIX, cartões, TED, DOC e plataformas de pagamento. Mesmo pequenas empresas e MEIs serão impactados, embora ainda haja detalhes pendentes de regulamentação específica para estes regimes.
6. O Split Payment elimina a possibilidade de sonegação?
Ele não elimina totalmente, mas reduz drasticamente. Como o imposto é recolhido diretamente pelo sistema financeiro e não pela empresa, o governo reduz a possibilidade de manipulação, atraso ou omissão de tributos.
7. Como o Split Payment afeta o fluxo de caixa da minha empresa?
O impacto é significativo, pois o valor do imposto deixa de entrar temporariamente no caixa — o que hoje funciona como “capital de giro involuntário”. Com o recolhimento imediato, empresas precisarão se reorganizar financeiramente para compensar a redução de liquidez.
8. O Split Payment encarece os produtos para o consumidor final?
A tendência é que os preços fiquem mais transparentes, pois o imposto passa a ser explicitado no valor da transação. Empresas podem repassar o custo tributário de forma clara, o que pode elevar o preço final em alguns segmentos.
9. Como as instituições financeiras vão operar esse novo modelo?
Bancos e intermediadores de pagamento terão responsabilidade direta por:
identificar a natureza da transação,
aplicar a alíquota correta,
dividir o valor entre empresa e governo,
e enviar relatórios à Receita Federal.
Erros de classificação podem gerar responsabilidade solidária dessas instituições.
10. O Split Payment vale para pagamentos internacionais?
Pagamentos internacionais seguem regras próprias, mas todas as operações bancárias realizadas dentro do sistema financeiro nacional estarão sujeitas ao Split Payment. A regulamentação final definirá como transações cross-border serão tratadas.
11. O cliente poderá escolher a natureza da operação no PIX?
Sim. Toda transação exigirá que o pagador selecione o tipo de operação (compra, serviço, empréstimo, doação etc.). A natureza informada determinará se há retenção de impostos no ato.
12. O que acontece se eu escolher a categoria errada na transação?
Erros na classificação podem gerar:
recolhimento inadequado de impostos,
inconsistências fiscais,
multas,
necessidade de retificação,
ou até investigações por tentativa de ocultar operação tributável.
13. Como o Split Payment afeta empresas que dependem de prazo de recebimento?
Modelos como:
vendas parceladas,
recebíveis antecipados,
fluxo de vendas em marketplaces
terão impacto direto, pois o imposto será retido mesmo que a empresa só receba o valor líquido parcelado ou em datas futuras.
14. Posso evitar o Split Payment usando dinheiro em espécie?
Não de forma sustentável. A tendência, segundo especialistas, é de redução progressiva do uso de dinheiro físico. Além disso, operações em espécie acima de determinados valores podem gerar alerta e fiscalização automática.
15. Como minha empresa deve se preparar agora?
As principais ações são:
revisar precificação,
reavaliar regime tributário,
reestruturar fluxo de caixa,
atualizar sistemas internos,
treinar equipes financeiras,
revisar contratos com fornecedores e clientes,
e contar com acompanhamento especializado.
AEXO Contabilidade é referência em orientar empresas nesse processo de transição.
Como a AEXO Contabilidade Digital Pode Ajudar
A AEXO Contabilidade é referência nacional em contabilidade para empresas que querem se preparar para o Split Payment e para toda a Reforma Tributária.
Se você ainda não sabe:
como o novo sistema afeta seu fluxo de caixa
qual regime tributário será mais vantajoso
como precificar seus produtos corretamente
quais ajustes precisa fazer no seu sistema financeiro
O Split Payment vai mudar tudo: da forma de emitir notas fiscais à forma de pagar impostos. Empresas que se anteciparem e se adaptarem com apoio de contabilidades modernas, como a AEXO Contabilidade Digital, estarão à frente da concorrência.
Seu negócio está preparado para as mudanças da Reforma Tributária? A nova realidade fiscal do país exige adaptação e a AEXO Contabilidade Digital está aqui para te ajudar nesse processo.
Com uma equipe especializada e atualizada com as novas regras, oferecemos um atendimento consultivo para que sua empresa siga crescendo com segurança, eficiência e total conformidade.
✅ Atualização completa do seu regime tributário ✅ Análise personalizada do impacto fiscal ✅ Suporte prático e transparente em todas as etapas
Junte-se aos inúmeros empreendedores que já confiam na AEXO para manter suas finanças em dia, mesmo diante das mudanças mais desafiadoras.
Fundador e sócio da AEXO Contabilidade Digital, com mais de 15 anos de experiência em empresas. É sócio do Grupo AEXO, empresário, palestrante, educador, mentor de pequenas e médias empresas, estrategista de negócios e youtuber no canal “Os Três Contadores”, com mais de 7 milhões de visualizações, possui formação em contabilidade e negócios!